sexta-feira, 30 de outubro de 2009

"Reflexões sobre '1984', de George Orwell" ou "Eu sou um Ideocriminoso"

Estes dias tive a oportunidade de ler o famoso livro "1984" (Trad. Wilson Velloso. 29 ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005), uma distopia (utoptia trágica) imaginada pelo britânico George Orwell  (foto) em 1949, sem dúvida um dos maiores teóricos políticos do século XX.  Assisti também ao filme baseado no livro, dirigido por Michael Radford, com John Hurt e Richard Burton.

Sem deter-me demais na narrativa, a história se passa em torno de três potências constantemente em guerra: Oceania (onde mora o protagonista, Wiston Smith), Eurásia e Lestásia, que correspondem a megablocos formados pelos países de nosso mundo. Oceania vive sob um regime socialista, o Ingsoc, ou Socialismo Inglês. Os pilares deste regime estão no seu próprio lema: "Guerra é Paz, Liberdade é Escravidão, Ignorância é Força"; pois o Partido precisa estar constantemente em Guerra com as outras potências para queimar a sua produção industrial - produção que não pode ser distribuída para os habitantes de Oceania, o que caracterizaria um regime capitalista, em que as pessoas poderiam ascender livremente e assim revoltar-se contra o Ingsoc (178-192) - e uma guerra interminável, que nem vai nem vem, geraria potências sempre intocáveis em si mesmas, fechadas às influências externas, quase o mesmo efeito de uma paz permanente - por isso "Guerra é Paz";  ao mesmo tempo, o Partido cerceia as liberdades dos indivíduos, escraviza-os, pois a verdadeira liberdade é a do sujeito coletivo, do Partido como um todo, e não a liberdade dos indivíduos - por isso "Liberdade é Escravidão"; e "Ignorância é Força" porque é preciso manter as pessoas na imbecilidade, para garantir a força do sujeito coletivo, do Partido: se o indivíduo pensasse poderia pensar contra o Ingsoc, e esse é o fim de todo regime...
É sobre este último ponto que gostaria de me deter. Com sua distopia, Orwell alerta, na verdade, contra uma nova fase de totalitarismo em curso nos dias atuais. Os totalitarismos baseados unicamente sobre a força pereceram porque não destruíram a maior força do homem: o pensamento, dom de Deus ao ser humano racional. A nova fase do totalitarismo, pois, visa justamente a isso: destruir o pensamento, cerceá-lo, tornar os homens um bando de imbecis a serviço da ideologia dominante. O comunismo percebeu isso a um momento e tentou empregá-lo por meio da Psicopolítica, como já afirmamos em outro texto; não teve tanto sucesso na URSS, mas no mundo como um todo a Psicopolítica está sempre em ação, segundo o programa do Marxismo Cultural. Aqui no Brasil, já comentamos antes, esta tem sido a principal linha de combate do Governo Lula.
Cercear o pensamento, pois, é a principal arma da nova fase do totalitarismo. Em "1984", Orwell indica vários meios pelos quais o Ingsoc detêm o pensamento. Um dos mais interessantes é a Novilíngua.
A Novilíngua é o idioma oficial de Oceania e do Ingsoc. É um idioma que reduz ao máximo a quantidade e o sentido das palavras, que agora passarão a ser de número e sentido rigidamente definidos; o objetivo é reduzir a capacidade de pensar ou de exprimir pensamentos contra a ideologia do Ingsoc, evitando o que, em Novilíngua, se chama crimidéia, o crime de idéia, pensar contra e fora da ideologia.
Um dos personages, Syme, explica a Wiston os objetivos da Novilíngua:
"Não vês que todo o objetivo da Novilíngua é estreitar a gama do pensamento? No fim, tornaremos a crimidéia literalmente impossível, porque não haverá palavras para expressá-la. Todos os conceitos necessários serão expressos exatamente por uma palavra, de sentido rigidamente definido, e cada significado subsidirário eliminado, esquecido. [...] Cada ano, menos e menos palavras, e a gama da consciência sempre uma pausa menor. Naturalmente, mesmo em nosso tempo, não há motivo nem desculpa para cometer uma crimidéia. É apenas uma questão de disciplina, controle da realidade. Mas no futuro não será preciso nem isso. A Revolução se completará quand oa língua for perfeita. Novilíngua é Ignsoc e Ingsoc é Novilíngua - agregou com uma espécie de satisfação mística. - Nunca te ocorreu, Wiston, que por volta do ano de 2050, o mais tardar, não viverá um único ser humano capaz de compreender esta nossa conversa?" (p.54)
E no Apêndice que Orwell escreveu sobre a Novilíngua, afirma:
"O objetivo da Novilíngua não era apenas oferecer um meio de expressão para a cosmovisão e para os hábitos mentais próprios dos devotos do Ignsoc, mas também impossibilitar outras formas de pensamento. O que se pretendia era que, tão logo a Novilíngua fosse adotada definitivamente e a Anticlíngua esquecida, qualquer pensamento herético, isto é, divergente dos princípios do Ingsoc, fosse literalmente impensável, ou pelo menos até o limite em que o pensamento depende de palavras. Seu vocabulário fora construído de modo a fornecer a expressão exata - e freqüentemente de um modo sutil - a cada significado que um membro do Partido quisesse expressar, excluindo os outros significados, bem como a possibilidade de chegar a eles por métodos indiretos. Isso era obtido em parte pela invenção de novas palavras, mas principalmente pela eliminação de palavras indesejáveis e pelo esvaziamento, das palavras restantes, de qualquer significado heterodoxo e, tanto quanto possível, de todos os significados secundários, quaisquer que fossem eles" (p.287-288).
E, se prestarem atenção, a Novilíngua está sendo inventada e imposta dia após dia. Cerceiam nosso penamento impondo-nos significados prontos, acabados, fabricados de acordo com as ideologias da Nova Ordem Mundial. Assim, uma palavra como "preconceito" perdeu completamente seu sentido original e é utilizada para atacar tudo quanto não esteja de acordo com o pensamento modernistóide dominante: falar contra o gayzismo e suas práticas anti-naturais é "preconceito" ou "homofobia"; não aceitar o crime do aborto é "preconceito  machista contra as mulheres"; criticar o MST é "preconceito capitalista"; e por aí vai. Tudo quanto se queira destruir de instante se acusa de ser um "preconceito"; aquele pensamento não tem razão de existir porque é um "preconceito", e muitas vezes é um conceito bem fundamentado, bem pensando e fruto de longa reflexão, cuja única razão de ser taxado de precoceito é não estar de acordo com a ideologia dominante: é uma crimidéia. Já falamos disso em outro texto.


