quinta-feira, 28 de maio de 2009

Indico! - Padre Julio Meinvielle refutando Teilhard de Chardin

Aproveitando a deixa de que um dos motivos para a polêmica gerada pelo Padre Fábio de Melo foi a menção do Padre a Teólogos "autorizadíssimos" (ironia...) como Teilhard de Chardin - herege condenado reiteradas vezes pela Igreja, que Fábio de Melo citou e cuja tese defendeu - indico o seguinte artigo do grande Padre Julio Meinvielle - este, sim, um autorizadíssimo Teólogo, fidelíssimo à Santa Madre Igreja, que o Padre Fábio de Melo deveria estudar para melhorar seus discursos "humanos demais" e cheios de incoerências - intitulado La cosmovision de Teilhard de Chardin, disponível em espanhol no site que se dedica a divulgar a vida e o pensamento do grande Padre Meinvielle.

Leitura indicadíssima!

Outras obras do Padre Julio Meinvielle podem ser encontradas no site.

Em breve pretendo escrever e publicar aqui e no site Veritatis Splendor algum estudo sobre o pensamento do Padre Meinvielle, cujo legado merece muito de nossa atenção.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Poéticos devaneios doutrinários de Fábio de Melo

Semana passada o Padre - não sei se o chamo assim, dado que seu próprio site e seu último livro omitem o título do sacerdócio - Fábio de Melo foi convidado pelo Jô Soares a dar uma entrevista no seu Programa na Rede Globo. Esdrúxula a entrevista. Não só pela incapacidade ou omissão do Padre em defender a Igreja das críticas bobas do apresentador, mas pelos erros e críticas do próprio Padre à Igreja da qual ele é sacerdote.

O espanto e a polêmica que o episódio gerou entre os católicos foi imenso - não sem razão, dada a gravidade do fato. Obviamente suas fãs não se cansam de defendê-lo em uma fidelidade quase apaixonada ao Padre; mas os erros crassos em que o Padre incorreu e sua conivência com os ataques do apresentador a Igreja são um desencanto total!

Horrível papel para um sacerdote - ainda que seja um sacerdote que não se apresenta como tal, não se veste como tal (prefere usar paletó de leigos) e afirma que todo padre necessariamente tem de ter um romance na vida.

O Apostolado Veritatis Splendor denunciou os erros e incoerências de Fábio de Melo em quatro artigos publicados no Blog VS.

O primeiro é de autoria de Pedro Ravazzano, membro do Apostolado Veritatis Splendor, co-fundador e autor nos Blogs Hominis Libertas e Acarajé Conservador; o autor põe em relevo as incoerências do Padre com a Doutrina Católica (que ele deveria defender) e esclarece logo de início para as fãs ofendidas que o julgamento é a suas palavras - absurdas palavras - não à consciência ou ao coração do Padre - o que, em absoluto, ninguém está autorizado a fazer.

O segundo é de autoria de Rafael Vitola Brodbeck, igualmente membros deste Apostolado, autor dos Blogs O Ultramontano e Estilo de Macho, onde os erros e incoerências de Fábio de Melo são abordados de forma mais detalhada e com coletânea de frases absurdas da entrevista.

O terceiro é de minha autoria; uma carta-protesto, quase uma carta aberta ao Padre Fábio, levantando voz contra as críticas e heresias que ele próprio proferiu contra a Santa Madre Igreja, demonstrando a incoerência de suas palavras com o próprio Evangelho que ele diz defender.

O quarto é de autoria de Maite Tosta, também membro do Veritatis Splendor, e está recheado de ótimas citações de sacerdotes fiéis à Igreja, ainda rebatendo as principais objeções dos fãs de Fábio de Melo, defensores dele até quando o mesmo está num flagrante erro - compreensível, pois somos "humanos demais".

Os artigos ainda são ilustrados com duas ótimas charges de Emerson de Oliveira, satirizando o trágico episódio.

Convido todos a lerem no VS Blog.

Espero que estas manifestações de indignação face às ofensas e heresias contra a Santa Igreja que foram proferidas pelo Padre Fábio de Melo sirvam de convite à reflexão, tanto por parte dos fãs, mas principalmente por parte do Padre.

Uma guinada rumo a uma maior coerência com o ensinamento da Santa Igreja de Cristo é mais do que necessária.

Afinal, em dias como os nossos, de guerra declarada à Fé Cristã, precisamos é de sacerdotes fiéis à Santa Igreja em tudo, e não só pela metade - ou menos que isso.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Protestantes na orquestra e na aldeia

O Jornal Nacional da Rede Globo acaba de passar uma reportagem componente de sua série desta semana "Os Evangélicos".

Na reportagem, duas coisas interessantes foram salientadas, fatos dos quais eu já tinha conhecimento.

O primeiro é sobre a relação dos protestantes com a música clássica. Tempos atrás uma reportagem da Revista Veja - Os Evangélicos dão o tom (ano 40, nº 22, p.104) - ressaltava a importância que os protestantes - especialmente os mais tradicionais, como a Assembléia de Deus, os Batistas e a Congregação Cristã - dão à música erudita. Aliás, grande parte da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo - 35% dos músicos brasileiros nesta orquestra- era composta por protestantes. Os protestantes são o novo reduto da música erudita no Brasil.

Os protestantes, não a Igreja Católica - responsável pela criação e conservação da boa música no Ocidente. E por que não mais a Igreja Católica? Bem, quando você entra numa igreja católica e vê o pessoal se preocupando com as guitarras e as baterias para contar aquelas músicas horríveis e showzentas (= show + nojenta) na Missa, quando você olha pro Padre Fábio de Melo cantando "olho a olho" com todo aquele seu romantismo meloso e risível, aí você percebe porque não somos mais o reduto da boa música: viramos o conservatório da porcaria musical.

