quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Comissão da "Verdade" e revisão da Lei da Anistia: Crise no Governo?

Saiu n'O Globo: "Decreto que cria Programa Nacional de Direitos Humanos abre crise entre ministros". Trata-se dos Ministros Paulo Vannuchi, da Secretaria de Direitos Humanos, e Nelson Jobim, do Ministério da Defesa. Segundo a notícia, o Decreto assinado por Lula previa a investigação dos crimes dos militares no período da Ditadura; em contrapartida, nada prevê sobre os crimes dos terroristas e guerrilheiros comunistas, muitos dos quais estão no próprio Governo Lula - a própria Dilma Rousseff, candidata à sucessão de Lula próximo ano (e que se elegerá facinho, facinho) era uma terrorista e assaltante de bancos.
O teor do Decreto teria provocado o repúdio de Jobim e dos comandantes da Aeronáutica, do Exército e da Marinha, que entregaram carta de demissão ao Presidente em protesto. Lula recuou e "tranqüilizou" o Ministro e os comandantes, dizendo que vai rever o decreto...
Cozinhando, cozinhando... O Presidente não vai rever coisa nenhuma; isso aí já está muito bem traçado: o objetivo é isentar terroristas comunistas - como a Sra. Dilma e o Ministro Vannuchi, protetor das FARC - e meter a cacetada nos militares, por crimes contra a humanidade (e terrorismo não é crime contra a humanidade? Explodir bombas em locais públicos, matando e descepando civis inocentos, como fizeram vários petistas e demais delinqüentes comunistas, não e´um crime contra a dignidade humana?).
O Ministro Vannuchi quer criar esta "Comissão da Verdade"...
"Verdade"...
Que verdade? Uma verdade pela metade?
Porque o Ministro e o Presidente Lula só querem investigar os militares. Por que não investigam o outro lado também, meus senhores? Por que vocês não investigam os guerrilheiros e terroristas comunistas, Sr. Luiz Inácio, Sr. Vannuchi?
Simples: investigar estes daí é investigar eles mesmos, que à época praticaram estes crimes de terrorismo. É investigar a Sra. Dilma, que é sua candidata à Presidente próximo ano.
Comissão da "Verdade"? Verdade coisa nenhuma!
Comissão da Mentira! Da Enganação! Da Dissimulação! Da Empulhação!
Se é para ser Comissão da Verdade, abram tudo, abram todos os arquivos! Abram os seus arquivos, meus senhores! Mostrem sua cara, mostrem o terrorismo que todos sabemos que vocês praticaram na época!
Se é para ser "da Verdade", então que investiguem tudo: militares e terroristas comunistas - inclusive a Sra. Dilma! Tudo!
A Verdade não existe pela metade, meus senhores! Em canto nenhum desse mundo! Verdade pela metade é mentira, é enganação, é falsidade criminosa e inaceitável! E é isso que vocês querem fazer o povo brasileiro engolir com essa conversinha tosca de "revisão da Lei da Anistia", "investigação dos crimes" e "Comissão da Verdade"!
Abram os arquivos, meus senhores: mas abram TODOS os arquivos!

Geoglifos no Acre: Os índios eram civilizados e desmatavam!

