segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Laboratório de Células-Tronco no Brasil. Só falta do Dr. Mengele...

O Brasil ganhou seu primeiro laboratório de produção de células-tronco. Foi inaugurado hoje (segunda-feira, 30/11), no Rio de Janeiro, na UFRJ. O laboratório produzirá tanto células-tronco adultas (as únicas que dão resultados e que são eticamente aceitáveis) quanto células-tronco embrionárias (cuja retirada implica na morte do embrião humano).
Para Roberto Lent, diretor o Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, o Brasil está bem posicionado quanto às células-tronco especialmente porque "foi possível elaborar uma lei favorável ao uso de células-tronco embrionárias humanas". Uma lei favorável ao genocídio de seres humanos, é o que quer dizer. Pois que o embrião é um ser humano é inegável: é um ser singularíssimo, com carga genética única e individual, que lhe traça todo o mapa da vida, um ser em pleno desenvolvimento e que, para as clínicas de fertilização e este laboratório, é apenas um material descartável que pode ser tratado como objeto de pesquisa e matéria-prima para a produção de órgãos em massa. Mas não é a primeira vez que seres humanos são tratados como objetos ou matéria-prima para algo: os nazistas não faziam sabão com a gordura dos presos em campos de concentração?
Mas este laboratório prova o que eu disse há um ano, na época em que se debatia no STF a constitucionalidade da Lei de Biossegurança - naquele julgamento lamentável e altamente manipulado -, durante uma tarde de debates sobre o tema: por que o Brasil insistiu em pesquisar células-tronco embrionárias se outros países já provaram que elas são ineficazes, possuem alta taxa de rejeição e provocam tumores graves? Por que não utilizar apenas as células-tronco adultas, eficazes, retiradas do próprio paciente, sem risco de rejeição, portanto, e eticamente aceitáveis por não violarem a vida de nenhum ser humano? A estas questões respondi: é a força do poder econômico, é o lobby financeiro, que não vê barreira moral à sua frente, nem a barreira da vida de um ser humano em seu estágio mais frágil. Indaguei se alguém nquele debate nunca tinha parado para imaginar quanto ganhariam as mega-empresas laboratoriais para fornecer toda a parafernália necessária a estas pesquisas; indaguei ainda se, com o seu poder tremendo, ninguém tinha parado para pensar em como estas empresas podem exercer um lobby tremendo em favor da tal Lei da Biossegurança (que deixa inseguros os embriões). Ou será que todo mundo tava mesmo acreditando na historinha boba do Governo de que é tudo pelo avanço da ciência e para a descoberta da cura dos pobres enfermos (que cura, se outras pesquisas já provaram que os embriões não podem fornecer células viáveis)?
Enfim, agora veio a resposta às minhas indagações ano passado: segundo a notícia de G1.com, "foram investidos R$ 4 milhões em equipamentos que vão produzir bilhões de células-tronco, com capacidade para abastecer uma rede de até 70 laboratórios e hospitais do país". E alguém ainda me diz que não houve lobby econômico para sustentar o insustentável, isto é, que estas pesquisas são viáveis? Quatro milhões de reais para toda a parafernália, que continuará sendo renovada e fornecida! E imaginem quantos laboratórios ainda serão fundados, sob os auspícios do Governo, ele próprio não tão preocupado com a moralidade...
Um laboratório genocida no Brasil, de outros que ainda virão. E um laboratório que gera muito, muito dinheiro. O Dr. Josef Mengele adoraria estar por aqui agora... Novamente teria um governo que apóia esperiências crassas com seres humanos como objetos e matéria-prima.

De volta!

Caríssimos leitores do Blog En Garde!,
Depois de algumas semanas repletas de ocupações, acho que agora - quando se avizinham as férias de fim de ano - vou poder voltar a escrever mais freqüentemente [e tranqüilo]. Vou tentar recuperar o tempo perdido e peço perdão aos leitores pela demorada ausência sem esclarecimento.