E não só a palavra "preconceito": quando se cansam dela usam "discriminação". Tudo é "discriminação"; basta você não concordar com a onda modernista de hoje que, na verdade, está "discriminando": não concordar com a segragação das Cotas Universitárias do PT é "discriminar os negros"; não concordar com a institucionalização das uniões homossexuais, anti-naturais e anti-família, é "discriminação contra homossexuais" - e será que concordar com estas uniões poderia ser taxado de "discriminação contra a família"? Impensável na atual Novilíngua.

E quando se quer destruir o pensamento de alguém por este alguém ser católico as palavras usadas são sempre as mesmas: "visão religiosa, medieval, obscurantista"; assim, dizer que o aborto é crime é uma "visão religiosa, medieval, obscurantista", que não te mrazão de ser e deve ser rejeitada instantaneamente. As "Católicas" pelo Direito de Decidir e o PT disseram que a CPI do Aborto seria influenciada por um "preconceito [olhem ele aí de novo!] medieval, religioso e obscurantista". Sempre os mesmos chavões para caracterizar uma idéia contrária à onda de pensamento moderno - uma crimidéia, portanto.


A Novilíngua está a pleno vapor em nossos dias. Precaver-se contra ela é de vital importância. Como fazê-lo? Escrevendo, lendo bons livros e deixando as palavras bem vivas, com seus significados verdadeiros, distantes das ideologias da Novilíngua.