Saiu no G1 que uma equipe de arqueólogos liderados pelo cientista Alceu Ranzi descobriu geoglifos na Amazônia semelhantes àqueles de Nazca e do Atacama. "Os últimos desenhos foram encontrados nas proximidades da cidade de Boca do Acre, no Amazonas. São cinco conjuntos de formas geométricas, com círculos, quadrados e linhas, que chegam a medir mais de um quilômetro de um extremo ao outro", diz a notícia. Com estes são cerca de 300 os geoglifos descobertos no Acre e no Amazonas (foto); as descobertas vêm acontecendo desde 1970.
O interessante disso tudo é que se desfere um golpe violento nos missionários comunistas e nos ecologistas radicais que espalham aqueles mitos do "bom selvagem" protetor da selva, que não toca em nada e sai atirando flechas no invasor branco destruidor de matas. Não, os índios não eram um bando de bobocões panteístas e comunistóides que não tocavam na mata para nada como querem os ecologistas radicais e os missionários comunistas, para usá-los como antagonistas da nossa sociedade "consumista", "destruidora" e do "capitalismo selvagem". Os geoglifos do Acre provam que ali havia grandes civilizações, índios inteligentes, desenvolvidos, urbanizados, capazes de grandes obras - como estes geoglifos - e que tocavam, sim, nas florestas. "Até agora, não se sabe exatamente para que serviam, mas dão a pista de que ali, no meio da floresta, poderiam existir civilizações mais complexas e numerosas do que se imagina. Para desenhar geoglifos, eles tinham que ter conhecimentos de geometria e serem capazes de realizar grandes obras", afirma a notícia de G1.
Vale lembrar que ano passado saiu na Science - coforme dá nota a Revista Catolicismo de Outubro de 2008 - que "os índios do Alto Xingu fundaram cidades com as da primitiva Grécia ou da Idade Média. Possuíam muros, praças e centros cerimoniais. Seus habitantes desmatavam, construíam canais, criavam tartarugas em tanques, pescavam em larga escala e trabalhavam a terra sistematicamente em roças e pomares. [...] Para o antropólogo Heckenberger, chefe do estudo, a 'floresta tropical virgem' foi, em verdade, modelada pela ação humana". E então conclui o articulista de Catolicismo: "Esses fatos desmentem falsos mitos inventados pelo missionarismo comuno-progressista e pelo ecologismo radical sobre a intocabilidade da floresta e aversão dos índios à civilização" (p.13).
Portanto, chega daquela balela comunista de que os índios são um exemplo a ser seguido pela nossa "sociedade selvagem", do "agronegócio predador" que "destrói as matas e polui os rios" e todo aquele blá-blá-blá que conhecemos. Os índios eram urbanizados, sim, e tocavam na floresta; desmatavam e modificavam o lugar para os seus fins. O homem é senhor da natureza e não o contrário. Os geoglifos do Acre mostram civilizações grandiosas, desenvolvidas, e não um bando de aluados panteístas como querem nos fazer acreditar os missionários comunistas e os ecologistas radicais, num desrespeito e insulto à própria inteligência dos índios, que eles querem segregar em reservas num autêntico apartheid racial.
Outra coisa que ressalta a notícia é que os geoglifos em questão só podem ter sido feitos num ambiente onde não havia florestas: "Tanto no Acre quanto no Amazonas, as marcas só foram descobertas por causa do desmatamento, que 'limpou' o terreno e tornou os desenhos visíveis. Como as estruturas são profundas – os sulcos chegam a ter 12 metros de largura e quatro de profundidade -, acredita-se que ali, pelo menos sobre os geoglifos, houve um período em que não havia floresta. 'Será que era realmente floresta [quando se construiu os desenhos] ou eles ocuparam essa área em um momento de crise climática, como essa de 2005?', conjectura Ranzi".
E disso tiramos duas possibilidades, que vão de encontro aos chavões modernos tão divulgados mídia afora:
1) os índios desmataram para gravar seus desenhos no solo, o que mais uma vez contraria o mito do "bom selvagem" ecologista e panteísta que não toca na floresta para nada;
2) os desenhos foram gravados lá num momento de crise climática que foi capaz de deixar a Amazônia sem árvores; e isto, por sua vez, vai de encontro ao catastofrismo moderno que vê no Aquecimento Global o fim do mundo e a punição a todas os pecados dessa "sociedade industrial e consumista"; este dado prova o que sempre soubemos: que crises climáticas sempre existiram na história da humanidade e esta de agora não será nem a primeira, nem a última; e mais: os índios sobreviveram àquela crise climática em condições bem menos favoráveis que nós - em termos de teconologia, p. ex.; ou seja, é hora de derrubar-se esta farsa do Aquecimento Global (a propósito, aconselho a leitura DESTE ARTIGO do Olavo de Carvalho), cujo único objetivo e criar um alarde catastrofista para a instauração do autoritarismo no mundo inteiro.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sua Santidade, o Papa Bento XVI: Na sociedade, o mal banaliza-se e o bem não é notícia.

