quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Comissão da "Verdade" e revisão da Lei da Anistia: Crise no Governo?

Saiu n'O Globo: "Decreto que cria Programa Nacional de Direitos Humanos abre crise entre ministros". Trata-se dos Ministros Paulo Vannuchi, da Secretaria de Direitos Humanos, e Nelson Jobim, do Ministério da Defesa. Segundo a notícia, o Decreto assinado por Lula previa a investigação dos crimes dos militares no período da Ditadura; em contrapartida, nada prevê sobre os crimes dos terroristas e guerrilheiros comunistas, muitos dos quais estão no próprio Governo Lula - a própria Dilma Rousseff, candidata à sucessão de Lula próximo ano (e que se elegerá facinho, facinho) era uma terrorista e assaltante de bancos.
O teor do Decreto teria provocado o repúdio de Jobim e dos comandantes da Aeronáutica, do Exército e da Marinha, que entregaram carta de demissão ao Presidente em protesto. Lula recuou e "tranqüilizou" o Ministro e os comandantes, dizendo que vai rever o decreto...
Cozinhando, cozinhando... O Presidente não vai rever coisa nenhuma; isso aí já está muito bem traçado: o objetivo é isentar terroristas comunistas - como a Sra. Dilma e o Ministro Vannuchi, protetor das FARC - e meter a cacetada nos militares, por crimes contra a humanidade (e terrorismo não é crime contra a humanidade? Explodir bombas em locais públicos, matando e descepando civis inocentos, como fizeram vários petistas e demais delinqüentes comunistas, não e´um crime contra a dignidade humana?).
O Ministro Vannuchi quer criar esta "Comissão da Verdade"...
"Verdade"...
Que verdade? Uma verdade pela metade?
Porque o Ministro e o Presidente Lula só querem investigar os militares. Por que não investigam o outro lado também, meus senhores? Por que vocês não investigam os guerrilheiros e terroristas comunistas, Sr. Luiz Inácio, Sr. Vannuchi?
Simples: investigar estes daí é investigar eles mesmos, que à época praticaram estes crimes de terrorismo. É investigar a Sra. Dilma, que é sua candidata à Presidente próximo ano.
Comissão da "Verdade"? Verdade coisa nenhuma!
Comissão da Mentira! Da Enganação! Da Dissimulação! Da Empulhação!
Se é para ser Comissão da Verdade, abram tudo, abram todos os arquivos! Abram os seus arquivos, meus senhores! Mostrem sua cara, mostrem o terrorismo que todos sabemos que vocês praticaram na época!
Se é para ser "da Verdade", então que investiguem tudo: militares e terroristas comunistas - inclusive a Sra. Dilma! Tudo!
A Verdade não existe pela metade, meus senhores! Em canto nenhum desse mundo! Verdade pela metade é mentira, é enganação, é falsidade criminosa e inaceitável! E é isso que vocês querem fazer o povo brasileiro engolir com essa conversinha tosca de "revisão da Lei da Anistia", "investigação dos crimes" e "Comissão da Verdade"!
Abram os arquivos, meus senhores: mas abram TODOS os arquivos!

Geoglifos no Acre: Os índios eram civilizados e desmatavam!

Saiu no G1 que uma equipe de arqueólogos liderados pelo cientista Alceu Ranzi descobriu geoglifos na Amazônia semelhantes àqueles de Nazca e do Atacama. "Os últimos desenhos foram encontrados nas proximidades da cidade de Boca do Acre, no Amazonas. São cinco conjuntos de formas geométricas, com círculos, quadrados e linhas, que chegam a medir mais de um quilômetro de um extremo ao outro", diz a notícia. Com estes são cerca de 300 os geoglifos descobertos no Acre e no Amazonas (foto); as descobertas vêm acontecendo desde 1970.
O interessante disso tudo é que se desfere um golpe violento nos missionários comunistas e nos ecologistas radicais que espalham aqueles mitos do "bom selvagem" protetor da selva, que não toca em nada e sai atirando flechas no invasor branco destruidor de matas. Não, os índios não eram um bando de bobocões panteístas e comunistóides que não tocavam na mata para nada como querem os ecologistas radicais e os missionários comunistas, para usá-los como antagonistas da nossa sociedade "consumista", "destruidora" e do "capitalismo selvagem". Os geoglifos do Acre provam que ali havia grandes civilizações, índios inteligentes, desenvolvidos, urbanizados, capazes de grandes obras - como estes geoglifos - e que tocavam, sim, nas florestas. "Até agora, não se sabe exatamente para que serviam, mas dão a pista de que ali, no meio da floresta, poderiam existir civilizações mais complexas e numerosas do que se imagina. Para desenhar geoglifos, eles tinham que ter conhecimentos de geometria e serem capazes de realizar grandes obras", afirma a notícia de G1.
Vale lembrar que ano passado saiu na Science - coforme dá nota a Revista Catolicismo de Outubro de 2008 - que "os índios do Alto Xingu fundaram cidades com as da primitiva Grécia ou da Idade Média. Possuíam muros, praças e centros cerimoniais. Seus habitantes desmatavam, construíam canais, criavam tartarugas em tanques, pescavam em larga escala e trabalhavam a terra sistematicamente em roças e pomares. [...] Para o antropólogo Heckenberger, chefe do estudo, a 'floresta tropical virgem' foi, em verdade, modelada pela ação humana". E então conclui o articulista de Catolicismo: "Esses fatos desmentem falsos mitos inventados pelo missionarismo comuno-progressista e pelo ecologismo radical sobre a intocabilidade da floresta e aversão dos índios à civilização" (p.13).
Portanto, chega daquela balela comunista de que os índios são um exemplo a ser seguido pela nossa "sociedade selvagem", do "agronegócio predador" que "destrói as matas e polui os rios" e todo aquele blá-blá-blá que conhecemos. Os índios eram urbanizados, sim, e tocavam na floresta; desmatavam e modificavam o lugar para os seus fins. O homem é senhor da natureza e não o contrário. Os geoglifos do Acre mostram civilizações grandiosas, desenvolvidas, e não um bando de aluados panteístas como querem nos fazer acreditar os missionários comunistas e os ecologistas radicais, num desrespeito e insulto à própria inteligência dos índios, que eles querem segregar em reservas num autêntico apartheid racial.
Outra coisa que ressalta a notícia é que os geoglifos em questão só podem ter sido feitos num ambiente onde não havia florestas: "Tanto no Acre quanto no Amazonas, as marcas só foram descobertas por causa do desmatamento, que 'limpou' o terreno e tornou os desenhos visíveis. Como as estruturas são profundas – os sulcos chegam a ter 12 metros de largura e quatro de profundidade -, acredita-se que ali, pelo menos sobre os geoglifos, houve um período em que não havia floresta. 'Será que era realmente floresta [quando se construiu os desenhos] ou eles ocuparam essa área em um momento de crise climática, como essa de 2005?', conjectura Ranzi".
E disso tiramos duas possibilidades, que vão de encontro aos chavões modernos tão divulgados mídia afora:
1) os índios desmataram para gravar seus desenhos no solo, o que mais uma vez contraria o mito do "bom selvagem" ecologista e panteísta que não toca na floresta para nada;
2) os desenhos foram gravados lá num momento de crise climática que foi capaz de deixar a Amazônia sem árvores; e isto, por sua vez, vai de encontro ao catastofrismo moderno que vê no Aquecimento Global o fim do mundo e a punição a todas os pecados dessa "sociedade industrial e consumista"; este dado prova o que sempre soubemos: que crises climáticas sempre existiram na história da humanidade e esta de agora não será nem a primeira, nem a última; e mais: os índios sobreviveram àquela crise climática em condições bem menos favoráveis que nós - em termos de teconologia, p. ex.; ou seja, é hora de derrubar-se esta farsa do Aquecimento Global (a propósito, aconselho a leitura DESTE ARTIGO do Olavo de Carvalho), cujo único objetivo e criar um alarde catastrofista para a instauração do autoritarismo no mundo inteiro.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sua Santidade, o Papa Bento XVI: Na sociedade, o mal banaliza-se e o bem não é notícia.

[Traduzo abaixo um trecho do Discurso de Sua Santidade, o Papa Bento XVI, ontem (terça-feira, 08/12), no Ato de veneração a Nossa Senora na Praça de Espanha (Roma) por ocasião da Solenidade da Imaculada Conceição. Neste discurso, de profunda relevância política, Sua Santidade condena a perniciosidade dos mas media, que banalizam o mal e utilizam as pessoas como matéria-prima explorada até a última gota de sangue nas páginas dos jornais. E sabemos como isso é verdade, como o mal, a violência, o ódio é matéria rentável, como a Mídia - constantemente levada por ideologias e modismos - utiliza justamente a maldade como linha mestra de suas notícias e reportagens. Sua Santidade condena esta atitude, que não leva a nada. Condena que a Mídia, numa busca desesperada por audiência, passe por cima do respeito devido ao ser humano, utilize-se de sua dor, aproveita-se de seu sofrimento, esquecendo que toda aquela dor é a dor de um homem, não de um animal: o Papa chama isto de "mecanismo perverso". E, realmente, a indústria midiática tem sido uma indústria do ódio, da banalização do mal. A audiência é só o que vale. Mas Sua Santidade, ao lado desta dura condenação que faz ao uso do homem como se fosse objeto de troca ou matéria-prima, exalta aqueles que, silenciosamente, seguem a lei evangélica do amor e não são notícia. Este discurso do Papa Bento XVI tem uma profunda relevância política. O Papa não só condenou a indústria midiática do ódio, da banalização do mal, não só condenou uma Mídia profundamente ideológica, mascarada, que manipula informações e opiniões como se fosse fantoches, uma Mídia levada por modismos e pela cultura da morte; Sua Santidade lembra-nos também que a dignidade humana tem o seu lugar irrevogável na vida da sociedade, que este lugar não pode ser esquecido nem apagado por quem quer que seja: o homem tem o seu valor, o seu grande valor, apesar de tudo, apesar das ideologias, apesar da indústria midiática, apesar do que quer que seja, o homem tem o seu valor. E mais: Bento XVI põe em relevo novamente a lei evangélica, que, nas suas palavras, "impulsiona o mundo"; nuam sociedade laicista que cada vez mais rejeita a Deus, esquece o seu lugar e não aceita que Cristo reine sobre si, o Papa vem-nos relembrar: é a lei evangélica do amor que impulsiona o mundo; não é uma falsa noção de progresso, não são as ideologias estéreis, não são os modismos; é a lei evangélica que impulsiona o mundo. Trazendo isto à tona, mais uma vez, Bento XVI contraria a corrente laicista moderna que vê Deus como uma figura descartável, corrente para a qual Cristo é um escândalo, a Cruz é uma loucura. Não, diz o Papa: é a lei evangélica que impulsiona o mundo; ela tem o seu lugar não só nos nossos corações e na nossa vida privada, mas no seio da sociedade inteira; é ela que faz tudo seguir adiante.]