O segundo é sobre as missões dos protestantes junto aos índios. Foi mostrado como presbiterianos atuam junto a aldeias, convertendo muitos índios ao Protestantismo, ensinando-lhe sua visão de Deus - e sem medo de "ofender sua cultura". Passaram até o testemunho de uma índia, relatando a importância que a religião tinha para ela.

Isso era missão nossa! Aliás, nossa nação foi povoada com esse objetivo! Dom João III, em carta a Tomé de Souza, dizia que "a principal causa que me moveu a povoar as ditas terras do Brasil foi para que a gente dela se convertesse à nossa Fé católica". Nossa nação brasileira nasceu sob o estandarte da Cruz e da Evangelização. A Boa-Nova era o impulso dos colonos de nossa terra.

E hoje são os protestantes que convertem os índios. São eles que fazem missão.

E por quê? Por o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil acham que não é necessário evangelizar os índios, para não "ofender sua cultura". Como se a salvação de suas almas pelo Fé em Nosso Senhor Jesus Cristo fosse inferior à supremacia de sua cultura! E a Fé em Nosso Senhor não é uma ofensa, mas antes a dignificação de qualquer cultura, como o comprovam vários povos evangelizados ao longo da história. Mas o CIMI e a CNBB preferem deixar os índios lá, na nudez, na ignorância de Nosso Senhor, na segregação.

Até o Padre Fábio de Melo meteu sua colherzinha romântica de auto-ajuda no meio, dizendo em seus programas, após abobrinhas relativistas sobre nenhuma religião garantir nada:
"É igual à gente querer evangelizar os índios, que às vezes têm uma vida muito mais saudável do que nós, uma vida muito mais divina do que nós!"
Santa paciência, hein! Nota 0, Padre Fashion!

Que diria o Beato José de Anchieta e o grande Padre Manuel da Nóbrega - eles que quase morreram pela evangelização do Brasil - se vissem uma situação dessas?

O testemunho da índia sobre a importância da religião e de Deus na reportagem mostra que os nativos também procuram a Deus - afinal, são seres humanos como quaisquer outros e possuem dentro de si aquele sentimento religioso que nos chama a Deus, Princípio e Fim de tudo.

Como se vê, pois, os protestantes hoje se apoderam dos nichos que nós, católicos - pela preguiça e desleixo de nossos Bispos, as heresias de nossos padres e a infidelidade nossa, de leigos - deixamos.

Tristes tempos, os nossos...

En Garde!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Os marxistas e a imbecilização do homem: a Psicopolítica

A Biblioteca do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande (PB), não é lá tão boa. Livros mal conservados, pouca variedade, mínima renovação. O próprio Diretor do Centro admitiu a precariedade da Biblioteca em nosso primeiro dia de aula: "A Biblioteca não é boa, mas é a que nós temos!", foi a sua frase. Incomentável.

Contudo, em minhas constantes visitas à Biblioteca do CCJ, tenho me deparado com ótimos livros. Afinal, uma instituição tradicionalíssima, com meio século de história, deve ter alguma coisa boa em sua Biblioteca. E, sim, é possível encontrar ótimos livros sobre Direito Romano, Filosofia do Direito, História, uma antiga edição francesa do século XIX de Augusto Comte, Enciclopédias raras, entre outras coisinhas.

Mas foi na seção de Política e Teoria Geral do Estado que encontrei uma preciosidade, um pequeno tesouro de bolso, capa modesta, escondidinho em meio a livros gigantes de Azambuja e Sahid Maluf, que lhe sufocavam e lhe impediam de vir à luz. Trata-se de um livreto de 122 páginas, publicado em 1966 na Argentina pelo Editorial Nuevo Orden, de Buenos Aires: "Psicopolítica - Tecnica del Lavado de Cerebro" [Psicopolítica - Técnica da Lavagem Cerebral], de Kenneth Goff.

O autor é um ex-militante comunista norte-americano que largou o Partido Comunista ao ter contato com a dita Psicopolítica: técnicas e subterfúgios ensinados durante o doutrinamento comunista para, literalmente, domesticar o homem.

Há dois dias escrevi um texto falando sobre como o banimento do latim e da filosofia do nosso programa oficial de ensino contribuiu para a imbecilização e para a manipulação dos brasileiros, o que tem servido enormemente ao Governo atualmente dominante em sua guerra declarada aos valores e tradições constituintes de nossa nação. E agora me cai nas mão este primoroso tesouro, denunciando justamente esta manipulação! Coincidência não pode ser: creio na Providência.

O livro é um apanhado das técnicas ensinadas pelo Partido Comunista em um manual de Psicopolítica - ao qual o autor e mais outro, Charles Stickley, tiveram acesso por volta da década de 50 - visando a imbecilização e posterior domesticação dos homens que, privados da arte de pensar e imbuídos de concepções prontas e fabricadas pelo marxismo, funcionariam como verdadeiras marionetes, repetindo em uma aceitação tácita tudo quanto lhes fosse passado pelos dissimulados comunas, inimigos da liberdade e da ordem.

Uma olhada rápida no Indíce mostra a profundidade da obra, revelando que seu tamanho não é, pois, motivo para descrédito. A obra revela, por exemplo, como o marxismo quer constituir o homem como um organismo meramente econômico (Capítulo II), desvinculado de qualquer objetivo maior, qual seja, o desenvolvimento intelectual, moral e espiritual; quais são os objetivos estatais para o indivíduo e para as massas (Capítulo IV), que envolvem desde sua domesticação até a instauração da desordem; como o marxismo busca provocar a degradação do homem (Capítulo VIII); como a Psicopolítica e a lavagem cerebral das massas influem na difusão do comunismo (Capítulo XI); como o marxismo se usa de "idiotas úteis" para a difusão de suas burrices (Capítulo XIII); como a destruição dos grupos religiosos e o estímulo ao ateísmo constituem parte essencial da abordagem e difusão do marxismo (Capítulo XIV); entre outros assuntos que mencionarei à medida que for lendo.