[Traduzo abaixo um trecho do Discurso de Sua Santidade, o Papa Bento XVI, ontem (terça-feira, 08/12), no Ato de veneração a Nossa Senora na Praça de Espanha (Roma) por ocasião da Solenidade da Imaculada Conceição. Neste discurso, de profunda relevância política, Sua Santidade condena a perniciosidade dos mas media, que banalizam o mal e utilizam as pessoas como matéria-prima explorada até a última gota de sangue nas páginas dos jornais. E sabemos como isso é verdade, como o mal, a violência, o ódio é matéria rentável, como a Mídia - constantemente levada por ideologias e modismos - utiliza justamente a maldade como linha mestra de suas notícias e reportagens. Sua Santidade condena esta atitude, que não leva a nada. Condena que a Mídia, numa busca desesperada por audiência, passe por cima do respeito devido ao ser humano, utilize-se de sua dor, aproveita-se de seu sofrimento, esquecendo que toda aquela dor é a dor de um homem, não de um animal: o Papa chama isto de "mecanismo perverso". E, realmente, a indústria midiática tem sido uma indústria do ódio, da banalização do mal. A audiência é só o que vale. Mas Sua Santidade, ao lado desta dura condenação que faz ao uso do homem como se fosse objeto de troca ou matéria-prima, exalta aqueles que, silenciosamente, seguem a lei evangélica do amor e não são notícia. Este discurso do Papa Bento XVI tem uma profunda relevância política. O Papa não só condenou a indústria midiática do ódio, da banalização do mal, não só condenou uma Mídia profundamente ideológica, mascarada, que manipula informações e opiniões como se fosse fantoches, uma Mídia levada por modismos e pela cultura da morte; Sua Santidade lembra-nos também que a dignidade humana tem o seu lugar irrevogável na vida da sociedade, que este lugar não pode ser esquecido nem apagado por quem quer que seja: o homem tem o seu valor, o seu grande valor, apesar de tudo, apesar das ideologias, apesar da indústria midiática, apesar do que quer que seja, o homem tem o seu valor. E mais: Bento XVI põe em relevo novamente a lei evangélica, que, nas suas palavras, "impulsiona o mundo"; nuam sociedade laicista que cada vez mais rejeita a Deus, esquece o seu lugar e não aceita que Cristo reine sobre si, o Papa vem-nos relembrar: é a lei evangélica do amor que impulsiona o mundo; não é uma falsa noção de progresso, não são as ideologias estéreis, não são os modismos; é a lei evangélica que impulsiona o mundo. Trazendo isto à tona, mais uma vez, Bento XVI contraria a corrente laicista moderna que vê Deus como uma figura descartável, corrente para a qual Cristo é um escândalo, a Cruz é uma loucura. Não, diz o Papa: é a lei evangélica que impulsiona o mundo; ela tem o seu lugar não só nos nossos corações e na nossa vida privada, mas no seio da sociedade inteira; é ela que faz tudo seguir adiante.]