Mas não é só a Novilíngua o único modo de garantir a permanência do Partido Ingsoc em "1984". Há também o mecanismo do crimedeter:
"Crimedeter é a facauldade de deter, de paralisar, como por instinto, no limiar, qualquer pensamento perigoso. Inclui o poder de não perceber analogias, de não conseguir observar erros de lógica, de não compreender os argumentos mais simples e hostis ao Ingsoc, e de se aborrecer ou enojar por qualquer tentativa de pensamentos que possa tomar rumo herético. Crimedeter, em suma, significa estupidez protetora" (p.204).
Estupidez protetora é aquilo sobre o que outra vez escrevemos: imbecilização do homem para torná-lo uma marionete a serviço da ideologia. Se pensarem direito, verão que estamos sendo submetidos e estimulados a praticar o crimedeter todos os dias; os exemplos anteriores valem: não podemos criticar as paradas gays; é preconceito, é crimidéia, este pensamento deve ser detido - crimedeter; não podemos repudiar o aborto; é preconceito contra as mulheres, é crimidéia, deve ser detido - crimedeter. A estupidez protetora é tamanha que hoje se justifica o aborto com o argumento simplório de que "a mulher tem direito sobre o próprio corpo" e negar isto é crimidéia, deve ser praticado o crimedeter antes desta negação. Mas o argumento é ridículo e chega às raias da imbecilidade: a mulher pode ter direito sobre o próprio corpo, mas o corpo do bebê é o de outra pessoa, não o dela! Entretanto, como diz Orwell, crimedeter envolve "não conseguir observar erros de lógica": e então o PT - o nosso atual Ingsoc - pode afirmar que "a mulher tem direito sobre o próprio corpo" e o aborto seria plenamente aceitável, apesar do patente e cabal erro de lógica. O crimedeter ganha espaço todo dia, estimulado pelo Governo e pela cultura marxista e modernista dominante. Não aceitem o crimedeter! Pensem, pensem contra o Governo, contra a cultura marxista e modernista em voga; leiam, leiam e pensem; o controle de nossas mentes pelo marxismo e o modernismo cultural não pode ser permitido; não somos marionetes na mão do Governo e sabemos o valor da vida humana e da família - por isso pensamento (sim, pensamos!) contra o aborto e contra as uniões civis de homossexuais. Nada de crimedeter. Sejamos todos ideocriminosos diante desta cultura marxista-modernista atual.

Há também, na Oceania de "1984", um interessante órgão dedicado a reprimir o pensamento contrário ao Partido, reprimir as crimidéias e punir os ideocriminosos: é a Polícia do Pensamento. É exatamente o que o Governo do PT quer fazer com os brasileiros, impondo a chamada Lei da Mordaça Gay - já escrevemos sobre aqui -, que criminaliza qualquer pessoa que exprima opinião contrária às práticas homossexuais, às suas uniões civis, às paradas gays e todas as outras coisas que sabemos e não vale à pena falar. A Lei da Mordaça Gay que o PT quer aprovar é uma das mais expressivas provas de que a distopia de Orwell está  verdadeiramente em curso: é uma real Polícia do Pensamento, cerceando críticas à onda modernista que santifica as práticas homossexuais. Com a Lei da Mordaça Gay qualquer crítica às práticas homossexuais será realmente uma crimidéia, passível de punição criminal - não é uma real Polícia do Pensamento?


E esta Polícia já faz suas vítimas: o Julio Severo teve de sair do país por escrever contra as práticas homossexuais; (vejam aqui e aqui) a Dra. Rozangela Justino respondeu a processo e foi condenada a censura pública por tratar homossexuais que a procuravam voluntariamente e queriam curar-se de seu distúrbio (vejam aqui e aqui); na Paraíba, meu Estado, os gays só não prendem Dom Aldo Pagotto porque ele é o Arcebispo e a Igreja Católica ainda tem um pouco de prestígio nestas terras longínquas; mas eles já conseguiram, por meio de processo judicial, retirar outdoors que ressaltavam os valores da família e do casamento verdadeiro às vésperas de uma malfadada parada gay por estas bandas, um ato absurdo de censura - é a Polícia do Pensamento.  O Jorge Ferraz tem um título sugestivo para essa Polícia do Pensamento em específico: Gaystapo, em alusão  à Gestapo nazista.