Por ora, compartilho trechos do magnífico prefácio do grande sacerdote argentino Pe. Julio Meinvielle, notável pela sua erudição e aguerrida oposição às tendências descristianizantes do mundo moderno.

Começa o Padre Meinvielle com a constatação de que a intenção do comunismo é a criação de um homem novo, um homem puramente material, que possui os olhos no chão, o coração nesta terra, completamente desvinculado de alguma maior pretensão para sua vida, desvinculado de Deus e assim de si mesmo:
"El comunismo intenta la creación de un hombre 'nuevo', totalmente nuevo, y diferente de aquel que ha conocido la tradición humana e cristiana de los pueblos. En esa tradición, como he tenido ocasión de exponerlo en recientes obras, el hombre trabaja para disponer de riquezas que le aseguren el vivir; vive para conseguir un alto enriquecimiento cultural de la vida del pensamiento; piensa, en fin, para acercarse a Dios que es su Principio y Fin. El hombre en definitiva está hecho para contemplar a Dios. Podrá, es cierto, ocuparse de otras muchas actividades pero sólo en la medida en que le dispongan y preparen para esta su tarea esencial, que es lo único para lo que ha sido creado. El comunismo, en cambio, al suprimir a Dios del horizonte del hombre, sostiene que éste no es sino una herramienta de trabajo, útil en la gran fábrica en que se transforma toda ciudad de hombres" (MEINVIELLE, Julio. La Psicopolítica, Ciencia y Arte Fundamental del Comunismo; in: GOFF, Kenneth.Psicopolítica - Tecnica del Lavado del Cerebro. Buenos Aires: Editorial Nuevo Orden, 1966, p.9).
Importante é a constatação de Meinvielle de que o comunismo quer criar um homem "novo": novo para os parâmetros de nossa civilização, constituída sobre a sobriedade do Direito Romano e alicerçada nos mais altos valores e virtudes cristãs. Por isso quando o marxismo chegou ao Ocidente, deparou-se com uma realidade distinta e oposta aos seus propósitos, uma realidade que não lhe daria o domínio político: havia algo de diferente na população ocidental prevalentemente católica, havia algo de incondizente com o marxismo naquelas leis inspiradas no Direito Romano e buriladas pelo pensamento de São Tomás de Aquino. O marxismo não podia - em seu sistema burro, frágil e cheio de estruturas podres - com essa fortaleza, personificada no Papado e na Igreja Católica.

Daí a constatção de ser preciso antes mudar toda a mentalidade ocidental para então modificar suas estruturas - exatamente o oposto do que previra Marx em sesu trabalhos: mudar estruturas para impor pensamentos. Essa é a tese do marxismo cultural, forjado nas entranhas de mentes maldosas como Gramsci e Marcuse.

O comunismo, buscando desvincular o homem de qualquer desenvolvimento moral e espiritual por meio da exclusão de Deus e da inteligência, pretende transformar o homem em "uma ferramenta de trabalho, útil na grande fábrica em que se transforma toda a cidade de homens".

A domesticação do ser humano no marxismo envolve, constata Meinvielle, uma compreensão de mundo completamente distinta: um mundo compreendido segundo a dialético hegeliano-marxista, onde não há cooperação e bem comum, apenas "luta de classes".
"Todo ha de convertirse en Guerra Revolucionaria contra el hombre. Guerra Revolucionaria por la conquista del poder en un pueblo y luego, ya en el poder, Guerra revolucionaria para convertir al hombre en un mero esclavo de la nueva sociedad revolucionaria" (idem, p.10).
Para que esta Guerra Revolucionaria obtenha resultados é preciso, conforme já demonstramos, a desordenação dos valores fundamentais à nossa sociedade, mudando, segundo o programa do marxismo cultural, a mentalidade humana para depois mudar as estruturas; daí o uso indispensável pelos comunismo da lavagem cerebral, da Psicopolítica, definida pelo Padre Meinvielle como a arte fundamental do comunismo:
"Pero para que la Guerra Revolucionaria sea realmente eficaz no debe actuar desde fuera del hombre sino en el hombre mismo y en su totalidad, alcanzando no sólo al cuerpo, sino tambén al alma. De aquí que el comunismo preste cada vez mayor atención a la ciencia de la Psicopolítica o ciencia del lavado del cerebro" (p.10).
A Psicopolítica utilizada pelo comunismo para a lavagem cerebral visa essencialmente a domesticação do homem: imbeciliza-se o homem, faz-se dele nada mais que um receptor passivo de idiotices revolucionárias (seja com relação à política, aos costumes ou à religião) e se lho convence de que estas idéias são suas, não fabricadas pelos revolucionários; e assim os homens, tratados como bestas animalescas, domesticadas nas mãos de experts psicopolíticos, se tornam robôs, militantes da causa revolucionária anticristã no mundo, mesmo sem o saberem, no mais das vezes.
"[La Psicopolítica] es, con toda verdad, la ciencia de la domesticación de los pueblos. Una nueva especie de ciencias arquitectónicas que, echando mano de todas las conclusiones de las otras ciencias humanas, en especial de la Psicologia y Sociolagía, trabaja en la elaboración de un nuevo tipo de hombre domesticado. [...] El lector ha de advertir prontamente que ele grandioso progreso operado por las ciencias fisio-psicológicas y psiquátricas de los últimos cincuenta años ha sido puesta al servicio de esta praxis de transformación de la psiquis humana. Una praxis podríamos decir diabólica de transformación del hombre. [...] Por la práctica de la Psicopolítica pueblos enteros se convierten en laboratorios donde individuos o grupos más o menos grandes de individuos son sometidos con diferentes técnicas a un tratamiento de domesticación, como se fueran vulgares bestias, de las que no se trata sino de lograr el mayor rendimiento con el menor esfuerzo. De esta suerte, ciencias nobilísimas como la política y la economía que hasta aqí eran consideradas como ciencias de valor humano, se convierten en técnicas de domesticación colectiva que no rebasan la esfera de la fisiología animal. ele hombre no es sino un ser, movido por diversos instintos, cuya manipulación puramente fisiológica ha de resolver en manos de expertos psicopolíticos, los grandes problemas de la condución de los pueblos" (p.10-12).
Conclui o Padre Meinvielle salientando que este autorizado texto de Psicopolítica "há de contribuir para criar consciência da terrível periculosidade do comunismo" (p.12).