O que dizer de Maria para a sociedade? O que sua presença nos recorda a todos? Recorda-nos que "onde abundou o pecado, superabundou a graça" (Rom 5,20) - como escreve o Apóstolo Paulo. Ela é a Imaculada Mãe que repete aos homens do nosso tempo: não tenha medo, Jesus venceu o mal; Ele venceu o pecado, liberando-nos de seu domínio [l’ha vinto alla radice, liberandoci dal suo dominio].
Como precisamos desta boa nova! Todos os dias, de fato, através de jornais, televisão, rádio, o mal é dito, repetido, amplificado, habituando-nos às coisas mais horríveis, tornando-nos insensíveis e, ainda, intoxicando-nos, porque o negativo não é totalmente eliminado e dia a dia se acumula. Endurece o coração e escurece o pensamento. É por isso que a sociedade precisa de Maria, que por sua presença fala de Deus, nos lembra da vitória da graça sobre o pecado, e nos traz esperança, mesmo na situação humana mais difícil.
Na cidade vivem - ou sobrevivem - pessoas invisíveis, que ocasionalmente saltam na primeira página ou na televisão, e são explorados até a última, até que a imagem e as notícias atraiam muita audiência. É um mecanismo perverso, que infelizmente é difícil de resistir. A sociedade primeiro esconde e depois expõe ao público. Sem piedade, ou com uma falsa piedade. Ao invés, cada homem tem o desejo de ser aceito como pessoa e considerado uma realidade sagrada, porque toda a história humana é uma história sagrada, e exige o maior respeito.
A sociedade, queridos irmãos e irmãs, somos todos nós! Cada um contribui para a sua vida e seu clima moral, para o bem ou o mal. No coração de todos nós há uma  fronteira entre o bem e o mal [Nel cuore di ognuno di noi passa il confine tra il bene e il male], e nenhum de nós deve sentir-se no direito de julgar os outros, mas todos devem sentir o dever de melhorar a si mesmos! Os mass media tendem a fazer-nos sentir-se mais “espectadores”, como se o mal estivesse apenas nos outros, e certas coisas nunca pudessem nos acontecer. Em vez disso todos nós somos “atores" e, para o bem ou para o mal, o nosso comportamento tem uma influência sobre os outros.
Muitas vezes se queixam da poluição do ar, que em alguns lugares da cidade é sufocante. É verdade que precisamos do compromisso de todos os níveis, para limpar a cidade. No entanto, há outras poluições, menos perceptíveis aos sentidos, mas igualmente perigosas. É a poluição do espírito; é o que torna nossos rostos menos sorridentes, mais sombrios, que nos leva a não nos cumprimentar-nos, a não olharmos nos olhos do outro... A cidade é feita de rostos, mas, infelizmente, a dinâmica coletiva pode nos faz perder a percepção da sua profundidade. Vemos tudo na superfície. As pessoas se tornam corpos, e estes organismos perdem suas almas, eles se tornam coisas, objetos sem rosto, de troca e de consumo.
Maria Imaculada, ajuda-nos a redescobrir e defender a profundidade das pessoas, porque nela existe uma perfeita transparência da alma no corpo. É a pureza em pessoa, no sentido de que espírito, alma e corpo estão nela totalmente coerentes em si e com a vontade de Deus, Nossa Senhora nos ensina a nos abrir à ação de Deus, para ver os outros como Ele: a partir do coração. E para assisti-los com misericórdia, com amor, com ternura infinita, especialmente aqueles mais sozinhos, desprezados, explorados. "Onde abundou o pecado, superabundou a graça".
Eu quero publicamente prestar homenagem a todos aqueles que, em silêncio, não em palavras mas em ações, se esforçam para praticar a lei evangélica do amor, que impulsiona o mundo. Há muitos, mesmo aqui em Roma, e raramente são notícia. Homens e mulheres de todas as idades que têm entendido que não vale condenar, reclamar, lamentar-se, mas vale mais responder ao mal com o bem. Isso muda as coisas, ou melhor, mudar as pessoas e, conseqüentemente, melhora a sociedade.
Bento XVI, Discurso no Ato Solene de Veneração à Virgem Maria (08 de Dezembro de 2009)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Lula é Dr. Jekyll!

"Quem é, realmente, Lula da Silva? Um revolucionário terceiro-mundista empenhado em destruir o primeiro mundo e substituí-lo com um planeta socialista regido por líderes briguentos da ala coletivista, como sonham Hugo Chávez e outros delirantes baderneiros dessa família política, ou um social-democrata moderado, dedicado ao desenvolvimento de uma economia de mercado, semelhante à que impera nas 30 nações mais ricas e felizes da Terra?"
É esta a questão que se propõe a responder Carlos Alberto Montaner num interessante artigo intitulado O estranho caso de Dr. Lula e Mr. Chavez (AQUI). Indico bastante a leitura que não deixa de ser divertido diante das peripécias de nosso Presidente. ;)

Congresso votou contra retorno de Zelaya - Interessantes declarações de deputados.

Já é sabido que o Congresso Hondurenho votou contra o retorno de Zelaya ao Governo de Honduras. Isto não vou comentar, porque já era esperado. Em outros textos já escrevemos sobre como o "golpe" em Honduras foi forjado (AQUI e AQUI). Felizmente deu tudo errado para os caudilhos comunistas!
Traduzo abaixo algumas declarações interessantes colhidas por UnoAmerica dos deputados que votaram contra o retorno de Zelaya, vencendo por uma esmagadora maioria:
"'Em Honduras não aceitamos que venha um Chavez ou qualquer outro tirano a dar-nos ordens', alegou um deputado. Ao mesmo tempo, seu companheiro Pompeyo Bonilla indicou: 'Voltar atrás representaria um perigo maior, seria aceitar o mandato de Governo de países que não são um exemplo a imitar e que sçao liderados por um golpista frustrado convertido em um ditador democrático eleitoreiro'. Outro representante afirmou: 'a OEA [Organização dos Estados Americanos] é um organismo manipulado por Chavez e p[elo Presidente do Brasil, Luís Inácio] Lula [da Silva] e por outros que pretendem dar-nos lições de democracia quando eles nunca as praticaram'. E outro: 'Esta terra não é de Chavez, nem de Fidel: é nossa'. Outra deputada: 'Que não nos ponham uma mordaça como na Venezuela'. Seu companheiro, Arnaldo Jesús Miranda advertiu: 'Este país, com este Governo, assessorado por Hugo Chavez e os socialistas e comunistas do mundo, se converteu em aeroportos e pistas en cada canto onde pousam aviões carregados de droga'".
Que exemplo de coragem nos dá Honduras! E Lula, murcho...


