domingo, 24 de maio de 2009

Palhaçadas sutis de "O Domingo"

Acabo de chegar da Missa em honra da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Em minha paróquia, como em milhares de outras paróquias do Brasil, é utilizado o folheto litúrgico O Domingo, da Paulus.

As palhaçadas de O Domingo não são surpresa para ninguém. A coisa mais fácil de se encontrar neste folheto litúrgico são heresias difundidas de forma sutil, seja nas preces - cuja sugestão cabe somente aos redatores - , seja no comentário final - cuja redação cabe sempre a algum Teólogo da Libertação da Pia Sociedade de São Paulo.

Depois da contenda travada entre o meu caríssimo amigo e irmão de Apostolado Carlos Nabeto, quando O Domingo, num acesso de Gnosticismo e sexualização de Deus, rezou para Deus Pai e Mãe - ora, chamamos Deus de Pai porque Cristo assim nos ensinou e assim se dirigia a Ele, Abba, mas nunca como Mãe; Mãe somente a Virgem Santíssima, e Ela não é Deus; enfim, depois desta contenda, que os redatores d'O Domingo não lhe souberam responder, não duvidei do que mais encontraria n'O Domingo.

Já vi até padre lá defendendo que o Concílio Vaticano II está ultrapassado e precisamos já de um terceiro... Imaginem: os Papas lutam até hoje para aplicar fidedignamente o Vaticano II - que os hereges como estes da Paulus atrapalham aos montes - e os caras já exigem o terceiro, não tendo o segundo nem sido aplicado ainda!

Então pra mim não foi surpresa quando hoje, nas preces, vejo uma alusão a "ministros leigos":

"Pelos ministros leigos, para que sejam fortalecidos e abençoados, rezemos..."
Antes disso rezou-se pelos "ministros ordenados", que supomos serem padres, Bispos e o Papa - desconsiderando que há muito tempo O Domingo não põe uma prece pelo Papa, apesar de ele ser o Vigário de Cristo na terra. E logo depois essa de "ministros leigos". Que são "ministros leigos"? Por que não simplesmente "povo de Deus" ou "fiéis leigos", o que evita grandes confusões?

Mas a intenção é justamente confundir. A intenção ao identificar tanto fiéis leigos quanto sacerdotes ordenados pelo termo "ministros" é justamente gerar a confusão entre as funções de um de outro. É aquela velha heresia da Teologia da Libertação, que em sua ânsia comunistizante e igualitária da Igreja quer igualar leigos e sacerdotes, ignorando que há entre eles uma diferença enorme de funções.

Pois a participação dos leigos no múnus sacerdotal de Cristo, em virtude do sacerdócio comum dos batizados, se refere a oferecer suas vidas cotidianamente como sacrifício a Deus (cf. SS. PAPA JOÃO PAULO II, Exortação Apostólica Christifideles Laici, n.14). Ao passo que a função do sacerdote, pelo sacramento da Ordem, é outra completamente diversa: a renovação, no altar, do Sacrifício de Cristo na Eucaristia. Por isso o Catecismo da Igreja Católica, na linha constante da Tradição, esclarece que as funções são diversas (cf. n.1142).

Igualar leigos e sacerdotes ordenados no mesmo rol de "ministros" cai bem na vestimenta igualitária da Teologia da Libertação...

Intuito claro de confusão, sem nenhum esclarecimento mais preciso.

A mesma confusão que leva padres da TL a conduzirem leigos ao latar, para concelebrarem com ele e consagrarem com ele, num abuso e profanação indizíveis.

Nota 0 para O Domingo!

De novo...


4 comentários:

  1. Bravo, Taiguara. Como sempre seus textos são lógicos e suscintos. Eu admirava o folheto O Domingo, mas depois de saber dessa influência TL nele, lamentei. Devia-se substituir essa oração pelos "ministros leigos" por uma oração para a boa formação no sacerdócio, mais conscientização doutrinária e, mais importante, uma REFORMULAÇÃO e COERÊNCIA no folheto O Domingo.

    Amém.

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  2. Os Teólogos da Libertação e a Bíblia

    “A libertação é parte essencial da Bíblia”, explica o sacerdote católico sul-coreano, Augustine Ham Sei Ung. Mas, a fim de explicar isto, Gutiérrez afirma que “a história . . . precisa ser relida do ponto de vista dos pobres”.

    Assim, os teólogos da libertação afirmam que certos relatos bíblicos, tais como o da “libertação de Israel”, são ações políticas. “Deus . . . se revela através . . . dos ‘pobres’ e dos ‘pequeninos’”, afirma Gutiérrez. “Se a igreja deseja ser fiel a . . . Deus . . ., ela tem de conscientizar-se de baixo para cima, de entre os pobres do mundo.” Portanto, “o amor de Deus por seu povo”, arrazoam, “poderia ser manifesto politicamente” hoje em dia também.

    O que pensam os teólogos da libertação sobre a relação entre a Bíblia e a política? Leonardo Boff explicou que “a função da Bíblia não é ser um livro de inspiração de métodos políticos e de alternativas políticas; antes, a Bíblia é uma fonte de inspiração na busca de relacionamentos humanos mais justos”. Todavia, quais são os resultados da participação dos clérigos nas reformas sociais?

    A violência muitas vezes conduz à morte. Não se deve desperceber a realidade de que, durante séculos, o clero pôs e dispôs quanto à política do mundo. Alinhou-se com os reis da Terra e com ditadores, ou com as classes elitistas dominantes que esmagavam os pobres. Como resultado, ceifaram-se muitas vidas.

    Uma “Opção Pereferencial”?

    “Os modernos “movimentos de libertação” não constituem exceção. Eles, também, levam a muitas mortes. Como Gustavo Gutiérrez admite: “Hoje em dia, a fome e a exploração que se agravam, bem como o exílio e o encarceramento . . ., a tortura e a morte . . ., são o preço a ser pago por se ter rebelado contra uma opressão secular.”

    Assim, na realidade, nenhuma teologia humana consegue remover a angústia da humanidade. Enquanto existirem a ganância e o ódio, haverá necessidade de algo melhor. Mas existe uma opção melhor para os pobres? Sim, o ensino verdadeiro da Igreja católica e o amor de Cristo.

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  3. Sem dúvida, Emerson, a influência perniciosa da Teologia da Libertação em O Domingo e na Igreja do Brasil em geral, especialmente na CNBB, tem sido um grandíssimo problema. O pior de tudo é a dissimulação com que agem, o que lhes evita serem abertamente desmascarados. Mas isto é próprio de comunistas e hereges: têm medo da luz e agem na escuridão.

    Gostei bastante do texto que me enviastes.

    []s!

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  4. É lamentavel ver Padres coformistas e hipocritas que muitas vezes se embrenham nas varias formas de prostituição, pegar um microfone e falar mal da Teologia da Libertação.
    É acomodado e medroso, pois não tem coragem de enfrentar de frente os problemas do povo e muito menos enfrentar os poderosos em defesa dos pobres que são oprimidos neste país.
    É muito facil falar só do céu e da salvação pós-vida, enquanto a vida aqui na terra está se esvaindo e de forma rápida.Jesus Cristo chamou isso, muitas vezes, de Hipocrisia.
    A Santa Sé, precisa com urgencia, repensar a formação sacerdotal, caso contrario em pouco tempo, teremos uma enxurrada de padrecos se achando verdadeiros semi-deuses e oprimido mais e mais o povo.
    Por: José Dailton

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