No Brasil, o marxismo cultural tem estado à todo vapor. O Governo Lula faz uso largo da Psicopolítica e da lavagem cerebral, especialmente no que se refere a fazer derrocar os valores mais caros de nossa nação. O ativismo gay abertamente declarado do Governo Federal, o seu abortismo mais que explícito, seu ódio à Família - base da sociedade, segundo a Constituição -, sua ridicularização do Cristianismo (com a conivência de amplos setores da CNBB, imbuídos que estão da Teologia da Libertação vários de nossos Bispos); tudo isto envolve uso aberto da lavagem cerebral e da Psicopolítica.

A imbecilização da população brasileira - cujo caminho para a consecução foi longo e remonta à Era Vargas - serve hoje, ao Governo, para a manipulação dos homens, para domesticação dos brasileiros e seu tratamento como meros animais puxados por uma coleira no pescoço, marionetes obedientes às intenções mais sórdidas do Governo Federal.

A destruição da Família, célula-mãe da sociedade, destruição claramente prenunciada na luta governista pelo aborto e em prol do ativismo gay, possui a clara intenção de desvirtuar a ordem moral e social bastante sólida de nossa nação brasileira. E com isso se espera a instauração plena da Revolução e do Anticristianismo no Brasil (Lula inveja seriamente o seu vizinho, Hugo Chávez).

Prova cabal do emburrecimento do brasileiro - ao lado da aceitação tácita das premissas governistas violadoras da família, da moral e da ordem - está na grande e preponderante - senão única - importância que tem dado o brasileiro ultimamente ao "milagre econômico lulista", esquecendo que, se ocorre tal milagre - assentado em iniciativas de governos passados -, ocorre, concomitantemente, uma guerra declarada à Família brasileira e ao homem brasileiro, que é tratado como animal domesticável, mero imbecil manipulável.

O brasileiro não pode deixar-se enganar, pois, pelos subterfúgios de lavagem cerebral do Governo Lula. Ao lado de todo o discurso milagreiro-econômico - como o indispensável "nunca antes na história desse país" - está necessariamente uma lavagem cerebral domesticadora e imbecilizadora do homem, cujo objetivo é, conforme já demosntramos, a manipulação do homem, a derrocada dos valores fundamentais de nossa nação, a destruição da Família, base e alicerce da sociedade, e a instauração da Revolução e do autoritarismo.

Quem quiser ser imbecil - para estar conforme o desjo do Governo -, que o seja, mas sabendo que sua escolha comporta necessariamente a escravização e destruição sua e de toda a sociedade, peso seríssimo para a alma de qualquer homem.

A vacina contra a imbecilidade está, pois, no contestar o status quo anticristão, modernista e marxistóide imposto pelo mundo moderno, insuflar-se do espírito cristão e partir para a cruzada contra a Revolução.

En garde, soldat!

domingo, 24 de maio de 2009

Dois motivos simples pelos quais o Governo não pode me impor a "mordaça gay"

O primeiro motivo é a minha opinião política. Sou adepto do Conservadorismo, este conjunto de sentimentos, esta maneira de ver o mundo e compreender a ordem social segundo um tradição constante, visão que integralmente impregna tanto a vida privada quanto a vida pública e a ação política dos ditos "conservadores".

Ora, segundo o grande teórico do Conservadorismo Russell Kirk, no seu Dez Princípios Conservadores (aqui), o conservador acredita na natureza humana, em princípios morais sólidos, fundamentados na tradição de nossa civilização, uma ordem moral que herdamos de nossos antepassados e sobre a qual construímos o nosso presente, tendo em vista o futuro, o conservador crê no valor da tradição, dos costumes, e sobre este alicerce firme assenta sua opinião política, desejosa sempre da ordem social e do bem comum.

No dizer de Russel Kirk:

"Primeiramente, o conservador acredita que existe uma ordem moral duradoura. Que a ordem está feita para o homem, e o homem é feito para ela: a natureza humana é uma constante, e as verdades morais são permanentes. [...] O problema da ordem tem sido uma preocupação central dos conservadores desde que o termo conservador passou a fazer parte da política.

Nosso mundo do século vinte experimentou as conseqüências hediondas do colapso da crença em uma ordem moral. Como as atrocidades e os desastres da Grécia no quinto século antes de Cristo, a ruína de grandes nações em nosso século mostra-nos o poço em que caem as sociedades que se enredam em ardilosos interesses próprios, ou engenhosos controles sociais, como alternativas mais palatáveis a uma antiquada ordem moral. [...]