Chavez quer uma desculpa para a guerra...

Obviamente o acordo não é a besta fera que pinta Chavez. Ele é a conseqüência natural do Plano Colômbia, com o qual os Estados Unidos vêm ajudando a Colômbia na luta contra o narcotráfico e os grupo de revolucionários marxistas das FARC. "Ajudado pelos recursos dos EUA, o presidente colombiano, Alvaro Uribe, tem enfrentado as guerrilhas das Farc, que foram confinadas a selvas remotas e montanhas. A violência e os atentados diminuíram drasticamente, e o investimento externo aumentou", informa O Globo. Nada muda no número de militares e de equipamentos. Aliás, ao contrário do que apregoa Chavez, não serão instaladas bases militares dos EUA na Colômbia; as bases continuam a ser da Colômbia e serão utilizadas como pólos estratégicos da parceria com os EUA já consumada pelo Plano Colômbia. Tudo continuará sendo decidido pela Colômbia e atividade militar americana será acordada de forma aberta, em conjunto com o  Congresso Americano (veja AQUI o que disse o general Fraser, chefe do Comando Sul das forças americanas). Um acordo deste tipo era uma conseqüência natural  já esperada do estreitamento de relações entre EUA e Colômbia na esteira da luta contra o narcotráfico, seara em que a Colômbia tem uma posição estratégica central.
Mas Chavez continua, contra os fatos, apregoando que este acordo é um plano de guerra contra a América Latina, um plano de invasão. Já o dissera em agosto na III Reunião Ordinária dos Chefes dos Estados da UNASUL - a nossa URSS encubada.
Não, Chavez não é paranóico.
Este expediente é comum entre os esquerdistas. Fomentar a guerra e a inimizade contra um outro país é essencial para a diáletica marxista, baseada justamente nisso: a luta de classes. Usar a guerra para elevar os ânimos populares, conquistar apoio patriótico, declarar estado de guerra e cercear liberdades civis - o que já existe na Venezuela -, tudo isso é expediente comum de um governo comunista. Não esqueçamos que para justificar a invasão da Polônia e da Finlândia - após dividir a Europa num acordo com Hitler - a URSS dizia estar lutando contra o "fascismo polonês" e o "fascismo finlandês", o que hoje sabemos ter sido uma mentira deslavada. E tudo isso ainda desviou a atenção dos campos de concentração que eram mantidos para extermínio de pessoas dentro da URSS - não estranhem se Chavez quiser um desvio de atenção do que ele faz contra o seu povo.
Chavez quer o mesmo: guerra, para os mesmos fins que quiseram seus antepassados soviéticos. O caudilho é um perigo para a paz na América Latina.
É por isso que Alejandro Peña Esclusa, Presidente de UnoAmerica e um dos observadores internacionais das eleições de Honduras, declarou, logo ao fim daquelas eleições, que "na Venezuela se implemente o mesmo esquema eleitoral utilizado para os hondurenhos: voto manual, contagem total dos votos, autoridades eleitorais independentes e padrão eleitoral acessível a todos os partidos" (AQUI). Essa seria a única saída para livrar a Venezuela das mãos deste caudilho totalitário que vence às custas de fraudes e subversões. O mesmo Penã criticou recentemente Chavez "por seus vínculos com as FARC e por querer provocar uma guerra absurda entre Colômbia e Venezuela. O dirigente venezuelano deixa muito claro que o inimigo da Venezuela é a narcoguerrilha e não o governo colombiano" (AQUI).
Desnecessário dizer que concordo integralmente. A guerra que Chavez quer provocar com a Colômbia não só é absurda e sem sentido, como poderíamos dizer que é Chavez, na verdade, quem possui um plano para dominação da América Latina, por meio das narcoguerrilhas, do estímulo ao caudilhismo e, agora, do expediente muito utilizado por esquerdistas do mundo inteiro: a guerra e o fomento à inimizade e ao ódio.
O Presidente eleito do Uruguai, José Mujica, em encontro com o Vice-Presidente colombiano, Francisco Santos, já se ofereceu para atuar como mediador entre Colômbia e Venezuela. Na ocasião, Santos declarou que a Colômbia possui uma irrevogável vocação pacifista e que sempre esteve aberta ao diálogo, além de condenar o ilegal embargo econômico imposto pela Venezuela à Colômbia, que, apesar de tudo, tem trazido benefícios; ainda "expressou ao Presidente eleito sua preocupação pela linguagem ofensiva utilizada pelo mandatário venezuelano contra a Colômbia, pois 'em nosso continente não há precedente algum do uso deste tipo de linguagem".
Rezemos pela Colômbia e Venezuela, caríssimos. O que menos precisamos é uma guerra na América Latina. Mas é o que mais precisam os marxistas...