O que dizer de Maria para a sociedade? O que sua presença nos recorda a todos? Recorda-nos que "onde abundou o pecado, superabundou a graça" (Rom 5,20) - como escreve o Apóstolo Paulo. Ela é a Imaculada Mãe que repete aos homens do nosso tempo: não tenha medo, Jesus venceu o mal; Ele venceu o pecado, liberando-nos de seu domínio [l’ha vinto alla radice, liberandoci dal suo dominio].
Como precisamos desta boa nova! Todos os dias, de fato, através de jornais, televisão, rádio, o mal é dito, repetido, amplificado, habituando-nos às coisas mais horríveis, tornando-nos insensíveis e, ainda, intoxicando-nos, porque o negativo não é totalmente eliminado e dia a dia se acumula. Endurece o coração e escurece o pensamento. É por isso que a sociedade precisa de Maria, que por sua presença fala de Deus, nos lembra da vitória da graça sobre o pecado, e nos traz esperança, mesmo na situação humana mais difícil.
Na cidade vivem - ou sobrevivem - pessoas invisíveis, que ocasionalmente saltam na primeira página ou na televisão, e são explorados até a última, até que a imagem e as notícias atraiam muita audiência. É um mecanismo perverso, que infelizmente é difícil de resistir. A sociedade primeiro esconde e depois expõe ao público. Sem piedade, ou com uma falsa piedade. Ao invés, cada homem tem o desejo de ser aceito como pessoa e considerado uma realidade sagrada, porque toda a história humana é uma história sagrada, e exige o maior respeito.
A sociedade, queridos irmãos e irmãs, somos todos nós! Cada um contribui para a sua vida e seu clima moral, para o bem ou o mal. No coração de todos nós há uma  fronteira entre o bem e o mal [Nel cuore di ognuno di noi passa il confine tra il bene e il male], e nenhum de nós deve sentir-se no direito de julgar os outros, mas todos devem sentir o dever de melhorar a si mesmos! Os mass media tendem a fazer-nos sentir-se mais “espectadores”, como se o mal estivesse apenas nos outros, e certas coisas nunca pudessem nos acontecer. Em vez disso todos nós somos “atores" e, para o bem ou para o mal, o nosso comportamento tem uma influência sobre os outros.
Muitas vezes se queixam da poluição do ar, que em alguns lugares da cidade é sufocante. É verdade que precisamos do compromisso de todos os níveis, para limpar a cidade. No entanto, há outras poluições, menos perceptíveis aos sentidos, mas igualmente perigosas. É a poluição do espírito; é o que torna nossos rostos menos sorridentes, mais sombrios, que nos leva a não nos cumprimentar-nos, a não olharmos nos olhos do outro... A cidade é feita de rostos, mas, infelizmente, a dinâmica coletiva pode nos faz perder a percepção da sua profundidade. Vemos tudo na superfície. As pessoas se tornam corpos, e estes organismos perdem suas almas, eles se tornam coisas, objetos sem rosto, de troca e de consumo.
Maria Imaculada, ajuda-nos a redescobrir e defender a profundidade das pessoas, porque nela existe uma perfeita transparência da alma no corpo. É a pureza em pessoa, no sentido de que espírito, alma e corpo estão nela totalmente coerentes em si e com a vontade de Deus, Nossa Senhora nos ensina a nos abrir à ação de Deus, para ver os outros como Ele: a partir do coração. E para assisti-los com misericórdia, com amor, com ternura infinita, especialmente aqueles mais sozinhos, desprezados, explorados. "Onde abundou o pecado, superabundou a graça".
Eu quero publicamente prestar homenagem a todos aqueles que, em silêncio, não em palavras mas em ações, se esforçam para praticar a lei evangélica do amor, que impulsiona o mundo. Há muitos, mesmo aqui em Roma, e raramente são notícia. Homens e mulheres de todas as idades que têm entendido que não vale condenar, reclamar, lamentar-se, mas vale mais responder ao mal com o bem. Isso muda as coisas, ou melhor, mudar as pessoas e, conseqüentemente, melhora a sociedade.
Bento XVI, Discurso no Ato Solene de Veneração à Virgem Maria (08 de Dezembro de 2009)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Lula é Dr. Jekyll!

"Quem é, realmente, Lula da Silva? Um revolucionário terceiro-mundista empenhado em destruir o primeiro mundo e substituí-lo com um planeta socialista regido por líderes briguentos da ala coletivista, como sonham Hugo Chávez e outros delirantes baderneiros dessa família política, ou um social-democrata moderado, dedicado ao desenvolvimento de uma economia de mercado, semelhante à que impera nas 30 nações mais ricas e felizes da Terra?"
É esta a questão que se propõe a responder Carlos Alberto Montaner num interessante artigo intitulado O estranho caso de Dr. Lula e Mr. Chavez (AQUI). Indico bastante a leitura que não deixa de ser divertido diante das peripécias de nosso Presidente. ;)

Congresso votou contra retorno de Zelaya - Interessantes declarações de deputados.

Já é sabido que o Congresso Hondurenho votou contra o retorno de Zelaya ao Governo de Honduras. Isto não vou comentar, porque já era esperado. Em outros textos já escrevemos sobre como o "golpe" em Honduras foi forjado (AQUI e AQUI). Felizmente deu tudo errado para os caudilhos comunistas!
Traduzo abaixo algumas declarações interessantes colhidas por UnoAmerica dos deputados que votaram contra o retorno de Zelaya, vencendo por uma esmagadora maioria:
"'Em Honduras não aceitamos que venha um Chavez ou qualquer outro tirano a dar-nos ordens', alegou um deputado. Ao mesmo tempo, seu companheiro Pompeyo Bonilla indicou: 'Voltar atrás representaria um perigo maior, seria aceitar o mandato de Governo de países que não são um exemplo a imitar e que sçao liderados por um golpista frustrado convertido em um ditador democrático eleitoreiro'. Outro representante afirmou: 'a OEA [Organização dos Estados Americanos] é um organismo manipulado por Chavez e p[elo Presidente do Brasil, Luís Inácio] Lula [da Silva] e por outros que pretendem dar-nos lições de democracia quando eles nunca as praticaram'. E outro: 'Esta terra não é de Chavez, nem de Fidel: é nossa'. Outra deputada: 'Que não nos ponham uma mordaça como na Venezuela'. Seu companheiro, Arnaldo Jesús Miranda advertiu: 'Este país, com este Governo, assessorado por Hugo Chavez e os socialistas e comunistas do mundo, se converteu em aeroportos e pistas en cada canto onde pousam aviões carregados de droga'".
Que exemplo de coragem nos dá Honduras! E Lula, murcho...


Chavez quer uma desculpa para a guerra...

Obviamente o acordo não é a besta fera que pinta Chavez. Ele é a conseqüência natural do Plano Colômbia, com o qual os Estados Unidos vêm ajudando a Colômbia na luta contra o narcotráfico e os grupo de revolucionários marxistas das FARC. "Ajudado pelos recursos dos EUA, o presidente colombiano, Alvaro Uribe, tem enfrentado as guerrilhas das Farc, que foram confinadas a selvas remotas e montanhas. A violência e os atentados diminuíram drasticamente, e o investimento externo aumentou", informa O Globo. Nada muda no número de militares e de equipamentos. Aliás, ao contrário do que apregoa Chavez, não serão instaladas bases militares dos EUA na Colômbia; as bases continuam a ser da Colômbia e serão utilizadas como pólos estratégicos da parceria com os EUA já consumada pelo Plano Colômbia. Tudo continuará sendo decidido pela Colômbia e atividade militar americana será acordada de forma aberta, em conjunto com o  Congresso Americano (veja AQUI o que disse o general Fraser, chefe do Comando Sul das forças americanas). Um acordo deste tipo era uma conseqüência natural  já esperada do estreitamento de relações entre EUA e Colômbia na esteira da luta contra o narcotráfico, seara em que a Colômbia tem uma posição estratégica central.
Mas Chavez continua, contra os fatos, apregoando que este acordo é um plano de guerra contra a América Latina, um plano de invasão. Já o dissera em agosto na III Reunião Ordinária dos Chefes dos Estados da UNASUL - a nossa URSS encubada.
Não, Chavez não é paranóico.
Este expediente é comum entre os esquerdistas. Fomentar a guerra e a inimizade contra um outro país é essencial para a diáletica marxista, baseada justamente nisso: a luta de classes. Usar a guerra para elevar os ânimos populares, conquistar apoio patriótico, declarar estado de guerra e cercear liberdades civis - o que já existe na Venezuela -, tudo isso é expediente comum de um governo comunista. Não esqueçamos que para justificar a invasão da Polônia e da Finlândia - após dividir a Europa num acordo com Hitler - a URSS dizia estar lutando contra o "fascismo polonês" e o "fascismo finlandês", o que hoje sabemos ter sido uma mentira deslavada. E tudo isso ainda desviou a atenção dos campos de concentração que eram mantidos para extermínio de pessoas dentro da URSS - não estranhem se Chavez quiser um desvio de atenção do que ele faz contra o seu povo.
Chavez quer o mesmo: guerra, para os mesmos fins que quiseram seus antepassados soviéticos. O caudilho é um perigo para a paz na América Latina.
É por isso que Alejandro Peña Esclusa, Presidente de UnoAmerica e um dos observadores internacionais das eleições de Honduras, declarou, logo ao fim daquelas eleições, que "na Venezuela se implemente o mesmo esquema eleitoral utilizado para os hondurenhos: voto manual, contagem total dos votos, autoridades eleitorais independentes e padrão eleitoral acessível a todos os partidos" (AQUI). Essa seria a única saída para livrar a Venezuela das mãos deste caudilho totalitário que vence às custas de fraudes e subversões. O mesmo Penã criticou recentemente Chavez "por seus vínculos com as FARC e por querer provocar uma guerra absurda entre Colômbia e Venezuela. O dirigente venezuelano deixa muito claro que o inimigo da Venezuela é a narcoguerrilha e não o governo colombiano" (AQUI).
Desnecessário dizer que concordo integralmente. A guerra que Chavez quer provocar com a Colômbia não só é absurda e sem sentido, como poderíamos dizer que é Chavez, na verdade, quem possui um plano para dominação da América Latina, por meio das narcoguerrilhas, do estímulo ao caudilhismo e, agora, do expediente muito utilizado por esquerdistas do mundo inteiro: a guerra e o fomento à inimizade e ao ódio.
O Presidente eleito do Uruguai, José Mujica, em encontro com o Vice-Presidente colombiano, Francisco Santos, já se ofereceu para atuar como mediador entre Colômbia e Venezuela. Na ocasião, Santos declarou que a Colômbia possui uma irrevogável vocação pacifista e que sempre esteve aberta ao diálogo, além de condenar o ilegal embargo econômico imposto pela Venezuela à Colômbia, que, apesar de tudo, tem trazido benefícios; ainda "expressou ao Presidente eleito sua preocupação pela linguagem ofensiva utilizada pelo mandatário venezuelano contra a Colômbia, pois 'em nosso continente não há precedente algum do uso deste tipo de linguagem".
Rezemos pela Colômbia e Venezuela, caríssimos. O que menos precisamos é uma guerra na América Latina. Mas é o que mais precisam os marxistas...

