terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Chavez quer uma desculpa para a guerra...

Obviamente o acordo não é a besta fera que pinta Chavez. Ele é a conseqüência natural do Plano Colômbia, com o qual os Estados Unidos vêm ajudando a Colômbia na luta contra o narcotráfico e os grupo de revolucionários marxistas das FARC. "Ajudado pelos recursos dos EUA, o presidente colombiano, Alvaro Uribe, tem enfrentado as guerrilhas das Farc, que foram confinadas a selvas remotas e montanhas. A violência e os atentados diminuíram drasticamente, e o investimento externo aumentou", informa O Globo. Nada muda no número de militares e de equipamentos. Aliás, ao contrário do que apregoa Chavez, não serão instaladas bases militares dos EUA na Colômbia; as bases continuam a ser da Colômbia e serão utilizadas como pólos estratégicos da parceria com os EUA já consumada pelo Plano Colômbia. Tudo continuará sendo decidido pela Colômbia e atividade militar americana será acordada de forma aberta, em conjunto com o  Congresso Americano (veja AQUI o que disse o general Fraser, chefe do Comando Sul das forças americanas). Um acordo deste tipo era uma conseqüência natural  já esperada do estreitamento de relações entre EUA e Colômbia na esteira da luta contra o narcotráfico, seara em que a Colômbia tem uma posição estratégica central.
Mas Chavez continua, contra os fatos, apregoando que este acordo é um plano de guerra contra a América Latina, um plano de invasão. Já o dissera em agosto na III Reunião Ordinária dos Chefes dos Estados da UNASUL - a nossa URSS encubada.
Não, Chavez não é paranóico.
Este expediente é comum entre os esquerdistas. Fomentar a guerra e a inimizade contra um outro país é essencial para a diáletica marxista, baseada justamente nisso: a luta de classes. Usar a guerra para elevar os ânimos populares, conquistar apoio patriótico, declarar estado de guerra e cercear liberdades civis - o que já existe na Venezuela -, tudo isso é expediente comum de um governo comunista. Não esqueçamos que para justificar a invasão da Polônia e da Finlândia - após dividir a Europa num acordo com Hitler - a URSS dizia estar lutando contra o "fascismo polonês" e o "fascismo finlandês", o que hoje sabemos ter sido uma mentira deslavada. E tudo isso ainda desviou a atenção dos campos de concentração que eram mantidos para extermínio de pessoas dentro da URSS - não estranhem se Chavez quiser um desvio de atenção do que ele faz contra o seu povo.
Chavez quer o mesmo: guerra, para os mesmos fins que quiseram seus antepassados soviéticos. O caudilho é um perigo para a paz na América Latina.
É por isso que Alejandro Peña Esclusa, Presidente de UnoAmerica e um dos observadores internacionais das eleições de Honduras, declarou, logo ao fim daquelas eleições, que "na Venezuela se implemente o mesmo esquema eleitoral utilizado para os hondurenhos: voto manual, contagem total dos votos, autoridades eleitorais independentes e padrão eleitoral acessível a todos os partidos" (AQUI). Essa seria a única saída para livrar a Venezuela das mãos deste caudilho totalitário que vence às custas de fraudes e subversões. O mesmo Penã criticou recentemente Chavez "por seus vínculos com as FARC e por querer provocar uma guerra absurda entre Colômbia e Venezuela. O dirigente venezuelano deixa muito claro que o inimigo da Venezuela é a narcoguerrilha e não o governo colombiano" (AQUI).
Desnecessário dizer que concordo integralmente. A guerra que Chavez quer provocar com a Colômbia não só é absurda e sem sentido, como poderíamos dizer que é Chavez, na verdade, quem possui um plano para dominação da América Latina, por meio das narcoguerrilhas, do estímulo ao caudilhismo e, agora, do expediente muito utilizado por esquerdistas do mundo inteiro: a guerra e o fomento à inimizade e ao ódio.
O Presidente eleito do Uruguai, José Mujica, em encontro com o Vice-Presidente colombiano, Francisco Santos, já se ofereceu para atuar como mediador entre Colômbia e Venezuela. Na ocasião, Santos declarou que a Colômbia possui uma irrevogável vocação pacifista e que sempre esteve aberta ao diálogo, além de condenar o ilegal embargo econômico imposto pela Venezuela à Colômbia, que, apesar de tudo, tem trazido benefícios; ainda "expressou ao Presidente eleito sua preocupação pela linguagem ofensiva utilizada pelo mandatário venezuelano contra a Colômbia, pois 'em nosso continente não há precedente algum do uso deste tipo de linguagem".
Rezemos pela Colômbia e Venezuela, caríssimos. O que menos precisamos é uma guerra na América Latina. Mas é o que mais precisam os marxistas...

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