Fraude nas Eleições Bolivianas - Onde está o Governo Brasileiro, neste caso?

A Unión de Organizaciones Democráticas de América, UnoAmerica, denunciou fraudes nas eleições bolivianas que reelegeram o aspirante a Chavez e Stálin, Evo Morales. "Na Bolívia, se levou a cabo uma massiva fraude eleitoral, cujo propósito é legitimar neste país um modelo totalitário, desenhado em Cuba e financiado desde a Venezuela", denuncia a organização em sua página.
UnoAmerica identificou, entre outras atitudes absurdas do Governo Morales, a perseguição judicial contra o principal candidato da oposição, Manfred Reyes Villa; impedimento de fazer campanha ao principal candidato a vice-presidente, Leopoldo Fernandéz, que está preso há mais de um ano, sem julgamento ou condenação; violência política contra os adversários pelos grupos de choque do Governo; violações do voto secreto sob a máscara de "voto comunitário", entre outros absurdos dignos de caudilhos e que são enumerados na página de UnoAmerica.
"Estas irregularidades e delitos eleitorais põem em dúvida não só a validez dos resultados, como também os supostos 63% de respaldo popular a Evo Morales; cifra que está sendo manipulada pelo oficialismo para justificar mudanças drásticas e permanentes no sistema político boliviano", afirma a organização.
UnoAmerica convocou os governos democráticos da América Latina a se oporem à fraude eleitoral na Bolívia, cujo único objetivo é propagar um projeto chavista de totalitarismo, cujas únicas vítimas são o povo pobre e sofrido da Bolívia, cerceados em suas liberdades legítimas.
Onde está Lula, num caso como este? Condenará o Governo Brasileiro a fraude em Bolívia com o mesmo vigor que condenou o malfadado e forjado "golpe" em Honduras? Oferecerá proteçao aos perseguidos por Evo Morales da mesma maneira que ofereceu asilo ao caudilho Zelaya?
Não somos inocentes de achar que Lula fará alguma coisa. Óbvio que ficará caladinho, caladinho. Porque Lula quer fazer o mesmo no Brasil. Lula quer que Dilma ganhe para levar à cabo o mesmo projeto comunista. Lula torce para fazer aqui o que Chavez fez na Venezuela, o que Morales está fazendo na Bolívia e o que Zelaya queria fazer em Honduras.
Óbvio que Lula vai ficar calado, calado, fazendo vista grossa, como se nada estivesse acontecendo. Lula é cúmplice dos totalitários, amigo de ditadores como Fidel e de terroristas como Ahmadinejad - aliás, este também está no poder de forma fraudulenta, às custas de muito sangue, e foi recebido pelo nosso Presidente de braços abertos.
Lula vai ficar quietinho, quietinho. Para que vejamos, sempre com maior clareza, nas mãos de quem o Brasil está. E das mãos de quem ele deve ser retirado URGENTEMENTE.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Até macaco "é" gente. Mas o embrião e o nascituro não são.

A história é antiga, mas até hoje causa polêmica nos meios jurídicos e nas faculdades de Direito. Hoje o Professor de Direito Constitucional tocou no assunto durante a aula.
Trata-se do esquisitíssimo habeas corpus para uma macaca de Salvador (um habeas macacus?). "Em 2005, uma fêmea de chimpanzé chamada Suíça, do Jardim Zoológico de Salvador, foi considerada um 'sujeito de direitos' pelo juiz Edmundo Cruz. Suíça acabara de perder o companheiro de cativeiro. Solitária, afundara numa depressão forte. Vendo o estado lastimável da macaca, o promotor Heron José de Santana, especialista em Direito Ambiental e professor da Universidade Federal da Bahia, entrou com um pedido de habeas corpus em seu nome. Santana queria que ela fosse transferida o mais rápido possível para um dos três santuários brasileiros", relatou a Revista Época.