Fraude nas Eleições Bolivianas - Onde está o Governo Brasileiro, neste caso?

A Unión de Organizaciones Democráticas de América, UnoAmerica, denunciou fraudes nas eleições bolivianas que reelegeram o aspirante a Chavez e Stálin, Evo Morales. "Na Bolívia, se levou a cabo uma massiva fraude eleitoral, cujo propósito é legitimar neste país um modelo totalitário, desenhado em Cuba e financiado desde a Venezuela", denuncia a organização em sua página.
UnoAmerica identificou, entre outras atitudes absurdas do Governo Morales, a perseguição judicial contra o principal candidato da oposição, Manfred Reyes Villa; impedimento de fazer campanha ao principal candidato a vice-presidente, Leopoldo Fernandéz, que está preso há mais de um ano, sem julgamento ou condenação; violência política contra os adversários pelos grupos de choque do Governo; violações do voto secreto sob a máscara de "voto comunitário", entre outros absurdos dignos de caudilhos e que são enumerados na página de UnoAmerica.
"Estas irregularidades e delitos eleitorais põem em dúvida não só a validez dos resultados, como também os supostos 63% de respaldo popular a Evo Morales; cifra que está sendo manipulada pelo oficialismo para justificar mudanças drásticas e permanentes no sistema político boliviano", afirma a organização.
UnoAmerica convocou os governos democráticos da América Latina a se oporem à fraude eleitoral na Bolívia, cujo único objetivo é propagar um projeto chavista de totalitarismo, cujas únicas vítimas são o povo pobre e sofrido da Bolívia, cerceados em suas liberdades legítimas.
Onde está Lula, num caso como este? Condenará o Governo Brasileiro a fraude em Bolívia com o mesmo vigor que condenou o malfadado e forjado "golpe" em Honduras? Oferecerá proteçao aos perseguidos por Evo Morales da mesma maneira que ofereceu asilo ao caudilho Zelaya?
Não somos inocentes de achar que Lula fará alguma coisa. Óbvio que ficará caladinho, caladinho. Porque Lula quer fazer o mesmo no Brasil. Lula quer que Dilma ganhe para levar à cabo o mesmo projeto comunista. Lula torce para fazer aqui o que Chavez fez na Venezuela, o que Morales está fazendo na Bolívia e o que Zelaya queria fazer em Honduras.
Óbvio que Lula vai ficar calado, calado, fazendo vista grossa, como se nada estivesse acontecendo. Lula é cúmplice dos totalitários, amigo de ditadores como Fidel e de terroristas como Ahmadinejad - aliás, este também está no poder de forma fraudulenta, às custas de muito sangue, e foi recebido pelo nosso Presidente de braços abertos.
Lula vai ficar quietinho, quietinho. Para que vejamos, sempre com maior clareza, nas mãos de quem o Brasil está. E das mãos de quem ele deve ser retirado URGENTEMENTE.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Até macaco "é" gente. Mas o embrião e o nascituro não são.

A história é antiga, mas até hoje causa polêmica nos meios jurídicos e nas faculdades de Direito. Hoje o Professor de Direito Constitucional tocou no assunto durante a aula.
Trata-se do esquisitíssimo habeas corpus para uma macaca de Salvador (um habeas macacus?). "Em 2005, uma fêmea de chimpanzé chamada Suíça, do Jardim Zoológico de Salvador, foi considerada um 'sujeito de direitos' pelo juiz Edmundo Cruz. Suíça acabara de perder o companheiro de cativeiro. Solitária, afundara numa depressão forte. Vendo o estado lastimável da macaca, o promotor Heron José de Santana, especialista em Direito Ambiental e professor da Universidade Federal da Bahia, entrou com um pedido de habeas corpus em seu nome. Santana queria que ela fosse transferida o mais rápido possível para um dos três santuários brasileiros", relatou a Revista Época.

A coisa é surreal. Hilária. Um delírio. Uma macaca ser considerada sujeito de direito, pessoa, gente, com direito a habeas corpus e uso do princípio constitucional da dignidade humana. O argumento? Os chimpanzés teriam 99 % de sua carga genética igual à dos homens. Além disso, conforme a mesma matéria de Época, "na sentença, proferida depois da morte [da macaca], o juiz escreveu que o direito 'não é estático, e sim sujeito a constantes mutações, em que novas decisões têm de se adaptar aos tempos hodiernos'. O caso tornou-se referência internacional. Para reivindicar os direitos [da macaca de nome] Suíça, o promotor, hoje presidente do Instituto Abolicionista Animal, usou argumentos surpreendentes. 'Estamos falando de conceder direito a um grupo, como já foi feito com as mulheres e com os escravos', afirma Santana. 'Queremos garantir a liberdade desses nossos primos: o primeiro passo de uma luta para incluir as demais espécies da fauna'".
A falácia é absurda. Tremenda. Coisa destes nossos tristes tempos modernos. O STJ rejeitou-a em outros casos.
Primeiro, comparar um habeas corpus de macacos com o reconhecimento dos direitos das mulheres e dos escravos é uma coisa de tal maneira descarada que eu fico boquiaberto. Mulheres e escravos era patente que eram gente! E mais: direitos de mulheres, libertação dos escravos, eram reivindicações antigas. A Igreja exigiu o fim da escravidão no Império Romano e continuou a exigí-lo na Idade Moderna, para índios e negros. Quanto às mulheres, ela foi a primeira a exigir a proibição do aborto para evitar os assassínios arbitrários de meninas por famílias que desejavam homens. Enfim, há uma longa tradição destas reivindicações. Mas de macacos? Além de que, como disse, mulheres e escravos era patente serem gente! Mas um macaco?
E essa história de confundir a essência ontológica das coisas com a carga genética é absurda. Macaco é macaco, homem é homem. Isso é patente, visível. Só mentes confusas e olhares ofuscados pela irracionalidade diriam o contrário. Além disso, mesmos para os paladinos do geneticização de tudo, se o chimpanzé tem 99%, resta-nos 1% que nos classifica como homens, e não como macacos.
Enfim, dizer que o direito evolui para justificar uma sandice dessas é de um descaramento tamanho que dó nos ossos. Que evolução é essa? Evolui o direito para considerar macacos como gente e proteger tartaruguinhas desde os avos, mas também para permitir aborto de crianças e o fabricação em massa de embriões humanos como se fossem objetos para destruição em laborátórios. Que evolução é essa? Bicho vira gente e gente de verdade vira bicho? Isso é evolução?
Para mim é retrocesso, regressão. Burrice.
Se alguma pessoa "virou" bicho foram estes que defendem estas idiotices hoje: viraram burros, mulas. Por escolha própria.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Reinaldo Azevedo: "…E O MENSALEIRO PT PEDE O IMPEACHMENT DE ARRUDA, O MENSALEIRO"

Vou copiar na íntegra o texto do Reinaldo:
Já existem seis pedidos de impeachment contra José Roberto Arruda protocolados na Câmara do Distrito Federal. Entre eles, há um da CUT e outro do PT. Está certo! Têm de protocolar mesmo! Erraram aqueles que não protocolaram o pedido de impeachment de Luiz Inácio Lula da Silva em 2005. Aí o petralha tira as patinhas do chão e diz: “Também… Como teria coragem de fazê-lo se havia o mensalão de Minas?” Pois é… Como se nota, o PT, mesmo tendo criado o mensalão em escala federal, não se intimida em pedir o impeachment de quem promoveu o mensalão regional. Isso evidencia que, em política, não basta promover a bandalheira, é preciso também não ter qualquer senso de ridículo.
O episódio é didático. Alguns tontos acharam que Lula tinha dado a senha para o PT pegar leve com o governador do DEM. Essa ambigüidade sempre funcionou muito bem na máquina petista: mesmo quando Lula assopra, o PT morde.
Pois é, Reinaldo! Comentava isso hoje à noite: o Lula promove um mensalão a nível federal e ninguém pede impeachment; o Lula intervém em Honduras de forma criminosa, enterrando os princípios constitucionais da não-intervenção e da auto-determinação dos povos, e ninguém pede impeachment... E aí o Arruda faz a besteirada que fez, e o PT pede o impeachment! É pra pedir mesmo! Mas só vale para Arruda? O PT tem moral para isso depois do Mensalão e de Honduras?
Se Lula tivesse integridade - só um pouquinho - teria renunciado em 2005. E se tivesse ganho  integridade depois de não renunciar, teria ficado calado sobre Honduras, e não feito essa vergonha a todos nós... E para completar ainda recebeu o terrorista do Ahmadinejad. Vai entender essa diplomacia brasileira!
Recomendo ainda o texto do Reinaldo também sobre a incoerência que é os "movimentos sociais" pedirem o impeachment do mensaleiro Arruda (AQUI): eles que não pediram o impeachment do mensaleiro Lula, agora querem pedir o de Arruda! Que tempos os nossos!

Honduras: Lula vai acabar sozinho...

Ocorreram as Eleições em Honduras domingo passado (30/11), como já foi amplamente noticiado. Ganhou o conservador Porfirio Lobo. Já no dia 27 de Novembro "o Parlamento alemão decidiu reconhecer as eleições hondurenhas e ao Presidente que surja delas, ao mesmo tempo em que rechaçou a atitude 'chavista e antidemocrática' do governante deposto Manuel Zelaya" (AQUI). Neste mesmo dia, o Presidente da Costa Rica, Oscar Arias, o mediador da crise hondurenha, afirmou que reconheceria o ganhador das eleições. O Peru também já anunciara o reconhecimento: "Se vamos reconhecê-las? Por que não?", disse o chanceler peruano, José García Belaunde. No dia seguinte às Eleições, na segunda-feira (1/12), os Estados Unidos também reconheceram a eleição de Porfirio Lobo. Vale lembrar que muito antes a Biblioteca do Congresso norte-americano já concluíra que em Honduras não houvera golpe de Estado algum, que foi tudo plenamente constitucional.  A Colômbia reconheceu também o novo governo e Uribe afirmou que as eleições de Honduras foram "um processo democrático, de alta participação, sem fraude, inatacável" (AQUI). Além destes, também Panamá, Taiwan e Canadá deram reconhecimento prévio.
Não obstante a manifestação de todas estas nações democráticas contra as fantasias do caudilho hondurenho e em favor da restauração da ordem em Honduras e da normalidade constitucional, Lula insiste em meter o bedelho onde não lhe convém, insiste em não reconhecer que o que ocorre em Honduras é democrático e constitucional. E a justificativa: "Porque não é possível a gente aceitar um golpe, seja ele militar, seja ele disfarçado de civil, como foi o golpe de Honduras".
Que golpe, Presidente? O golpe que Zelaya daria e foi evitado, é isso? Por que o que ocorreu em Honduras foi só o que pedia a defesa da Constituição daquele país. Lula vai acabar sozinho... e manchando o nome do Brasil junto. Que se manche sozinho, mas não ao nome do meu país!
Agora o mais importante de tudo isso é o exemplo de Honduras: não cedeu ao totalitarismo, não cedeu às intervenções espúrias dos marxistas exteriores (Chávez, Morales...) nem à intervenção violenta do aspirante a caudilho brasileiro, o Lula. Honduras deu-nos um exemplo tremendo: que a integridade de uma nação vale suportar incompreensões, intervenções asquerosas, gritos e calúnias; mas nunca ceder ao totalitarismo, nunca ceder ao caudilhismo, nunca ceder ao marxismo devastador e mundano. A integridade vale a própria vida. Era o ensinamento dos mártires cristãos dos primeiros séculos. Honduras se arriscou, se arriscou muito; e deixou-nos um grande ensinamento, para estas épocas em que o comunismo levanta seus tentáculos tenebrosos sobre nossa nação: não ceder!
Por último, aconselho - para quem não viu ainda - ler o comentário do Reinaldo Azevedo sobre as eleições em Honduras (AQUI).  Como sempre, o Reinaldo nos presenteia com um comentário magistral.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Laboratório de Células-Tronco no Brasil. Só falta do Dr. Mengele...