Uma sociedade em que os homens e as mulheres são governados pela opinião em uma ordem moral perene, por um sentido forte de certo e errado, por convicções pessoais sobre a justiça e a honra, será uma boa sociedade — não importa a maquinaria política que utilize; quando uma sociedade em que os homens e as mulheres estão moralmente a deriva, ignorantes das normas, e movidos primariamente pela satisfação dos apetites, será uma má sociedade — não importando quantas pessoas votem ou quão liberal seja sua constituição.

Segundo, o conservador adere ao costume, à convenção, e à continuidade. São os princípios antigos que permitem que as pessoas vivam juntas pacificamente. Os demolidores dos costumes destroem mais do que sabem ou desejam. [...] Continuidade é o agregado dos meios de se ligar uma geração à outra, e ela importa tanto para a sociedade quanto para o indivíduo. Sem ela, a vida é sem sentido.

Conservadores são campeões dos costumes, convenção e continuidade, porque eles preferem o diabo que conhecem do que áquele que não. Ordem, justiça e liberdade, eles acreditam, são produtos artificiais de uma longa experiência social, o resultado de séculos de tentativas, reflexão e sacrifício" (KIRK, Russell. Dez Princípios Conservadores).

Crendo, portanto, no valor da moralidade, dos bons costumes, na solidez duma ordem moral bem constituída e fundamentada sobre a tradição e sobre a natureza humana, o conservador não pode admitir a legimitação pelo Estado, pela sociedade ou pelos indivíduos de um comportamento anti-natural como o é a prática do homossexualismo e o ativismo gay, ameaçadores da família (célula-máter da sociedade e de defesa obrigatória a um conservador - e a qualquer homem) e dos bons costumes.

O conservador não pode legitimar o que é inaceitavelmente anti-natural como se fosse naturalmente aceitável. Isso trairia sua opinião política.

Adepto que sou do Conservadorismo, não posso, pois, concordar com o homossexualismo. E se o Governo quiser me impedir de falar contra o homossexualismo e o ativismo gay, terá de violar a minha liberdade de convicção política, garantida pela Constituição Federal no artigo 5º, inciso VIII.

O segundo motivo é que sou católico. E como católico, sou adepto e defensor dos princípios morais fundamentais da minha religião. Creio que a Moral Católica é o melhor que há para o desenvolvimento das virtudes, para uma vida digna e para a constituição de uma ordem moral e social justa e certa. Creio piamente nos preceitos morais da Santa Madre Igreja.

Ora, a Moral da Igreja me obriga a defender a família. A família é um valor e uma instituição inegociável. É tão inegociável quanto a própria alma.

A Igreja me ensina que
"Ao criar o homem e a mulher, Deus instituiu a família humana e dotou-a de sua constituição fundamental" (Catecismo da Igreja Católica, n.2203);

"A família é a célula originária da vida social. é a sociedade natural na qual o homem e a mulher são chamados ao dom de si no amor e no dom da vida" (n. 2207);

"A família deve ser ajudada e defendida pelas medidas sociais apropriadas" (n.2209);

"A importância da família para a vida e o bem-estar da sociedade acarreta uma responsabilidade particular desta última no apoio e no fortalecimento do casamento e da família. Que o poder civil considere como dever grave reconhecer e proteger a verdadeira natureza do casamento e da família, defender a moralidade pública e favorecer a prosperidade dos lares" (n.2210).
A Constituição Federal faz eco a estes sólidos princípios morais, afirmando que
"A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado" (art.226)
A mesma Santa Madre Igreja que ensina-me o valor da família e me incumbe do dever moral de defendê-la, ensina-me também que
"Apoiando-se na Sagrada Escritura, que apresenta o homossexualismo como depravações graves, a tradição sempre declarou que os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados. são contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados" (CIC, n.2357).
Ora, apegado que estou a este princípios morais por pertencer a esta religião, estou também obrigado, em consciência, isto é, tenho o dever moral, de defender a família humana e de manifestar-me contrário ao homossexualismo, ao ativismo gay e a qualquer uma de suas exigências - a união civil de homossexuais e a adoção de crianças por duplas de homossexuais, o que frontalmente viola a constituição da família humana.

Se o Governo quiser, pois, me impedir de falar em defesa da família humana e contra o homossexualismo, terá de fazê-lo violando a minha liberdade religiosa, que me é assegurada pela Constituição desta nação justamente sob a égide da "inviolabilidade", no artigo 5º, incisos VI e VIII.

Portanto, o Projeto de Lei Complementar (PLC) 122/2006, os Projetos de Lei (PL) 6418/2005 e 5003-b/2001, a "Lei da Mordaça Gay", que o Governo Federal Lulista quer enfiar garganta abaixo nos brasileiros, não podem ser enfiados na minha gargante sem que me sejam violadas as liberdades política e religiosas.

Se o Governo quiser me impor a mordaça gay, terá de impô-la pisando na Constituição.

Se o Governo desejar, pois, criminalizar-me por falar contra o homossexualismo, terá de fazê-lo jogando no lixo as minhas liberdades de convicção política e religiosa.

Isso eu não posso aceitar sem protestar.

Palhaçadas sutis de "O Domingo"

Acabo de chegar da Missa em honra da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Em minha paróquia, como em milhares de outras paróquias do Brasil, é utilizado o folheto litúrgico O Domingo, da Paulus.

As palhaçadas de O Domingo não são surpresa para ninguém. A coisa mais fácil de se encontrar neste folheto litúrgico são heresias difundidas de forma sutil, seja nas preces - cuja sugestão cabe somente aos redatores - , seja no comentário final - cuja redação cabe sempre a algum Teólogo da Libertação da Pia Sociedade de São Paulo.