A coisa é surreal. Hilária. Um delírio. Uma macaca ser considerada sujeito de direito, pessoa, gente, com direito a habeas corpus e uso do princípio constitucional da dignidade humana. O argumento? Os chimpanzés teriam 99 % de sua carga genética igual à dos homens. Além disso, conforme a mesma matéria de Época, "na sentença, proferida depois da morte [da macaca], o juiz escreveu que o direito 'não é estático, e sim sujeito a constantes mutações, em que novas decisões têm de se adaptar aos tempos hodiernos'. O caso tornou-se referência internacional. Para reivindicar os direitos [da macaca de nome] Suíça, o promotor, hoje presidente do Instituto Abolicionista Animal, usou argumentos surpreendentes. 'Estamos falando de conceder direito a um grupo, como já foi feito com as mulheres e com os escravos', afirma Santana. 'Queremos garantir a liberdade desses nossos primos: o primeiro passo de uma luta para incluir as demais espécies da fauna'".
A falácia é absurda. Tremenda. Coisa destes nossos tristes tempos modernos. O STJ rejeitou-a em outros casos.
Primeiro, comparar um habeas corpus de macacos com o reconhecimento dos direitos das mulheres e dos escravos é uma coisa de tal maneira descarada que eu fico boquiaberto. Mulheres e escravos era patente que eram gente! E mais: direitos de mulheres, libertação dos escravos, eram reivindicações antigas. A Igreja exigiu o fim da escravidão no Império Romano e continuou a exigí-lo na Idade Moderna, para índios e negros. Quanto às mulheres, ela foi a primeira a exigir a proibição do aborto para evitar os assassínios arbitrários de meninas por famílias que desejavam homens. Enfim, há uma longa tradição destas reivindicações. Mas de macacos? Além de que, como disse, mulheres e escravos era patente serem gente! Mas um macaco?
E essa história de confundir a essência ontológica das coisas com a carga genética é absurda. Macaco é macaco, homem é homem. Isso é patente, visível. Só mentes confusas e olhares ofuscados pela irracionalidade diriam o contrário. Além disso, mesmos para os paladinos do geneticização de tudo, se o chimpanzé tem 99%, resta-nos 1% que nos classifica como homens, e não como macacos.
Enfim, dizer que o direito evolui para justificar uma sandice dessas é de um descaramento tamanho que dó nos ossos. Que evolução é essa? Evolui o direito para considerar macacos como gente e proteger tartaruguinhas desde os avos, mas também para permitir aborto de crianças e o fabricação em massa de embriões humanos como se fossem objetos para destruição em laborátórios. Que evolução é essa? Bicho vira gente e gente de verdade vira bicho? Isso é evolução?
Para mim é retrocesso, regressão. Burrice.
Se alguma pessoa "virou" bicho foram estes que defendem estas idiotices hoje: viraram burros, mulas. Por escolha própria.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Reinaldo Azevedo: "…E O MENSALEIRO PT PEDE O IMPEACHMENT DE ARRUDA, O MENSALEIRO"