O Brasil ganhou seu primeiro laboratório de produção de células-tronco. Foi inaugurado hoje (segunda-feira, 30/11), no Rio de Janeiro, na UFRJ. O laboratório produzirá tanto células-tronco adultas (as únicas que dão resultados e que são eticamente aceitáveis) quanto células-tronco embrionárias (cuja retirada implica na morte do embrião humano).
Para Roberto Lent, diretor o Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, o Brasil está bem posicionado quanto às células-tronco especialmente porque "foi possível elaborar uma lei favorável ao uso de células-tronco embrionárias humanas". Uma lei favorável ao genocídio de seres humanos, é o que quer dizer. Pois que o embrião é um ser humano é inegável: é um ser singularíssimo, com carga genética única e individual, que lhe traça todo o mapa da vida, um ser em pleno desenvolvimento e que, para as clínicas de fertilização e este laboratório, é apenas um material descartável que pode ser tratado como objeto de pesquisa e matéria-prima para a produção de órgãos em massa. Mas não é a primeira vez que seres humanos são tratados como objetos ou matéria-prima para algo: os nazistas não faziam sabão com a gordura dos presos em campos de concentração?
Mas este laboratório prova o que eu disse há um ano, na época em que se debatia no STF a constitucionalidade da Lei de Biossegurança - naquele julgamento lamentável e altamente manipulado -, durante uma tarde de debates sobre o tema: por que o Brasil insistiu em pesquisar células-tronco embrionárias se outros países já provaram que elas são ineficazes, possuem alta taxa de rejeição e provocam tumores graves? Por que não utilizar apenas as células-tronco adultas, eficazes, retiradas do próprio paciente, sem risco de rejeição, portanto, e eticamente aceitáveis por não violarem a vida de nenhum ser humano? A estas questões respondi: é a força do poder econômico, é o lobby financeiro, que não vê barreira moral à sua frente, nem a barreira da vida de um ser humano em seu estágio mais frágil. Indaguei se alguém nquele debate nunca tinha parado para imaginar quanto ganhariam as mega-empresas laboratoriais para fornecer toda a parafernália necessária a estas pesquisas; indaguei ainda se, com o seu poder tremendo, ninguém tinha parado para pensar em como estas empresas podem exercer um lobby tremendo em favor da tal Lei da Biossegurança (que deixa inseguros os embriões). Ou será que todo mundo tava mesmo acreditando na historinha boba do Governo de que é tudo pelo avanço da ciência e para a descoberta da cura dos pobres enfermos (que cura, se outras pesquisas já provaram que os embriões não podem fornecer células viáveis)?
Enfim, agora veio a resposta às minhas indagações ano passado: segundo a notícia de G1.com, "foram investidos R$ 4 milhões em equipamentos que vão produzir bilhões de células-tronco, com capacidade para abastecer uma rede de até 70 laboratórios e hospitais do país". E alguém ainda me diz que não houve lobby econômico para sustentar o insustentável, isto é, que estas pesquisas são viáveis? Quatro milhões de reais para toda a parafernália, que continuará sendo renovada e fornecida! E imaginem quantos laboratórios ainda serão fundados, sob os auspícios do Governo, ele próprio não tão preocupado com a moralidade...
Um laboratório genocida no Brasil, de outros que ainda virão. E um laboratório que gera muito, muito dinheiro. O Dr. Josef Mengele adoraria estar por aqui agora... Novamente teria um governo que apóia esperiências crassas com seres humanos como objetos e matéria-prima.

De volta!

Caríssimos leitores do Blog En Garde!,
Depois de algumas semanas repletas de ocupações, acho que agora - quando se avizinham as férias de fim de ano - vou poder voltar a escrever mais freqüentemente [e tranqüilo]. Vou tentar recuperar o tempo perdido e peço perdão aos leitores pela demorada ausência sem esclarecimento.

A propósito, gostaria de comunicar aos leitores uma nova disposição com relação ao Blog En Garde! A partir de agora estarei desvinculando do Blog a temática religiosa, que será veiculada no Blog Veritatis Splendor, onde também escrevo. Deixarei para o En Garde! apenas temas de Política, Direito e sobre as virtudes masculinas, como já vinha fazendo há algum tempo - motivo pelo que esta disposição não é nada nova. Entretanto, isso não significa que a religião estará excluída do Blog En Garde!: como os leitores bem sabem, sendo católico e tentando manter os olhos na Eternidade, este autor gosta de observar os acontecimentos políticos e tratar dos temas relativos a Direito ou às virtudes sob um ponto de vista bem, bem católico. Portanto, no fim das contas, o En Garde! não está realmente desvinculado da temática religiosa; apenas passarei a veicular pelo VS Blog os textos estritamente religiosos, mas ainda assim porei uma nota aqui sobre eles quando saírem lá.
Ou seja, é basciamente o que já vinha fazendo há uns dois meses, e que agora estou "oficializando", se é que assim podemos chamar...
Meu cordial abraço a todos e boa leitura!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O PT não sabe fazer política, só palanque

Acabei de assistir a uma sessão ordinária da Câmara dos Deputados, onde estava sendo discutido o reajuste dos aposentados. Os ânimos estavam elevados, especialmente porque vários respresentantes de aposentados e pensionistas conferiam a sessão da galeria no alto do Plenário.
Mas uma coisa ficou - outra vez - patente com essa Sessão, coisa que os comentadores políticos do país, como a Lúcia Hippolito, da CBN, já haviam notado há anos: o PT não sabe fazer política, só palanque. E o Deputado Henrique Fontana (PT/RS), o Líder do Governo na Câmar, deu um show - sim, um show mesmo! - de birra, molecagem e imaturidade. Vê-se que o Deputado não sabe - ainda, o que é de lamentar - a função de um Líder de Governo.
O Líder do Governo sabe que precisa convencer a todos no Plenário - seu objetivo é todos, não apenas uma maioria; deve procurar garantir todos para ter certeza de que garantirá a maioria - de que o projeto político do Governo é correto, plausível, razoável, benéfico. O Líder do Governo busca o consenso, não o impasse. Busca o acordo. Ele é a voz do Presidente na Câmara: lá ele deve esquecer o passado sindical, os "companheiros" e "camaradas" e buscar aliados até na oposição. Aliás, uma das funções mais essenciais do Líder do Governo é construir uma ponte entre o Presidente e a oposição.
O Deputado Henrique Fontana deu uma demonstração cabal de como não ser um Líder de Governo. Subiu à Tribuna e começou logo a execrar a oposição, taxar-lhes de tudo quanto de ruim o ambiente e o Presidente Michel Temer (PMDB/SP) permitiam-lhe taxar sem que fosse repreendido por falta de respeito. Agiu como num palanque: apontou o dedo, exaltou-se, criticou a oposição "que um dia esteve no Poder e não fez nada", quis indispor os aposentados e pensionistas e voltar o povo brasileiro contra os políticos da oposição com acusações do tipo "foram eles que não fizeram isso", "esses que hoje estão na oposição apresentam soluções fáceis" e coisas do tipo. Gritou, estrebuchou, suou e ficou vermelho.
Triste papel para um Líder de Governo. Triste papel. Não percebe que precisará também dos votos da oposição para aprovar o projeto do Presidente e por isso deve construir o consenso, e não a discórdia?
Mas o Deputado Henrique Fontana apenas foi fiel ao método de fazer política do PT: não faz. O PT não sabe fazer política, só palanque. Sabe gritar, sabe pular, sabe criticar à vontade. Enfim, no PT existem sindicalistas, revolucionários, auto-falantes humanos. Mas não políticos. Nem Líderes de Governo.
Nem Presidentes.
E quem não lembra quando Lula, em 2005, pensando que ainda era apenas um político, esquecendo-se de que agora era o Chefe do Estado, ao criticar o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, disse que caiu em suas mãos uma denúncia contra o Governo passado que ele deliberadamente, por alguma consideração, decidiu não investigar. Isso num palanque antes da eleição é um bom artifício. Mas num discurso presidencial, isso é crime de responsabilidade: o Presidente é obrigado a ordenar investigação dos esquemas de corrupção de que tome conhecimento.
Mas Lula não notara que já era Presidente. Continuava sindicalista: gritando, engasgando e suando.
E, após oito anos no poder, o PT ainda não notou que é o Partido do Governo. O Deputado Henrique Fontana deu exemplo claro disso hoje, na Câmara.
Mas não posso deixar de dizer que foi bastante prazeroso ouvir os aposentados dando boas vaias no Governo. Ah, sim, foi! ;-)

domingo, 1 de novembro de 2009

Declaração de Praga - Manifesto Internacional contra o Comunismo

Acabo de anunciar no Blog VS uma importante Declaração: a Declaração de Praga, um manifesto internacional contra o Comunismo, pedindo a condenaçã odos crimes comunistas e o repúdio do comunismo como ideologia assassina e desumana, tal como foi feito com o nazismo. Os líderes do movimento são vítimas da perseguição comunista no Leste Europeu, especialmente da República Tcheca, donde surge a Declaração.
Quem queira mais detalhes, lei minha postagem no VS Blog (AQUI).
A Declaração de Praga foi traduzida por completo pela jornalista Graça Salgueiro e publicada em seu ótimo Blog, o Notalatina. Para lê-la, CLIQUE AQUI.
Enfim, peço a assaintura e o apoio de todos a este importante manifesto. Basta assinar no site da Declaração (AQUI).