A propósito, gostaria de comunicar aos leitores uma nova disposição com relação ao Blog En Garde! A partir de agora estarei desvinculando do Blog a temática religiosa, que será veiculada no Blog Veritatis Splendor, onde também escrevo. Deixarei para o En Garde! apenas temas de Política, Direito e sobre as virtudes masculinas, como já vinha fazendo há algum tempo - motivo pelo que esta disposição não é nada nova. Entretanto, isso não significa que a religião estará excluída do Blog En Garde!: como os leitores bem sabem, sendo católico e tentando manter os olhos na Eternidade, este autor gosta de observar os acontecimentos políticos e tratar dos temas relativos a Direito ou às virtudes sob um ponto de vista bem, bem católico. Portanto, no fim das contas, o En Garde! não está realmente desvinculado da temática religiosa; apenas passarei a veicular pelo VS Blog os textos estritamente religiosos, mas ainda assim porei uma nota aqui sobre eles quando saírem lá.
Ou seja, é basciamente o que já vinha fazendo há uns dois meses, e que agora estou "oficializando", se é que assim podemos chamar...
Meu cordial abraço a todos e boa leitura!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O PT não sabe fazer política, só palanque

Acabei de assistir a uma sessão ordinária da Câmara dos Deputados, onde estava sendo discutido o reajuste dos aposentados. Os ânimos estavam elevados, especialmente porque vários respresentantes de aposentados e pensionistas conferiam a sessão da galeria no alto do Plenário.
Mas uma coisa ficou - outra vez - patente com essa Sessão, coisa que os comentadores políticos do país, como a Lúcia Hippolito, da CBN, já haviam notado há anos: o PT não sabe fazer política, só palanque. E o Deputado Henrique Fontana (PT/RS), o Líder do Governo na Câmar, deu um show - sim, um show mesmo! - de birra, molecagem e imaturidade. Vê-se que o Deputado não sabe - ainda, o que é de lamentar - a função de um Líder de Governo.
O Líder do Governo sabe que precisa convencer a todos no Plenário - seu objetivo é todos, não apenas uma maioria; deve procurar garantir todos para ter certeza de que garantirá a maioria - de que o projeto político do Governo é correto, plausível, razoável, benéfico. O Líder do Governo busca o consenso, não o impasse. Busca o acordo. Ele é a voz do Presidente na Câmara: lá ele deve esquecer o passado sindical, os "companheiros" e "camaradas" e buscar aliados até na oposição. Aliás, uma das funções mais essenciais do Líder do Governo é construir uma ponte entre o Presidente e a oposição.
O Deputado Henrique Fontana deu uma demonstração cabal de como não ser um Líder de Governo. Subiu à Tribuna e começou logo a execrar a oposição, taxar-lhes de tudo quanto de ruim o ambiente e o Presidente Michel Temer (PMDB/SP) permitiam-lhe taxar sem que fosse repreendido por falta de respeito. Agiu como num palanque: apontou o dedo, exaltou-se, criticou a oposição "que um dia esteve no Poder e não fez nada", quis indispor os aposentados e pensionistas e voltar o povo brasileiro contra os políticos da oposição com acusações do tipo "foram eles que não fizeram isso", "esses que hoje estão na oposição apresentam soluções fáceis" e coisas do tipo. Gritou, estrebuchou, suou e ficou vermelho.
Triste papel para um Líder de Governo. Triste papel. Não percebe que precisará também dos votos da oposição para aprovar o projeto do Presidente e por isso deve construir o consenso, e não a discórdia?
Mas o Deputado Henrique Fontana apenas foi fiel ao método de fazer política do PT: não faz. O PT não sabe fazer política, só palanque. Sabe gritar, sabe pular, sabe criticar à vontade. Enfim, no PT existem sindicalistas, revolucionários, auto-falantes humanos. Mas não políticos. Nem Líderes de Governo.
Nem Presidentes.
E quem não lembra quando Lula, em 2005, pensando que ainda era apenas um político, esquecendo-se de que agora era o Chefe do Estado, ao criticar o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, disse que caiu em suas mãos uma denúncia contra o Governo passado que ele deliberadamente, por alguma consideração, decidiu não investigar. Isso num palanque antes da eleição é um bom artifício. Mas num discurso presidencial, isso é crime de responsabilidade: o Presidente é obrigado a ordenar investigação dos esquemas de corrupção de que tome conhecimento.
Mas Lula não notara que já era Presidente. Continuava sindicalista: gritando, engasgando e suando.
E, após oito anos no poder, o PT ainda não notou que é o Partido do Governo. O Deputado Henrique Fontana deu exemplo claro disso hoje, na Câmara.
Mas não posso deixar de dizer que foi bastante prazeroso ouvir os aposentados dando boas vaias no Governo. Ah, sim, foi! ;-)