Vou copiar na íntegra o texto do Reinaldo:
Já existem seis pedidos de impeachment contra José Roberto Arruda protocolados na Câmara do Distrito Federal. Entre eles, há um da CUT e outro do PT. Está certo! Têm de protocolar mesmo! Erraram aqueles que não protocolaram o pedido de impeachment de Luiz Inácio Lula da Silva em 2005. Aí o petralha tira as patinhas do chão e diz: “Também… Como teria coragem de fazê-lo se havia o mensalão de Minas?” Pois é… Como se nota, o PT, mesmo tendo criado o mensalão em escala federal, não se intimida em pedir o impeachment de quem promoveu o mensalão regional. Isso evidencia que, em política, não basta promover a bandalheira, é preciso também não ter qualquer senso de ridículo.
O episódio é didático. Alguns tontos acharam que Lula tinha dado a senha para o PT pegar leve com o governador do DEM. Essa ambigüidade sempre funcionou muito bem na máquina petista: mesmo quando Lula assopra, o PT morde.
Pois é, Reinaldo! Comentava isso hoje à noite: o Lula promove um mensalão a nível federal e ninguém pede impeachment; o Lula intervém em Honduras de forma criminosa, enterrando os princípios constitucionais da não-intervenção e da auto-determinação dos povos, e ninguém pede impeachment... E aí o Arruda faz a besteirada que fez, e o PT pede o impeachment! É pra pedir mesmo! Mas só vale para Arruda? O PT tem moral para isso depois do Mensalão e de Honduras?
Se Lula tivesse integridade - só um pouquinho - teria renunciado em 2005. E se tivesse ganho  integridade depois de não renunciar, teria ficado calado sobre Honduras, e não feito essa vergonha a todos nós... E para completar ainda recebeu o terrorista do Ahmadinejad. Vai entender essa diplomacia brasileira!
Recomendo ainda o texto do Reinaldo também sobre a incoerência que é os "movimentos sociais" pedirem o impeachment do mensaleiro Arruda (AQUI): eles que não pediram o impeachment do mensaleiro Lula, agora querem pedir o de Arruda! Que tempos os nossos!

Honduras: Lula vai acabar sozinho...

Ocorreram as Eleições em Honduras domingo passado (30/11), como já foi amplamente noticiado. Ganhou o conservador Porfirio Lobo. Já no dia 27 de Novembro "o Parlamento alemão decidiu reconhecer as eleições hondurenhas e ao Presidente que surja delas, ao mesmo tempo em que rechaçou a atitude 'chavista e antidemocrática' do governante deposto Manuel Zelaya" (AQUI). Neste mesmo dia, o Presidente da Costa Rica, Oscar Arias, o mediador da crise hondurenha, afirmou que reconheceria o ganhador das eleições. O Peru também já anunciara o reconhecimento: "Se vamos reconhecê-las? Por que não?", disse o chanceler peruano, José García Belaunde. No dia seguinte às Eleições, na segunda-feira (1/12), os Estados Unidos também reconheceram a eleição de Porfirio Lobo. Vale lembrar que muito antes a Biblioteca do Congresso norte-americano já concluíra que em Honduras não houvera golpe de Estado algum, que foi tudo plenamente constitucional.  A Colômbia reconheceu também o novo governo e Uribe afirmou que as eleições de Honduras foram "um processo democrático, de alta participação, sem fraude, inatacável" (AQUI). Além destes, também Panamá, Taiwan e Canadá deram reconhecimento prévio.
Não obstante a manifestação de todas estas nações democráticas contra as fantasias do caudilho hondurenho e em favor da restauração da ordem em Honduras e da normalidade constitucional, Lula insiste em meter o bedelho onde não lhe convém, insiste em não reconhecer que o que ocorre em Honduras é democrático e constitucional. E a justificativa: "Porque não é possível a gente aceitar um golpe, seja ele militar, seja ele disfarçado de civil, como foi o golpe de Honduras".
Que golpe, Presidente? O golpe que Zelaya daria e foi evitado, é isso? Por que o que ocorreu em Honduras foi só o que pedia a defesa da Constituição daquele país. Lula vai acabar sozinho... e manchando o nome do Brasil junto. Que se manche sozinho, mas não ao nome do meu país!
Agora o mais importante de tudo isso é o exemplo de Honduras: não cedeu ao totalitarismo, não cedeu às intervenções espúrias dos marxistas exteriores (Chávez, Morales...) nem à intervenção violenta do aspirante a caudilho brasileiro, o Lula. Honduras deu-nos um exemplo tremendo: que a integridade de uma nação vale suportar incompreensões, intervenções asquerosas, gritos e calúnias; mas nunca ceder ao totalitarismo, nunca ceder ao caudilhismo, nunca ceder ao marxismo devastador e mundano. A integridade vale a própria vida. Era o ensinamento dos mártires cristãos dos primeiros séculos. Honduras se arriscou, se arriscou muito; e deixou-nos um grande ensinamento, para estas épocas em que o comunismo levanta seus tentáculos tenebrosos sobre nossa nação: não ceder!
Por último, aconselho - para quem não viu ainda - ler o comentário do Reinaldo Azevedo sobre as eleições em Honduras (AQUI).  Como sempre, o Reinaldo nos presenteia com um comentário magistral.