"Que aprendemos com os Santos?" - no VS Blog

Acabo de publicar um texto com referência a este grande dia que hoje a Igreja comemora, o Dia de Todos os Santos.
Que aprendemos com os Santos? Aliás: estamos aprendendo algo com eles ou tratando-lhes como meros enfeites de prateleira?
O texto está neste link.
Abaixo, um trecho:
Dia de Todos os Santos, grande e antiga festa litúrgica da Santa Igreja, onde a Igreja Militante, os cristãos que caminham neste mundo, olham para a Igreja Triunfante, os Santos e Santas de Deus, que já estão em comunhão com Cristo e já se deliciam com a sua glória. Rogamos sua intercessão para que possamos, como eles, vencer as tentações e insídias do Demônio e caminharmos na fidelidade a Cristo e Seu Reino.
Que nos ensinam os Santos? Os santos são modelos morais, para os quais podemos olhar e fundamentar nossa conduta; a Igreja os coloca como exemplos de vida cristã e de fidelidade ao Reino (cf. Catecismo da Igreja Católica, n.2030).
Tempos difíceis, os nossos. Que nos ensinam os Santos, com sua vida, para o católico destes dias turbulentos?

Tantas coisas!

Olhemos para São Thomas More. Exemplo de fidelidade irrestrita a Deus e à Igreja; diante da tentação do Rei Henrique VIII, preferiu ser decapitado a afastar-se da Cátedra de Pedro, do Santo Padre, o Papa. Que nos ensina São Thomas More? Que o mundo, a política, as leis humanas, o poder, as riquezas, tudo isso é passageiro e efêmero; a única coisa que não passa é o Reino de Cristo, iniciado nesse mundo na Santa Igreja por Nosso Senhor fundada. E, portanto, se dia após dia somos postos contra a parede entre a Igreja de Cristo e a Anti-Igreja do mundo, não devemos ter dúvidas sobre nossa escolha: a Cristo, Sua Igreja, o Papa, ainda que nos metam um machado no pescoço por nossa fidelidade. Melhor perder a cabeça que perder a alma. O mesmo nos ensinaram os mártires do México, os Cristeros, amantes e valororos guerreiros de Cristo Rei: "Viva Cristo Rey e fuego!".

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

"Reflexões sobre '1984', de George Orwell" ou "Eu sou um Ideocriminoso"

Estes dias tive a oportunidade de ler o famoso livro "1984" (Trad. Wilson Velloso. 29 ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005), uma distopia (utoptia trágica) imaginada pelo britânico George Orwell  (foto) em 1949, sem dúvida um dos maiores teóricos políticos do século XX.  Assisti também ao filme baseado no livro, dirigido por Michael Radford, com John Hurt e Richard Burton.

Sem deter-me demais na narrativa, a história se passa em torno de três potências constantemente em guerra: Oceania (onde mora o protagonista, Wiston Smith), Eurásia e Lestásia, que correspondem a megablocos formados pelos países de nosso mundo. Oceania vive sob um regime socialista, o Ingsoc, ou Socialismo Inglês. Os pilares deste regime estão no seu próprio lema: "Guerra é Paz, Liberdade é Escravidão, Ignorância é Força"; pois o Partido precisa estar constantemente em Guerra com as outras potências para queimar a sua produção industrial - produção que não pode ser distribuída para os habitantes de Oceania, o que caracterizaria um regime capitalista, em que as pessoas poderiam ascender livremente e assim revoltar-se contra o Ingsoc (178-192) - e uma guerra interminável, que nem vai nem vem, geraria potências sempre intocáveis em si mesmas, fechadas às influências externas, quase o mesmo efeito de uma paz permanente - por isso "Guerra é Paz";  ao mesmo tempo, o Partido cerceia as liberdades dos indivíduos, escraviza-os, pois a verdadeira liberdade é a do sujeito coletivo, do Partido como um todo, e não a liberdade dos indivíduos - por isso "Liberdade é Escravidão"; e "Ignorância é Força" porque é preciso manter as pessoas na imbecilidade, para garantir a força do sujeito coletivo, do Partido: se o indivíduo pensasse poderia pensar contra o Ingsoc, e esse é o fim de todo regime...
É sobre este último ponto que gostaria de me deter. Com sua distopia, Orwell alerta, na verdade, contra uma nova fase de totalitarismo em curso nos dias atuais. Os totalitarismos baseados unicamente sobre a força pereceram porque não destruíram a maior força do homem: o pensamento, dom de Deus ao ser humano racional. A nova fase do totalitarismo, pois, visa justamente a isso: destruir o pensamento, cerceá-lo, tornar os homens um bando de imbecis a serviço da ideologia dominante. O comunismo percebeu isso a um momento e tentou empregá-lo por meio da Psicopolítica, como já afirmamos em outro texto; não teve tanto sucesso na URSS, mas no mundo como um todo a Psicopolítica está sempre em ação, segundo o programa do Marxismo Cultural. Aqui no Brasil, já comentamos antes, esta tem sido a principal linha de combate do Governo Lula.
Cercear o pensamento, pois, é a principal arma da nova fase do totalitarismo. Em "1984", Orwell indica vários meios pelos quais o Ingsoc detêm o pensamento. Um dos mais interessantes é a Novilíngua.
A Novilíngua é o idioma oficial de Oceania e do Ingsoc. É um idioma que reduz ao máximo a quantidade e o sentido das palavras, que agora passarão a ser de número e sentido rigidamente definidos; o objetivo é reduzir a capacidade de pensar ou de exprimir pensamentos contra a ideologia do Ingsoc, evitando o que, em Novilíngua, se chama crimidéia, o crime de idéia, pensar contra e fora da ideologia.
Um dos personages, Syme, explica a Wiston os objetivos da Novilíngua:
"Não vês que todo o objetivo da Novilíngua é estreitar a gama do pensamento? No fim, tornaremos a crimidéia literalmente impossível, porque não haverá palavras para expressá-la. Todos os conceitos necessários serão expressos exatamente por uma palavra, de sentido rigidamente definido, e cada significado subsidirário eliminado, esquecido. [...] Cada ano, menos e menos palavras, e a gama da consciência sempre uma pausa menor. Naturalmente, mesmo em nosso tempo, não há motivo nem desculpa para cometer uma crimidéia. É apenas uma questão de disciplina, controle da realidade. Mas no futuro não será preciso nem isso. A Revolução se completará quand oa língua for perfeita. Novilíngua é Ignsoc e Ingsoc é Novilíngua - agregou com uma espécie de satisfação mística. - Nunca te ocorreu, Wiston, que por volta do ano de 2050, o mais tardar, não viverá um único ser humano capaz de compreender esta nossa conversa?" (p.54)
E no Apêndice que Orwell escreveu sobre a Novilíngua, afirma:
"O objetivo da Novilíngua não era apenas oferecer um meio de expressão para a cosmovisão e para os hábitos mentais próprios dos devotos do Ignsoc, mas também impossibilitar outras formas de pensamento. O que se pretendia era que, tão logo a Novilíngua fosse adotada definitivamente e a Anticlíngua esquecida, qualquer pensamento herético, isto é, divergente dos princípios do Ingsoc, fosse literalmente impensável, ou pelo menos até o limite em que o pensamento depende de palavras. Seu vocabulário fora construído de modo a fornecer a expressão exata - e freqüentemente de um modo sutil - a cada significado que um membro do Partido quisesse expressar, excluindo os outros significados, bem como a possibilidade de chegar a eles por métodos indiretos. Isso era obtido em parte pela invenção de novas palavras, mas principalmente pela eliminação de palavras indesejáveis e pelo esvaziamento, das palavras restantes, de qualquer significado heterodoxo e, tanto quanto possível, de todos os significados secundários, quaisquer que fossem eles" (p.287-288).
E, se prestarem atenção, a Novilíngua está sendo inventada e imposta dia após dia. Cerceiam nosso penamento impondo-nos significados prontos, acabados, fabricados de acordo com as ideologias da Nova Ordem Mundial. Assim, uma palavra como "preconceito" perdeu completamente seu sentido original e é utilizada para atacar tudo quanto não esteja de acordo com o pensamento modernistóide dominante: falar contra o gayzismo e suas práticas anti-naturais é "preconceito" ou "homofobia"; não aceitar o crime do aborto é "preconceito  machista contra as mulheres"; criticar o MST é "preconceito capitalista"; e por aí vai. Tudo quanto se queira destruir de instante se acusa de ser um "preconceito"; aquele pensamento não tem razão de existir porque é um "preconceito", e muitas vezes é um conceito bem fundamentado, bem pensando e fruto de longa reflexão, cuja única razão de ser taxado de precoceito é não estar de acordo com a ideologia dominante: é uma crimidéia. Já falamos disso em outro texto.


E não só a palavra "preconceito": quando se cansam dela usam "discriminação". Tudo é "discriminação"; basta você não concordar com a onda modernista de hoje que, na verdade, está "discriminando": não concordar com a segragação das Cotas Universitárias do PT é "discriminar os negros"; não concordar com a institucionalização das uniões homossexuais, anti-naturais e anti-família, é "discriminação contra homossexuais" - e será que concordar com estas uniões poderia ser taxado de "discriminação contra a família"? Impensável na atual Novilíngua.

E quando se quer destruir o pensamento de alguém por este alguém ser católico as palavras usadas são sempre as mesmas: "visão religiosa, medieval, obscurantista"; assim, dizer que o aborto é crime é uma "visão religiosa, medieval, obscurantista", que não te mrazão de ser e deve ser rejeitada instantaneamente. As "Católicas" pelo Direito de Decidir e o PT disseram que a CPI do Aborto seria influenciada por um "preconceito [olhem ele aí de novo!] medieval, religioso e obscurantista". Sempre os mesmos chavões para caracterizar uma idéia contrária à onda de pensamento moderno - uma crimidéia, portanto.


A Novilíngua está a pleno vapor em nossos dias. Precaver-se contra ela é de vital importância. Como fazê-lo? Escrevendo, lendo bons livros e deixando as palavras bem vivas, com seus significados verdadeiros, distantes das ideologias da Novilíngua.

Mas não é só a Novilíngua o único modo de garantir a permanência do Partido Ingsoc em "1984". Há também o mecanismo do crimedeter:
"Crimedeter é a facauldade de deter, de paralisar, como por instinto, no limiar, qualquer pensamento perigoso. Inclui o poder de não perceber analogias, de não conseguir observar erros de lógica, de não compreender os argumentos mais simples e hostis ao Ingsoc, e de se aborrecer ou enojar por qualquer tentativa de pensamentos que possa tomar rumo herético. Crimedeter, em suma, significa estupidez protetora" (p.204).
Estupidez protetora é aquilo sobre o que outra vez escrevemos: imbecilização do homem para torná-lo uma marionete a serviço da ideologia. Se pensarem direito, verão que estamos sendo submetidos e estimulados a praticar o crimedeter todos os dias; os exemplos anteriores valem: não podemos criticar as paradas gays; é preconceito, é crimidéia, este pensamento deve ser detido - crimedeter; não podemos repudiar o aborto; é preconceito contra as mulheres, é crimidéia, deve ser detido - crimedeter. A estupidez protetora é tamanha que hoje se justifica o aborto com o argumento simplório de que "a mulher tem direito sobre o próprio corpo" e negar isto é crimidéia, deve ser praticado o crimedeter antes desta negação. Mas o argumento é ridículo e chega às raias da imbecilidade: a mulher pode ter direito sobre o próprio corpo, mas o corpo do bebê é o de outra pessoa, não o dela! Entretanto, como diz Orwell, crimedeter envolve "não conseguir observar erros de lógica": e então o PT - o nosso atual Ingsoc - pode afirmar que "a mulher tem direito sobre o próprio corpo" e o aborto seria plenamente aceitável, apesar do patente e cabal erro de lógica. O crimedeter ganha espaço todo dia, estimulado pelo Governo e pela cultura marxista e modernista dominante. Não aceitem o crimedeter! Pensem, pensem contra o Governo, contra a cultura marxista e modernista em voga; leiam, leiam e pensem; o controle de nossas mentes pelo marxismo e o modernismo cultural não pode ser permitido; não somos marionetes na mão do Governo e sabemos o valor da vida humana e da família - por isso pensamento (sim, pensamos!) contra o aborto e contra as uniões civis de homossexuais. Nada de crimedeter. Sejamos todos ideocriminosos diante desta cultura marxista-modernista atual.