Depois da contenda travada entre o meu caríssimo amigo e irmão de Apostolado Carlos Nabeto, quando O Domingo, num acesso de Gnosticismo e sexualização de Deus, rezou para Deus Pai e Mãe - ora, chamamos Deus de Pai porque Cristo assim nos ensinou e assim se dirigia a Ele, Abba, mas nunca como Mãe; Mãe somente a Virgem Santíssima, e Ela não é Deus; enfim, depois desta contenda, que os redatores d'O Domingo não lhe souberam responder, não duvidei do que mais encontraria n'O Domingo.

Já vi até padre lá defendendo que o Concílio Vaticano II está ultrapassado e precisamos já de um terceiro... Imaginem: os Papas lutam até hoje para aplicar fidedignamente o Vaticano II - que os hereges como estes da Paulus atrapalham aos montes - e os caras já exigem o terceiro, não tendo o segundo nem sido aplicado ainda!

Então pra mim não foi surpresa quando hoje, nas preces, vejo uma alusão a "ministros leigos":

"Pelos ministros leigos, para que sejam fortalecidos e abençoados, rezemos..."
Antes disso rezou-se pelos "ministros ordenados", que supomos serem padres, Bispos e o Papa - desconsiderando que há muito tempo O Domingo não põe uma prece pelo Papa, apesar de ele ser o Vigário de Cristo na terra. E logo depois essa de "ministros leigos". Que são "ministros leigos"? Por que não simplesmente "povo de Deus" ou "fiéis leigos", o que evita grandes confusões?

Mas a intenção é justamente confundir. A intenção ao identificar tanto fiéis leigos quanto sacerdotes ordenados pelo termo "ministros" é justamente gerar a confusão entre as funções de um de outro. É aquela velha heresia da Teologia da Libertação, que em sua ânsia comunistizante e igualitária da Igreja quer igualar leigos e sacerdotes, ignorando que há entre eles uma diferença enorme de funções.

Pois a participação dos leigos no múnus sacerdotal de Cristo, em virtude do sacerdócio comum dos batizados, se refere a oferecer suas vidas cotidianamente como sacrifício a Deus (cf. SS. PAPA JOÃO PAULO II, Exortação Apostólica Christifideles Laici, n.14). Ao passo que a função do sacerdote, pelo sacramento da Ordem, é outra completamente diversa: a renovação, no altar, do Sacrifício de Cristo na Eucaristia. Por isso o Catecismo da Igreja Católica, na linha constante da Tradição, esclarece que as funções são diversas (cf. n.1142).

Igualar leigos e sacerdotes ordenados no mesmo rol de "ministros" cai bem na vestimenta igualitária da Teologia da Libertação...

Intuito claro de confusão, sem nenhum esclarecimento mais preciso.

A mesma confusão que leva padres da TL a conduzirem leigos ao latar, para concelebrarem com ele e consagrarem com ele, num abuso e profanação indizíveis.

Nota 0 para O Domingo!

De novo...


São Thomas More: um homem resoluto e firme

Nesta popular imagem de São Thomas More, declarado pelo Papa João Paulo II "Patrono dos Estadistas e Políticos", podemos ver os traços de uma personalidade convictamente cristã e heróica.

Chama-nos a atenção logo de início os seus olhos. Estão fixos num ponto, visam a um objetivo. É o olhar resoluto de quem possui como meta a vivência dos valores cristãos. São Thomas More possui os olhos na eternidade. Ele não olha para trás, pois enterrou no Confessionário, sob a lápide da Misericórdia Divina, seus pecados e fraquezas. Ele não olha para baixo, pois sua meta não é esta terra passageira, este mundo efêmero. Tem os olhos à frente, sempre à frente; e assim pode marchar rumo à santidade, deixando para trás a mudanidade. Caminha no chão, mas com os olhos no alto.

A boca de lábios finos é uma boca de prudência. Cala-se para a hipocrisia e a imbecilidade, abre-se para proclamar as virtudes cristãs da justiça e da bondade, está pronta a gritar pela verdade; e a morrer por ela, como, de fato, lhe aconteceu.

Sua postura é de firmeza e sobriedade. Não cai mais para um lado ou para outro. Ao contrário, é equilibrado, sóbrio, sério. A fortaleza de seu tronco, de sua postura, é antes a manifestação externa da excelência e nobreza de sua alma. Uma alma resoluta, firme em seus princípios, não atordoada pelas inconstâncias do mundo.

Ainda que ostentando roupas belíssimas de Chanceler Real, nem aí quis ser escandaloso e imprudente. Ao invés, suas roupas - belíssimas, grandiosas - são de uma moderação nas cores, de uma sobriedade e de uma elegância que se poderia dizer serem expressão fiel da beleza de sua alma! A elegância, a beleza... valores tão esquecidos pela geração moderna, militante do despudor, da vulgaridade.

Por fim suas mãos, unindo-se sobre o colo, fechando-se sobre um livro - a Sagrada Escritura, talvez - revelando-nos a mansidão com que decaem sobre o corpo, a mesma mansidão cristã com que agem para com os homens, mas de punho firme na luta contra o pecado e a mentira.

Enfim, São Thomas More tem muito a nos ensinar. Mas talvez sua maior lição seja a da coerência: coerência com a verdade, coerência consigo mesmo, coerência com Deus.

Ele morreu pela coerência. Não aceitou o cisma anglicano provocado pelo Rei Henrique VIII de Inglaterra, que rebelou-se contra o Papa. Ele, Chanceler do Rei, ousou contrariar-lhe para continuar fiel na verdade, coerente com seus valores e com Deus! Foi condenado à morte pela sua fidelidade à Igreja, foi decapitado e teve sua cabeça exposta em Londres por um mês.

No cadafalso da morte, riu com altivez e serenidade para seus algozes, e bem humorado dizia: "Morro fiel ao Rei, mas antes a Deus".