domingo, 1 de novembro de 2009

Declaração de Praga - Manifesto Internacional contra o Comunismo

Acabo de anunciar no Blog VS uma importante Declaração: a Declaração de Praga, um manifesto internacional contra o Comunismo, pedindo a condenaçã odos crimes comunistas e o repúdio do comunismo como ideologia assassina e desumana, tal como foi feito com o nazismo. Os líderes do movimento são vítimas da perseguição comunista no Leste Europeu, especialmente da República Tcheca, donde surge a Declaração.
Quem queira mais detalhes, lei minha postagem no VS Blog (AQUI).
A Declaração de Praga foi traduzida por completo pela jornalista Graça Salgueiro e publicada em seu ótimo Blog, o Notalatina. Para lê-la, CLIQUE AQUI.
Enfim, peço a assaintura e o apoio de todos a este importante manifesto. Basta assinar no site da Declaração (AQUI).

"Que aprendemos com os Santos?" - no VS Blog

Acabo de publicar um texto com referência a este grande dia que hoje a Igreja comemora, o Dia de Todos os Santos.
Que aprendemos com os Santos? Aliás: estamos aprendendo algo com eles ou tratando-lhes como meros enfeites de prateleira?
O texto está neste link.
Abaixo, um trecho:
Dia de Todos os Santos, grande e antiga festa litúrgica da Santa Igreja, onde a Igreja Militante, os cristãos que caminham neste mundo, olham para a Igreja Triunfante, os Santos e Santas de Deus, que já estão em comunhão com Cristo e já se deliciam com a sua glória. Rogamos sua intercessão para que possamos, como eles, vencer as tentações e insídias do Demônio e caminharmos na fidelidade a Cristo e Seu Reino.
Que nos ensinam os Santos? Os santos são modelos morais, para os quais podemos olhar e fundamentar nossa conduta; a Igreja os coloca como exemplos de vida cristã e de fidelidade ao Reino (cf. Catecismo da Igreja Católica, n.2030).
Tempos difíceis, os nossos. Que nos ensinam os Santos, com sua vida, para o católico destes dias turbulentos?

Tantas coisas!

Olhemos para São Thomas More. Exemplo de fidelidade irrestrita a Deus e à Igreja; diante da tentação do Rei Henrique VIII, preferiu ser decapitado a afastar-se da Cátedra de Pedro, do Santo Padre, o Papa. Que nos ensina São Thomas More? Que o mundo, a política, as leis humanas, o poder, as riquezas, tudo isso é passageiro e efêmero; a única coisa que não passa é o Reino de Cristo, iniciado nesse mundo na Santa Igreja por Nosso Senhor fundada. E, portanto, se dia após dia somos postos contra a parede entre a Igreja de Cristo e a Anti-Igreja do mundo, não devemos ter dúvidas sobre nossa escolha: a Cristo, Sua Igreja, o Papa, ainda que nos metam um machado no pescoço por nossa fidelidade. Melhor perder a cabeça que perder a alma. O mesmo nos ensinaram os mártires do México, os Cristeros, amantes e valororos guerreiros de Cristo Rei: "Viva Cristo Rey e fuego!".