Há também, na Oceania de "1984", um interessante órgão dedicado a reprimir o pensamento contrário ao Partido, reprimir as crimidéias e punir os ideocriminosos: é a Polícia do Pensamento. É exatamente o que o Governo do PT quer fazer com os brasileiros, impondo a chamada Lei da Mordaça Gay - já escrevemos sobre aqui -, que criminaliza qualquer pessoa que exprima opinião contrária às práticas homossexuais, às suas uniões civis, às paradas gays e todas as outras coisas que sabemos e não vale à pena falar. A Lei da Mordaça Gay que o PT quer aprovar é uma das mais expressivas provas de que a distopia de Orwell está  verdadeiramente em curso: é uma real Polícia do Pensamento, cerceando críticas à onda modernista que santifica as práticas homossexuais. Com a Lei da Mordaça Gay qualquer crítica às práticas homossexuais será realmente uma crimidéia, passível de punição criminal - não é uma real Polícia do Pensamento?


E esta Polícia já faz suas vítimas: o Julio Severo teve de sair do país por escrever contra as práticas homossexuais; (vejam aqui e aqui) a Dra. Rozangela Justino respondeu a processo e foi condenada a censura pública por tratar homossexuais que a procuravam voluntariamente e queriam curar-se de seu distúrbio (vejam aqui e aqui); na Paraíba, meu Estado, os gays só não prendem Dom Aldo Pagotto porque ele é o Arcebispo e a Igreja Católica ainda tem um pouco de prestígio nestas terras longínquas; mas eles já conseguiram, por meio de processo judicial, retirar outdoors que ressaltavam os valores da família e do casamento verdadeiro às vésperas de uma malfadada parada gay por estas bandas, um ato absurdo de censura - é a Polícia do Pensamento.  O Jorge Ferraz tem um título sugestivo para essa Polícia do Pensamento em específico: Gaystapo, em alusão  à Gestapo nazista.


Além disso, vale lembrar que houve época em que o Governo Lula quis criar um órgão estatal para controlar os jornalistas e mantê-los sob sua guarda; desnecessário, pois a Mídia está praticamente toda em suas mãos, mas o perigo seria cercear até a chamada "Mídia independente", como o Mídia Sem Máscara, o Notalatina e o Blog do Reinaldo Azevedo - era novamente a Polícia do Pensamento. Não nos deixemos controlar  por ela. Falemos, falemos, falemos: a Polícia do Pensamento só existirá se nos calarmos.

E depois ainda me perguntam: "por que você tem tanta raiva do PT e do Lula?" Os motivos de meu repúdio a este nosso Ingsoc - enquanto ainda posso pensar contra ele, enquanto aindat enho meu direito à crimidéia - são tantos que é difícil enumerar...

Um outro modo levado à cabo pelo Ingsoc para controlar as mentes e os pensamentos é a vigilância constante. O Grande Irmão - ou Big Brother, donde o nome do famoso reality show - vigia constantemente os habitantes de Oceania por meio das teletelas: aparelhos instalados em cada casa e em cada rua que, ao mesmo tempo que trasmitem uma programação destinada a promover lavagem cerebral em favor do Ingsoc, servem também como câmeras de vigilância sobre os habitantes; as teletelas nunca podem ser desligadas - na URSS o Partido Comunista empregava instrumentos semelhantes: caixas de som em cada casa que nunca podiam ser desligadas, trasnmitindo 24 horas por dia a programação do Governo. A vigilância constante do Big Brother - que em Oceania era expressa na sugestiva frase "O Grande Irmão Zela Por Ti" (foto), espalhada em cartazes - é, na verdade, referência à ingerência do Governo sobre a vida do indivíduo, cerceando sua liberdade onde não compete ao Estado. Ter vida privada, vida própria, longe dos olhos do Estado, era um crime em Oceania: em Novlíngua, era o crime de proprivida. Nós verificamos um pouco disso há alguns anos no Brasil, com o Estatuto do Desarmamento, pelo qual do Governo Lula quis retirar dos brasileiros o direito de defesa; era, em verdade, uma tentativa de desarmar o cidadão para melhor controlá-lo, para dar mais poder ao Governo; uma ingerência claríssima sobre a proprivida dos brasileiros.

Por fim, um dos mais interessantes meios de controle do Ingsoc em "1984" é, ao mesmo tempo, o pilar do Partido: o controle do passado. O Ingsoc está constantemente reescrevendo os livros e as notícias passadas em seu favor: possui um órgão só para isso, o Ministério da Verdade, onde trabalha o personagem principal, Wiston Smith. O Ministério da Verdade, dia após dia, muda estatísticas de jornais, altera notícias, diz uma coisa e logo depois o contrário, sempre da maneira que o Partido queira; e as pessoas são obrigadas a aceitá-lo, pois é o que está nos registros; se sua memória diz outra coisa, é porque estão loucas; o Passado é de um jeito só: do jeito que o Partido queira. "Quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado", é o ditado do Ingsoc (p.236).
"A realidade só existe no espírito, e em nenhuma outra parte. Não na mente do indivíduo, que pode se enganar, e que logo perece. Só na mente do Partido, que é coletivo e imortal. O que quer que o Partido afirme que é verdade, é verdade. É impossível ver a realidade exceto pelso olhos do Partido" (p.237), dirá um dos personagens a Wiston.
Por que o Partido reescreve o passado para controlar o futuro? Porque o passado é a nossa identidade. É no passado que estão as nossas tradições, nossos valores, transmitidos pelos nossos pais, avôs, gerações que vieram antes de nós, e que nos presentearam com a sua própria experiência para que não nos debatêssemos nas mesmas más situações que eles enfrentaram. A tradição é essencial para a vida do homem. Destruir a tradição de uma sociedade é destruir sua identidade; e destruir sua identidade é deixá-la fraca e expô-la ao controle de quem quer que seja. A crise moral do mundo moderno, esta grande degeneração, é, na verdade, uma crise de tradições: o Modernismo e o Marxismo Cultural estão destruindo todas as tradições, todos os valores que construíram nossa Civilização; estão destruindo o passado, e com ele nossa identidade. E alguém ainda pergunta porque tantos regimes totalitários e tantos crimes em nossa época?

Já escrevi uma vez sobre como o Governo do PT - o nosso Ingsoc (foto) - está numa guerra contra os valores morais e as tradições de nossa nação para destruir sua identidade, levar a sociedade brasileira ao caos e instaurar um regime comunista futuro. E é isso mesmo o que ocorre. No mundo inteiro. Destruição do passado, repúdio das tradições, caos, crise, imbecilização e manipulação dos homens.

Destruir o Cristianismo - como se isto fosse possível... - é um dos passos para tanto: é destruir  o próprio cimento, base ou alicerce da Civilização Ocidental. Por isso todos os grandes totalitaristas eram inimigos do Cristianismo: Hitler - que queria uma nova religião, do sangue e da raça -, Marx, Lenin, Stálin, Fidel, Chávez...

A reescritura do passado se verificou em enorme intensidade na Revolução Francesa e no advento da Idade Moderna. A história da Idade Média Cristã foi toda reescrita, cheia de mentiras e preconceitos, pelos iluministas e, posteriormente, pelos marxistas, para predispor os homens modernos contra o Cristianismo. Reescreveram, pois, o passado para controlar os homens.

É por isso que o Ignsoc controla o passado e o altera a seu bel-prazer: destruir o passado é destruir a identidade dos homens e das sociedades; e então o homem, sem tradição e valores, se torna um instrumento nas mãos de ideólogos e totalitários.

A moderna guerra contra as tradições e os valores morais precisa ser vencida pelo resgate destas mesmas tradições, pois são elas que nos dão significado e força. Só assim não seremos como o povo de Oceania: sem força, sem identidade, sem humanidade.

"1984", de George Orwell, é uma leitura prazerosa e indicadíssima. Ao mesmo tempo, é um assustador retrato de um futuro sem liberdade, sem pensamento, sem tradição e sem identidade para o qual podemos estar caminhando - os exemplos estão aí e são fartos; aqui trouxemos apenas alguns e bem atuais - se não fizermos exatamente o contrário do que nos pede o status quo marxista e modernista dominante. O livro é um alerta para nossa geração, como o foi para as gerações passadas.

*** 

Mais informações sobre George Orwell, "1984" e outros livros do autor podem ser encontradas aqui.

domingo, 18 de outubro de 2009

Eles são a maior contra-propaganda de si mesmos...

Às vezes eu me pergunto se a apologética seria tão necessária, já que eles são a melhor propaganda contra si mesmos.
Eis a "Vigília do Reteté de Jeová", numa Assembléia de Deus.


Isso é Cristianismo?

Até onde vai a perfidia humana?

Eu fiquei sem reação...
Só peço que Deus tenha piedade de nós. Miserere nobis, Domine!



Horrível...
É um estilo de dança que imita o acasalamento de cachorros. Vejam o vídeo e entenderão todo o meu horror...
Ratificação do que escrevi aqui.
Miserere nobis, Domine! Miserere nobis!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Esclarecimento aos leitores - Ausência...

Meus caros amigos e leitores do En Garde!,
Como vocês devem ter notado, estive ausente daqui nos últimos dias (a última postagem foi dia 06/10). Estou num momento bastante corrido, com vários compromissos na Universidade e na vida, motivo pelo qual estou sem tempo para o En Garde.
Peço-lhes desculpas pelas visitas frustradas em busca de novas atualizações que não foram feitas. Em breve estarei postando de novo. Quando não sei quando isso será possível, peço que - aos que tiverem também - me sigam no Twitter, pois assim que fizer postagens aqui anunciarei lá. Ficará mais fácil de saberem.
Enquanto isso, divirtam-se com a leitura dos outros posts e dos sites e blogs indicados ao lado - são muito bons!
Peço desculpas novamente e orações, para que consiga tempo e disposição para escrever ao nosso Blog.
Meu cordial abraço a todos!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Atualização do rol de Sites e Blogs do En Garde!