Que grande lição de coerência e amor à verdade para uma sociedade que odeia o que é certo e idolatra o que é errado!

São Thomas More,
Rogai por nós!

Do banimento do Latim e da Filosofia à imbecilidade coletiva

Em seu livro O Latim no Direito (Rio de Janeiro: Forense, 2002), Ronaldo Caldeira Xavier afirma, logo à Introdução:

"Há dezesseis anos, pela Resolução 8/71, destinada a fixar 'o núcleo comum para os currículos do ensino de 1º e 2º graus, definindo-lhes os objetivos e a amplitude', o Conselho Federal de Educação (CFE), em cumprimento ao disposto no art. 4º, §§ 1º (inciso I) e 2º, da Lei nº 5.692, de 11.08.71; na forma ainda do que estabelecem os arts. 5º, 6º, 7º e 8º da mesma Lei; e tendo em vista o Parecer nº 853/71, com homologação do então Ministro da Educação e Cultura, houve por bem excluir (por omissão) o Latim do programa oficial de ensino. Fado idêntico, pela mesma Resolução, coube à Filosofia. E eis que, de uma só esmechada, se assentava em privar o alunado brasileiro de duas melhores fontes de cultura humanística. Imperiosos motivos (que infelizmente não alcançamos) deveriam certamente haver inspirado os seis doutos membros que firmaram a sobredita Resolução".

Tampouco nós alcançamos os "imperiosos motivos" que levaram ao banimento de duas tão importantes disciplinas do programa oficial de ensino como o são o latim e a filosofia. Não por mero saudosismo, mas porque o latim estimula comprovadamente o raciocínio lógico, a concisão, a objetividade - é o inimigo número 1 da prolixidade, por isso o preferido de juristas e teólogos -, além de facilitar uma melhor compreensão da língua portuguesa e de sua estrutura, sendo também base para o estudo de outras línguas (como o espanhol, francês e italiano).

A filosofia, por sua vez, dispensa maiores comentários: é inegável como esta contribui para o desenvolvimento da investigação dialética e lógica na busca da verdade dos fatos e das coisas. O saber de grandes filósofos como Platão, Aristóteles, Cícero, Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino, etc., é alicerce sólido e alimento nutritivo para a inteligência, a moralidade e a virtude.

Por que motivo, então, matar com uma única facada a filosofia e o latim, banindo-se do programa oficial de ensino brasileiro, fazendo-lhes vítimas do ostracismo intelectual?

"Imperiosos motivos que infelizmente não alcançamos".

Alcançamos, contudo, a certeza de que massas burras são massas facilmente domináveis.

O banimento do latim e da filosofia criou uma geração de brasileiros sem qualquer amor pelo raciocínio, pela investigação da verdade e pelo senso moral. O resultado são pessoas que não questionam absolutamente nada do que o Governo lhes apresenta como certo e fidedigno, e assim se tornam vítimas facilmente manipuláveis pelo Estado.

O esquerdismo pode assim dominar - seguindo o programa do marxismo cultural - palavras e expressões inteiras, deturpando-lhe o sentido e conferindo-lhe novo significado conforme seus propósitos sórdidos, criando a "Novilíngua". Assim, hoje em dia qualquer contrariedade é impugnada como "preconceito", qualquer opinião oposta é condenada como "discriminação"; a palavra "diálogo" toma o sentido de ser cúmplice; ser "conservador" é ser nazista e retrógrado, ser da "esquerda" é ser do progresso e amigo da sociedade. E nada disso é questionado; tudo se aceita passivamente.

Perdeu-se o gosto pelo raciocínio e pela precisão no discurso - que o latim garantia - e o amor pela contenda intelectual e a investigação da verdade - que a filosofia estimulava. O resultado é uma geração de robôs, indivíduos facilmente manipuláveis por ideologias ultrapassadas e errôneos, defensores de conceitos "politicamente corretos" absurdos, mas enfiados em suas mentes e aceitos com passividade.

Do banimento do latim e da filosofia seguiu-se a imbecilidade coletiva.

E assim o Governo Federal pode chegar em alguém e justificar o aborto dizendo que "a mulher tem direito sobre o seu corpo", e ninguém lhe questiona se a mulher teria direito sobre o corpo de seu filho!

sábado, 23 de maio de 2009

A favor da pessoa humana ou do comportamento homossexual? Que dizer?

Dia desses estava passando os canais e parei um pouco na TV Câmara, onde uma Audiência Pública escutava representantes de movimentos gays pedindo direito disso e daquilo. Um dos caras disse que o Executivo e o Judiciário já eram aliados dos gays, mas e o Legislativo? "Não vemos essa amizade no Legislativo", foi o que afirmou (ou coisa do tipo).

Impressionante é os gays fazerem exigências das mais esdrúxulas de direitos. Impressionante é o lobby gay tão poderoso e a aquiescência do Governo Lula e do PT a esta ofensiva gay - aliás, este Governo vem se mostrando um inimigo ferrenho de todo valor moral e familiar brasileiros.

Não existe essa de "direitos gays". Direitos existem com base na natureza da pessoa, não com base em comportamentos. O homossexualismo é um comportamento - tanto é que pode ser revertido -, logo, não comporta direitos especiais. Basear direitos em comportamentos é assentar normas em cima de farelos de arroz: isto é, inconsistência.

Os homossexuais têm direitos enquanto seres humanos - como qualquer outra pessoa do mundo! - e não enquanto homossexuais! Do mesmo jeito como um bandido tem direitos enquanto pessoa, não enquanto bandido. Não são comportamentos que geram direitos, mas a natureza da pessoa - e o homossexualismo não faz parte da natureza humana.

E aí alguém dirá: "Ah, então como ser humano eu posso exigir o direito de me casar com meu namorado e adotar uma criança com ele... e seremos família!" [detalhe: esse "alguém" é um homem também também].