Além disso, vale lembrar que houve época em que o Governo Lula quis criar um órgão estatal para controlar os jornalistas e mantê-los sob sua guarda; desnecessário, pois a Mídia está praticamente toda em suas mãos, mas o perigo seria cercear até a chamada "Mídia independente", como o Mídia Sem Máscara, o Notalatina e o Blog do Reinaldo Azevedo - era novamente a Polícia do Pensamento. Não nos deixemos controlar  por ela. Falemos, falemos, falemos: a Polícia do Pensamento só existirá se nos calarmos.

E depois ainda me perguntam: "por que você tem tanta raiva do PT e do Lula?" Os motivos de meu repúdio a este nosso Ingsoc - enquanto ainda posso pensar contra ele, enquanto aindat enho meu direito à crimidéia - são tantos que é difícil enumerar...

Um outro modo levado à cabo pelo Ingsoc para controlar as mentes e os pensamentos é a vigilância constante. O Grande Irmão - ou Big Brother, donde o nome do famoso reality show - vigia constantemente os habitantes de Oceania por meio das teletelas: aparelhos instalados em cada casa e em cada rua que, ao mesmo tempo que trasmitem uma programação destinada a promover lavagem cerebral em favor do Ingsoc, servem também como câmeras de vigilância sobre os habitantes; as teletelas nunca podem ser desligadas - na URSS o Partido Comunista empregava instrumentos semelhantes: caixas de som em cada casa que nunca podiam ser desligadas, trasnmitindo 24 horas por dia a programação do Governo. A vigilância constante do Big Brother - que em Oceania era expressa na sugestiva frase "O Grande Irmão Zela Por Ti" (foto), espalhada em cartazes - é, na verdade, referência à ingerência do Governo sobre a vida do indivíduo, cerceando sua liberdade onde não compete ao Estado. Ter vida privada, vida própria, longe dos olhos do Estado, era um crime em Oceania: em Novlíngua, era o crime de proprivida. Nós verificamos um pouco disso há alguns anos no Brasil, com o Estatuto do Desarmamento, pelo qual do Governo Lula quis retirar dos brasileiros o direito de defesa; era, em verdade, uma tentativa de desarmar o cidadão para melhor controlá-lo, para dar mais poder ao Governo; uma ingerência claríssima sobre a proprivida dos brasileiros.

Por fim, um dos mais interessantes meios de controle do Ingsoc em "1984" é, ao mesmo tempo, o pilar do Partido: o controle do passado. O Ingsoc está constantemente reescrevendo os livros e as notícias passadas em seu favor: possui um órgão só para isso, o Ministério da Verdade, onde trabalha o personagem principal, Wiston Smith. O Ministério da Verdade, dia após dia, muda estatísticas de jornais, altera notícias, diz uma coisa e logo depois o contrário, sempre da maneira que o Partido queira; e as pessoas são obrigadas a aceitá-lo, pois é o que está nos registros; se sua memória diz outra coisa, é porque estão loucas; o Passado é de um jeito só: do jeito que o Partido queira. "Quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado", é o ditado do Ingsoc (p.236).
"A realidade só existe no espírito, e em nenhuma outra parte. Não na mente do indivíduo, que pode se enganar, e que logo perece. Só na mente do Partido, que é coletivo e imortal. O que quer que o Partido afirme que é verdade, é verdade. É impossível ver a realidade exceto pelso olhos do Partido" (p.237), dirá um dos personagens a Wiston.
Por que o Partido reescreve o passado para controlar o futuro? Porque o passado é a nossa identidade. É no passado que estão as nossas tradições, nossos valores, transmitidos pelos nossos pais, avôs, gerações que vieram antes de nós, e que nos presentearam com a sua própria experiência para que não nos debatêssemos nas mesmas más situações que eles enfrentaram. A tradição é essencial para a vida do homem. Destruir a tradição de uma sociedade é destruir sua identidade; e destruir sua identidade é deixá-la fraca e expô-la ao controle de quem quer que seja. A crise moral do mundo moderno, esta grande degeneração, é, na verdade, uma crise de tradições: o Modernismo e o Marxismo Cultural estão destruindo todas as tradições, todos os valores que construíram nossa Civilização; estão destruindo o passado, e com ele nossa identidade. E alguém ainda pergunta porque tantos regimes totalitários e tantos crimes em nossa época?