Caríssimos leitores do En Garde!,
Acabo de atualizar o rol de sites do Blog - o "Para vacinar-se contra a hipocrisia!" - com um série de ótimos sites sobre política, economia, religião e atualidades, que fornecerão subsídios para uma vivência austera no mundo moderno, frente à hipocrisia reinante.
Atualizei também o rol de Blogs - o "Para vacinar-se contra a imbecilidade..." - com dois importantes Blogs de notícias que vão na contra corrente dessa mídia oficial e manobrada que vemos por aí: o Blog do Reinaldo Azevedo e também o da Graça Salgueiro, Notalatina, para entender especialmente a conjectura política da América Latina. Vêm fazer companhia ao Mídia Sem Máscara, leitura obrigatória para quem duvida dos jornais comprados pelo governo, e que também adicionei ao rol de sites.
Espero que gostem! Tenham uma boa leitura.
En Garde, soldat!

"Nessa terra parece que ninguém diz o que pensa" (Trecho de "Fui Estudante em Moscou")

O texto a seguir foi transcrito do livro Fui Estudante em Moscou, de Agenor Tonussi (2ª ed., Rio de Janeiro: Laudes, INL, 1971); ele dá uma idéia sucinta das incoerências de um regime comunista e da domesticação a que os cidadãos são submetidos sob um governo esta laia; depois comentarei alguns detalhes deste texto; não faço agora por falta de tempo. Segue:

"Alguns brasileiros antigos em Moscou deram-me as melhores indicações paar encontrar môças russas, e freqüentemene eu ia passear no Boulevard Danilóvski, onde sempre haveria companhia. Logo nos primeiros dias, fiquei conhecendo môças, e alguns presentes ocidentais que eu trouxera deram-me prestígio. Avisaram-me logo que tomasse cuidado, pois muitas entre elas eram espiãs e estavam ali com a missão de obter informações de alunos da Universidade. Jorge fazia-me companhia muitas vêzes, quando interrompia seus estudos de geologia, e era o mais preocupado em alertar-me para o meu excesso de sinceridade. Entre as môças, várias falavam línguas estrangeiras, o que não é raro na URSS. A preocupação delas era sempre saber coisas sobre o Ocidente.

Tôda espécie de perguntas que se possa imaginar foi-me feita: Como vivíamos no Brasil, como eram a França e a Europa Ocidental e, sobretudo, perguntas sôbre os Estados Unidos, as quais eu nunca poderia responder, por nunca ter estado lá. O mais curioso era observar a idéia que fazia sobre a influência americana no Brasil; mais tarde eu perceberia que se tratava de um conceito generalizado. A maioria dos russos está convencida de que soldados americanos ocupam fisicamente nosso páis, e nenhuma autoridade é capaz de mover-se nos pequenos detalhes, sem ordens de Washington.

A essas alturas, meu sentimento patriótico ultrapassava minah fidelidade socialista, contra todos os princípios do marxismo; e, muitas vêzes, eu me irritava nos diálogos. Em uma delas, com a cabeça perdida pelos desaforos que estava ouvindo, expliquei que o Brasil não era uma Hungria ou uma Polônia, com governos sediados em uma capital estrangeira.

Essa noite, quando voltei para meu quarto, a cabeça estava outra vez sôlta em pensamentos. Senti que uma reação humana e quase inconsciente havia pôsto abaixo a minah formação socialista, e fiquei a pensar na fragilidade da doutrina que esquece êsses 'defeitos' naturais do homem e suas reações espintâneas.

Também por isso eu pensava na alegria daquelas môças ao receber presentes ocidentais. Afinal, haviam sido educadas no mundo socialista, desde seu nascimento. Meus defeitos ainda poderiam ser por falta de formação, mas isso não se poderia passar com cidadãos russos; e elas não constituíam exceções. Se fôssemos considerá-las inimigas do povo, poucos soviéticos sobrariam como didadão locais. Afinal, não ocmecei a pensar em se tudo aquilo não era um enorme jôgo de faz-de-conta, com milhares de pessoas a enganarem-se mutuamente e a demonstrarem sentimentos e reações que não tinham; e todos, incapazes de dizer ou até de pensar a verdade, porque haveria uma discordância com os ensinamentos dogmáticos de Marx e Lênin. Assim se tornou sério o primeiro grande atrito que tive na Universidade, com um professor chamado Nikolai.

O Professor chamou-me para admoestar-me porque eu viera em dias diversos à Universidade com diferentes ternos. Na realidade, eu tinha apenas cinco ternos, e êle me falava como se eu fôsses proprietário de um enorme guarda-roupas. Expliquei-me, dizendo que trouxera para a URSS tôdas as minhas melhores roupas, e isso só demonstrava meu entusiasmo pela viagem, e o fato de querer ficar aqueles cinco ou seis anos necessários na Universidade. Além disso, eu ganharia dois ternos de minha família, quando saíra do Brasil. O professor replicou que eu estava tentando levar uma vida burguesa em Moscou, e devia perceber que meus colegas estavam todos mal vestidos, e raramente usavam gravatas. Continuei argumentando que meus ternos eram baratos e comprados prontos em lojas no Brasil, e não indicavam qualquer padrão alto de vida. Contei-lhe o início da minha vida, irritado por ter sido chamado de burguês. Nada adiantou, e continuavam as admoestações, com a aprovação dos colegas de sala. Eu então perdi a cabeça, e disse ao professor que tudo aquilo era uma farsa.

Lembrei-lhe que os colegas estavam sempre querendo comprar gravatas de quem chegasse do Ocidente, e todos tinham melhores roupas que deixavam escondidas. Na prática, quando muito, inveja, e a prova disso era que muitos estudantes do PC [Partido Comunista] traziam objetos como contrabando para vendê-los, e com o dinheiro compravam coisas caras. Chamavam-me d burguês, mas eu seria incapaz de fazer isso.

Além disso, havia muitas irregularidades conhecidas entre estudantes, rapazes e môças. Uma estudante brasileira, por exemplo, chamava a atenção em tôda a Universidade por usar os mais caros perfumes franceses e vestir-se como um manequim; no entanto era estimada e elogiada pelos professôres e pelos membros do PC, porque era rica, fizeram a viagem às suas custas e seus pais financiavam o PC no Brasil e provàvelmente até amigos do Agildo Barata, antigo 'Ministro das Finanças' do PC brasileiro; e um rapaz, antigo revisor do Estado de São Paulo, o Sérgio Guedes, tinha pelo menos três vêzes mais ternos do que eu, e não ligavam porque êle era do Partido; outros usavam anéis de ouro, pedras, enquanto eu nunca tivera nada de ouro comigo; e muitos membros do PC não hesitavam em comprar e vender jóias entre si, com o objetivo de fazer dinheiro. De tempos em tempos, os alunos eram autorizados a encomendar do Brasil, para uso pessoal, 5 quilos de mercadoria, que parentes mandavam. Deveriam ser rigorosamente para uso próprio. Os que tinham dinheiro escondido compravam a 'vez' de outros colegas, para, em nome dêles, 'importar' objetos, principalmente femininos (quanto eram môças), que seriam vendidos, e com boa margem de lucro. Tudo isso se fazia e ninguém reclamava, pois sempre ocorria com os comunistas. Era um absurdo que me viessem chamar a atenção, quando meu comportamente era mais digno que o dêles.

Terminei o assunto dizendo que tudo aquilo estava começando a parecer uma gigantesca farsa, e lembro-me de ter dito que 'nessa terra parece que ninguém diz o que pensa'".
(pp. 71-75).

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Meu Twitter

Bom, eu não acho o Twitter lá tão legal. Para mim até parece um pouco trash...

Contudo, muita gente tem criado o seu, é um bom meio para se manter atualizado e também realizar apostolado.

Então, segue abaixo o endereço do meu Twitter.

Seguindo-o, os leitores do En Garde! não só vão poder conferir alguns comentários meus ao longo do dia, como também saber quando o Blog foi atualizado.

http://twitter.com/taiguara_sousa

Twittemos! ;)

Leituras obrigatórias a um bom soldado (nº 4): "Fui Estudante em Moscou", de Agenor Tonussi

Encontrei um bom livro para os estudiosos de política que entendem os males do marxismo e a urgência de combatê-lo vigorosamente: Fui Estudante em Moscou, de Agenor Tonussi (2ª ed., Rio de Janeiro: Laudes, INL, 1971). O livro é antigo, provavelmente só poderá ser encontrado em sêbos; mas é indispensável a quem queira perceber a que ponto pode levar o comunismo, se implementado num país.
O livro é auto-biográfico. Conta a história de Agenor Tonussi, brasileiro, à época comunista e encantado com  os soviéticos, que foi aceito como aluno na Universidade da Amizade dos Povos "Patrice Lumumba", na URSS.
"A História dêste livro é simples e conta uma experiência pela qual eu passei na União Soviética. Deixei aquêle país desiludido com o comunismo e não pretendia escrever estas páginas, nem sequer comentar o assunto", afirma o autor (p.7).
Tonussi relata sua trajetória de descoberta, encantamento e decepção com o marxismo. Descobrindo o socialismo, mergulha num estudo aprofundado das teorias de Marx e logo se vê convencido de que todos os problemas do mundo são frutos da opressão burguesa e de que a história é movida por uma luta de classes; e nessa luta de classes, vale tudo em nome da Revolução. Por estes anos, Tonussi está encantado com a URSS, para ele o modelo ideal de sociedade; faz amizade com comunistas proeminentes no Brasil, como Wolney Rodrigues Rabelo e Luís Carlos Prestes; aprende russo um soviético de nascimento, Miguel Chevschenko, e consegue falar e escrever perfeitamente na língua dos bolchevistas.

É disto tudo - especialmente das amizades - que surge a oportunidade de estudar na Rússia, o que Tonussi consegue. E lá relata suas decepções com a burocracia própria de um Estado que quer abarcar a tudo, com as perseguições, o clima constante de paranóia, as torturas, a repressão à liberdade do homem e a desvalorização da vida humana.

O livro é um alerta os brasileiros:
"Não faço questão de que os comunistas brasileiros acreditem, mas essa é a verdade: só estou pensando em meu país, quando escrevo isso. Deve haver muitos estudantes passando pela fase por que passei, e muitos dêles, naturalmente, terão a mesma experiência que tive; mas alguns não poderão livrar-se ou não terão coragem ou oportunidade de sair-se bem" (p.8).
Trinta anos depois, o alerta de Tonussi aos brasileiros ainda é válido. Hoje mais do que nunca, onde um governo marxista se traveste de progressista e engana os brasileiros com promessas de prosperidade material, com a Copa de 2014 e as Olímpiadas de 2016 - mas nada de progresso moral, espiritual; pelo contrário, só a domesticação dos brasileiros pela sua imbecilização.

Tonussi adverte ainda, aos que combatem o marxismo, sobre a imbecilização que a psicopolítica marxista provoca no homem para domesticá-lo:
"Muita gente esquece isso ao combater o comunismo. Para quem está emocionado e se entregou ao credo comunista, não há lógica nem argumentos convincentes. É uma paixão como qualquer outra. Sendo comunista, eu me limitava a ouvir e aceitar. O lógico e o absurdo seriam aquilo que contradissesse o marxismo; e, se aparecesse alguma verdade flagrante, eu simplesmente não acreditaria nos fatos de nos números. Antes não acreditar em fatos do que desconfiar de Marx" (p.14).
Testemunho inconteste da imbecilização do homem promovida pelo comunismo, dada por alguém que viveu naquele meio e lutou pela Revolução.