Não, amigo, não pode. Como pessoa humana você pode, sim, exigir o direito de constituir família. Mas família significa homem com mulher e seus filhos. Essa é a ordem natural das coisas. Como o pênis está para a vagina (para ser bem direto...). Então, se você, homem (sim, homem, pois nasceu assim!) quiser constituir família, ótimo - mas tem que ser com uma mulher.

O casamento tem de estar aberto à vida, senão não é casamento. Um "casamento" gay está aberto à vida aonde? A sodomia engravida alguém? O sexo oral entre gays procria? Onde está a abertura à vida, que é o motivo de constituir-se uma família?

E onde está o aspecto unitivo neste tipo de casamento, se em sua relação um dá as costas para outro e, quando não se dão as costas, ficam de cabeça pra baixo? Ou será que esse tipo de relação não é, antes de tudo, um jogo de espelhos do tipo narcisista?

Ninguém pode ignorar que a ordem da natureza é uma só: homem e mulher! Assim as coisas estão naturalmente ordenadas, ora! Não se pode mexer nisso; o Estado não tem poder para alterar a ordem natural das coisas.

Para usar um discurso bastante em voga nos dias atuais: é por contrariar a natureza que os homens enfrentam as catástrofes ambientais globais (segundo os ecologistas). Se contrariar a natureza gerou este tanto de problemas, que faz supor que contrariar a natureza humana também não gera?

E já está gerando: caos na família, desestruturação social, crise moral...

E para comprovar este caos basta pôr a cabeça para fora da janela.

A legitimação de um comportamento anti-natural como o homossexualismo carrega consigo conseqüências graves: vai contra a ordem natural das coisas; vai contra a noção de família e casamento; vai contra, pois, a célula-mater da sociedade; vai contra a sociedade; vai contra o próprio homem.

E se vai contra o homem, eu, humanista que sou, não posso aceitar tal coisa.

Eu diria que nenhum humanista pode.

E não me venham com esse de acusar-me de homofobia. Qualquer tipo de opinião contrária hoje em dia se quer acusar sobre a égide do "preconceito", da "discriminação", da "homofobia". Ora, eu não estou mandando matar nenhum homossexual e muito menos instigando a tanto. Sou contrário a este tipo de violência injusta, que não resolve nada.

Mas também não posso ignorar a ordem certa das coisas, e então passar a aceitar o homossexualismo como se fosse um comportamento correto e naturalíssimo - o que não é nunca.

Sou a favor da pessoa com tendência homossexual, mas serei a vida inteira contrário ao homossexualismo e a qualquer tipo de legitimação deste comportamento anti-natural.

Alguns podem ver contradição nesta frase. De fato, os ativistas gays conseguiram elevar ao status de senso comum a noção de que o homossexualismo faz parte da pessoa. Mas não. Como dissemos acima, homossexualismo é comportamento - tanto é que pode ser revertido. É preciso diferenciar a pessoa com tendência homossexual do comportamento ou prática homossexual. São duas coisas distintíssimas. Tanto é que você pode encontrar pessoa com tendência homossexual que não pratica o homossexualismo; e pode encontrar pessoas sem tendências homossexuais que pratica o homossexualismo por safadeza - ou por dinheiro, como o fazem na indústria pornográfica. É prova de que são duas coisas distintas, que podem ser separadas. E, neste sentido, eu posso ser a favor da pessoa que possui tendência homossexual, ao mesmo tempo em que sou contrário ao comportamento ou prática do homossexualismo. E, com efeito, esse é meu pensamento - e por ser a favor da pessoa sou contrário à violência contra ela, ainda que rejeite profundamente o seu comportamento.

Sou pelo homem, não pelos seus comportamentos errados - ai de mim se fosse por estes últimos!

É isto que diferencia qualquer católico de um ativista gay. Um ativista gay não é a favor da pessoa, mas do seu comportamento, mormente o errado. Um católico sempre é a favor da pessoa humana, mas nunca do seu comportamento errôneo. O católico ama o pecador - inclusive ele próprio - , mas não o pecado. E aí o ativista gay odeia o católico.

Nascendo para a Blogosfera

Não tracei bem o objetivo deste Blog. Penso que é assim mesmo que eles surgem: sem pé nem cabeça, sem razão pré-definida.

Alguém já me disse que quando você pensa em detalhes sobre os objetivos de um Blog ele não dá certo.

Impressionantemente, por três vezes eu tentei criar e manter algum Blog; nas três vezes tracei objetivos detalhados; nas três vezes não consegui mantê-los.

Então dessa vez não vou traçar objetivo algum, apenas um norte. E o norte é este: este Blog falará de Religião, Política, Filosofia, História, Atualidades e o que mais couber entre isto tudo.

Enfim, não é lá um norte muito específico.

A certeza, contudo, é que este Blog quer lutar e fornecer subsídios para a luta contra as engrenagens anticristãs, modernistas e revolucionárias do mundo hodierno, no qual hordas de inimigos investem contra a Santa Igreja de Deus e a Civilização construída sobre seu sólido alicerce, no intento de destruir o que de mais sagrado e firme há sobre a terra, instaurando a desordem, o ódio e a morte.

En Garde, soldat! Em guarda, soldado!

Prontos para a guerra é com odevemos estar, como nobres cruzados, empunhando nossa espada, que é a cruz.

Que Cristo me ajude na manutenção deste Blog e que ele sirva, de alguma maneira, ao soerguimento da Civilização Cristã e à defesa da Santa Madre Igreja. Porque, sem razões pré-estabelecidas em seus mínimos detalhes, este é seu único objetivo desde já traçado.

Boa leitura!