Já escrevi uma vez sobre como o Governo do PT - o nosso Ingsoc (foto) - está numa guerra contra os valores morais e as tradições de nossa nação para destruir sua identidade, levar a sociedade brasileira ao caos e instaurar um regime comunista futuro. E é isso mesmo o que ocorre. No mundo inteiro. Destruição do passado, repúdio das tradições, caos, crise, imbecilização e manipulação dos homens.

Destruir o Cristianismo - como se isto fosse possível... - é um dos passos para tanto: é destruir  o próprio cimento, base ou alicerce da Civilização Ocidental. Por isso todos os grandes totalitaristas eram inimigos do Cristianismo: Hitler - que queria uma nova religião, do sangue e da raça -, Marx, Lenin, Stálin, Fidel, Chávez...

A reescritura do passado se verificou em enorme intensidade na Revolução Francesa e no advento da Idade Moderna. A história da Idade Média Cristã foi toda reescrita, cheia de mentiras e preconceitos, pelos iluministas e, posteriormente, pelos marxistas, para predispor os homens modernos contra o Cristianismo. Reescreveram, pois, o passado para controlar os homens.

É por isso que o Ignsoc controla o passado e o altera a seu bel-prazer: destruir o passado é destruir a identidade dos homens e das sociedades; e então o homem, sem tradição e valores, se torna um instrumento nas mãos de ideólogos e totalitários.

A moderna guerra contra as tradições e os valores morais precisa ser vencida pelo resgate destas mesmas tradições, pois são elas que nos dão significado e força. Só assim não seremos como o povo de Oceania: sem força, sem identidade, sem humanidade.

"1984", de George Orwell, é uma leitura prazerosa e indicadíssima. Ao mesmo tempo, é um assustador retrato de um futuro sem liberdade, sem pensamento, sem tradição e sem identidade para o qual podemos estar caminhando - os exemplos estão aí e são fartos; aqui trouxemos apenas alguns e bem atuais - se não fizermos exatamente o contrário do que nos pede o status quo marxista e modernista dominante. O livro é um alerta para nossa geração, como o foi para as gerações passadas.

*** 

Mais informações sobre George Orwell, "1984" e outros livros do autor podem ser encontradas aqui.

4 comentários:

  1. Li esse livro no original, assim como Animal Farm, umas duas vezes, na minha adolescência... me chocou muito... mas eu não consegui, na época, fazer a correlação com a realidade, tanto que acabei virando socialista anos mais tarde kkkkk... ...o Newspeak virou febre, se quiser ver, aqui tem um site com um dicionário de newspeak: http://www.newspeakdictionary.com/

    ResponderExcluir
  2. Ótima indicação, Maite!

    A propósito, vou começar a ler "A Revolução dos Bichos" em breve. Dizem que também é muito bom.

    Grande abraço!

    ResponderExcluir
  3. Muito bom o texto Taiguara. Já havia lido o livro e enxergado algumas das correlações com o governo brasileiro, mas creio que a tua lista de correlações foi muito além do que eu enxerguei na época. A revolução dos bichos é muito bom também, é como uma anedota do que aconteceu na URSS, e do que acontece em regimes totalitários. Parabéns pela análise.

    ResponderExcluir
  4. Obrigado, meu caro Glauco!

    Fico muito feliz que tenhas gostado do meu parco comentário sobre Orwell.

    Grande abraço!

    ResponderExcluir