No fim das contas, o livro é atualíssimo para os brasileiros. É um apelo, uma advertência, de um outro filho desta nação:
"Não sou reacionário e acho que há muita coisa errada no Brasil e continuo a achar que precisamos ter reformas e acabar com a miséria, fazendo mais do que caridade. Mas eu sei o que é o comunismo, e sei qual a desgraça que nos esperaria, se o aceitássemos; seria muito maior do que tudo que temos" (p.9).
Quem veja o que o comunismo provocou na URSS, o que provoca em Cuba e na Coréia e o que está provocando na Venezuela, sabe os estragos que podem ser provocados por ele no Brasil.

O mais interessante, contudo, é os brasileiros estarem aceitando passivamente o marxismo cultural - com as bandeiras do abortismo e do gayzismo - e também o marxismo político, mantendo-se indiferentes em relação ao MST e à corrupção totalitária do Governo Lula.

Lula sai, mas fica. Será o Presidente que deixará o STF repleto de petistas e o Legislativo todo seu, e todo de corruptos. Ainda sairá como herói, como o Presidente que trouxe a Copa do Mundo e as Olímpiadas para o Brasil - afinal, é só isso que parece importar ao brasileiro, já em parte imbecilizado...

Considero o livro de Tonussi uma leitura indispensável a quem queira perceber, com crueza de detalhes, os males que o comunismo pode causar onde seja implementado. Afinal, o comunismo é uma ideologia desumana e que, portanto, nenhum bem pode fazer à humanidade. Só rebaixa os homens a animais domesticáveis, membros de um quimérico sujeito coletivo nas mãos do Governo.

Quiçá aprendamos com o autor:
"Também aprendi, nesse tempo, que não ser comunista mas fazer o seu trabalho traz os mesmos resultados" (p.9).
Diríamos que não os mesmos: o trabalho bem-feito traz progresso - material, moral e intelectual - e conduz ao bem comum de todos e cada um. O comunismo não traz isso; só traz miséria, tortura, paranóia, desamor e desumanização. Basta olhar para Cuba e a Coréia do Norte.

O trabalho bem feito e realizado como oblação a Deus e serviço ao próximo, contudo, realmente é capaz de construir uma nova civilização; e por isso a Igreja o indica como meio de santificação.
"Persevera no cumprimento exato das obrigações de agora. - Esse trabalho - humilde, monótono, pequeno - é oração plasmada em obras que te preparam para receber a graça do outro trabalho - grande, vasto e profundo - com que sonhas" (São Josemaría Escrivá, Caminho, n.825).

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Defender o Direito Natural não é uma questão de "orgulho jusnaturalístico"!

Hoje, numa conversa com um colega de faculdade, acabei envolvendo-me num debate sobre a existência do Direito Natural e a primazia do Direito Positivo. Eu defendia, obviamente, o Direito Natural, as leis postas pelo Criador que o homem é capaz de discernir fazendo uso de sua razão, e que devem fundamentar a lei positiva.

Em meio ao debate, fui acusado de estar defendendo o Direito Natural porque "não gostava que ninguém contrariasse a minha opinião". E o pior é que, no meio positivista, há mesmo uma crítica aos defensores do Direito Natural de que o fazem por mera nostalgia ou por se acharem "os donos da verdade": parece que os jusnaturalistas têm um amor próprio tremendo, um tipo de "orgulho jusnaturalístico".


Platão e Aristóteles: sem dúvida com "orgulho jusnaturalístico"

Mas defender o Direito Natural não é questão de soberba, de orgulho! Se há uma defesa que, em si, está longe do amor próprio é a defesa do Direito Natural (o verdadeiro Direito Natural, em sua perspectiva clássica).
Ora, os que defendem o Direito Natural o fazem, primeiramente, por amor a Deus; por este amor ao Criador, não podemos suportar que se faça pouco de suas leis ou que seus mandamentos sejam revogados na canetada pelos homenzinhos que deveriam obedecê-lo. E aí já há uma prova patente de não haver orgulho: é amor a Deus primeiramente, não amor a si mesmo.

Seria bem mais cômodo não defender nada ou seguir a corrente positivista ou jusalternativista moderna. Quantas vezes os defensores do Direito Natural são expostos ao ridículo, rechaçados como irracionais portadores de "preconceitos religiosos"! E mesmo assim continuamos defendendo as leis naturais, postas pelo Criador para toda a eternidade, e que ninguém pode achar-se no direito de revogar; ainda que sejamos expostos ao ridículo. Isso é orgulho? Isso é amor próprio? Isso é soberba?

Acho que mais orgulho é os homens, meras criaturas, se acharem todo-poderosos a ponto de irem de encontro às leis do Criador, como se pudessem resisti-las ou revogá-las. Isso, sim, é bastante soberba do homem!
Mais ainda: os defensores do Direito Natural, por amarem a Deus, fazem sua defesa das leis naturais por amor ao homem. Eu me pergunto se pessoas como esse meu colega já pararam para pensar em quantos seres humanos foram assassinados nos regimes totalitaristas do século passado em nome da lei positiva do Estado, por mera vontade do Governo que legisla. Uma olhada neste vídeo vai dar uma idéia do que estou falando. Esse pessoal já parou para pensar em quanto sangue foi derramado dentro da lei? Em quantas vidas e famílias foram destruídas na legalidade?
Será amor ao homem - e, portanto, ausência de egoísmo ou orgulho - defender o positivismo que deu azo às barbáries do século XX? Defender que o Estado pode fazer o que bem entender, segundo sua arbitrária vontade legiferante? Será amor ao homem afirmar que a lei vale por si mesma, independentemente de seu conteúdo? Isso é amor ao próximo?
Vou mudar a questão: o que será egoísmo, o que será orgulho: defender que todos os homens tem o direito natural à inviolabilidade da vida ou defender uma teoria que motivou os piores genocídios e assassinatos em massasob o amparo da lei?
Definitivamente os que defendem o Direito Natural não amam a si mesmo num tipo de "orgulho jusnaturalístico". Amam antes a Deus, por quem defendem as leis, e ao homem, a quem a defesa destes direitos naturais beneficia integralmente. Mas amam bem pouco a si mesmo, tanto que são ridicularizados e rechaçados, e mesmo assim continuam defendendo a lei natural posta pelo Criador. Isto, meus caros, definitivamente não é orgulho, definitivamente não é uma mero "não gostar que discordem da sua opinião".
Mas defender uma teoria que deu azo aos piores assassinatos em massa, defender que a lei positivada pelo Estado valha por si mesma, não importando o que comporte ou defina - e aí, talvez, defender que é válido e legítimo o Estado matar cristãos ou judeus simplesmente por serem cristãos ou judeus... por que não? A lei não vale em si mesma? -, defender peremptoriamente uma coisa de tal maneira esdrúxula e desumana, isso, sim, me parece orgulho; isso, sim, me parece soberba, um mero "não gostar que discordem da sua opinião". Porque aí se está defendendo o indefensável. E o que justifica a defesa do indefensável se não uma paixão desregrada por si mesmo - orgulho - e o não querer admitir o próprio erro? Defender o positivismo e não reconhecer sua desumanidade, sim, é um orgulho tremendo, que dá medo - medo mesmo: alguém concorda com o assassinato em massa de católicos pela URSS [foto] ou com o que Hugo Chávez faz na Venezuela, simplesmente porque está na lei?
***
Mas o pior não foi nem só isso.
É espantosa a desonestidade intelectual de algumas pessoas. É inconcebível como a mentalidade relativista moderna é capaz dos piores malabarismos, tudo para ganhar o debate, sem nenhum respeito pelo pensamento do outro ou pela realidade, ambos pisados com os dois pés.
Eu já falei de como fui acusado de defender o Direito Natural simplesmente "por não gostar que discordem de mim". Uma clara evasão...
Mas houve outros tipos de evasões ao longo do debate que me irritaram seriamente.
Além de que me interrompia direto, sem deixar eu concluir um pensamento, ao ponto de eu ter desistido de falar ao menos umas quatrro vezes e elevado a voz outras duas (ninguém é de ferro...), o cara ainda distorcia tudo que eu dizia e afirmava que eu tinha dito tal coisa que não disse.
Episódios do tipo:
Eu: "A lei do aborto, por exemplo. É claramente injusta, pois viola um bem natural e inviolável: a vida. Um Estado que mata os filhos da nação está perdido..."
Ele: "Você diz que a lei do aborto é uma lei contra a nação [vejam a mudança copernicana de foco neste ponto]. Mas, ora, se a nação for em sua maioria a favor do aborto, então será uma lei justa e a favor da nação!"
Alguém tem palavras para definir tamanha desonestidade? Com efeito, eu disse que lei do aborto mata os filhos da nação, não que ela vai contra ou a favor da vontade das maiorias. Além disso, mesmo que as maiorias a desejassem, continuaria injusta e continuaria matando os filhos da nação. É uma lei contra a vida, apesar do que qualquer maioria diga. E a história já provou que as maiorias podem errar...
 Mas percebam que minhas palavras foram completamente distorcidas - sem dó, impiedosa e desonestamente - para concluir com um sofisma defendendo a indefensável lei do aborto!
Típico da mentalidade relativista defender o que é impossível defender.
E por falar em relativismo, sempre que se sentia acuado, este meu colega dizia: "você tem sua opinião... essa é sua opinião... eu tenho a minha..." Ora, nessa linha qualquer debate é inútil! Afinal todo mundo vai ter sua opinião e todo mundo vai estar certo. Por isso sou totalmente a favor da idéia do Olavão [foto], de que se deveria criar um "supositório de opinião". A mentalidade relativista moderna simplesmente acaba com qualquer possibilidade de debate...
Sem contar no outro partidário do positivismo, ao meu lado - sim, eram dois debatedores positivistas... -, que, para me ridicularizar, interrompia meu pensamento com brincadeiras infantis e piadinhas idiotas do tipo: "E a novela das oito?" É de lascar...
E então, quando eu, irritado e ofendido, decidia que não ia mais discutir - afinal, como diz Aristóteles, "Contra principia negantem disputari non potest" - o cara ainda tinha a cara de pau de acusar-me de estar "estava fugindo do debate"!
Pô, o cara distorce o que eu falo, diz que eu disse o que eu não disse, me ridicularizam, tem outro do meu lado fazendo brincadeira infantil, o primeiro se evade a toda hora com a conversa de que "todo mundo tem sua opinião", e eu é que estou fugindo do debate?
É mole?!
É por estas e outras coisas que eu repugno profundamente a mentalidade relativista moderna: é impossível até dialogar com ela. O relativismo moderno é como o burrinho do Shreck: não pára de vomitar bobagens, a ponto de você não poder falar com ele...
Aliás, talvez o burro do Shreck seja até mais maleável...