quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Geoglifos no Acre: Os índios eram civilizados e desmatavam!

Saiu no G1 que uma equipe de arqueólogos liderados pelo cientista Alceu Ranzi descobriu geoglifos na Amazônia semelhantes àqueles de Nazca e do Atacama. "Os últimos desenhos foram encontrados nas proximidades da cidade de Boca do Acre, no Amazonas. São cinco conjuntos de formas geométricas, com círculos, quadrados e linhas, que chegam a medir mais de um quilômetro de um extremo ao outro", diz a notícia. Com estes são cerca de 300 os geoglifos descobertos no Acre e no Amazonas (foto); as descobertas vêm acontecendo desde 1970.
O interessante disso tudo é que se desfere um golpe violento nos missionários comunistas e nos ecologistas radicais que espalham aqueles mitos do "bom selvagem" protetor da selva, que não toca em nada e sai atirando flechas no invasor branco destruidor de matas. Não, os índios não eram um bando de bobocões panteístas e comunistóides que não tocavam na mata para nada como querem os ecologistas radicais e os missionários comunistas, para usá-los como antagonistas da nossa sociedade "consumista", "destruidora" e do "capitalismo selvagem". Os geoglifos do Acre provam que ali havia grandes civilizações, índios inteligentes, desenvolvidos, urbanizados, capazes de grandes obras - como estes geoglifos - e que tocavam, sim, nas florestas. "Até agora, não se sabe exatamente para que serviam, mas dão a pista de que ali, no meio da floresta, poderiam existir civilizações mais complexas e numerosas do que se imagina. Para desenhar geoglifos, eles tinham que ter conhecimentos de geometria e serem capazes de realizar grandes obras", afirma a notícia de G1.
Vale lembrar que ano passado saiu na Science - coforme dá nota a Revista Catolicismo de Outubro de 2008 - que "os índios do Alto Xingu fundaram cidades com as da primitiva Grécia ou da Idade Média. Possuíam muros, praças e centros cerimoniais. Seus habitantes desmatavam, construíam canais, criavam tartarugas em tanques, pescavam em larga escala e trabalhavam a terra sistematicamente em roças e pomares. [...] Para o antropólogo Heckenberger, chefe do estudo, a 'floresta tropical virgem' foi, em verdade, modelada pela ação humana". E então conclui o articulista de Catolicismo: "Esses fatos desmentem falsos mitos inventados pelo missionarismo comuno-progressista e pelo ecologismo radical sobre a intocabilidade da floresta e aversão dos índios à civilização" (p.13).
Portanto, chega daquela balela comunista de que os índios são um exemplo a ser seguido pela nossa "sociedade selvagem", do "agronegócio predador" que "destrói as matas e polui os rios" e todo aquele blá-blá-blá que conhecemos. Os índios eram urbanizados, sim, e tocavam na floresta; desmatavam e modificavam o lugar para os seus fins. O homem é senhor da natureza e não o contrário. Os geoglifos do Acre mostram civilizações grandiosas, desenvolvidas, e não um bando de aluados panteístas como querem nos fazer acreditar os missionários comunistas e os ecologistas radicais, num desrespeito e insulto à própria inteligência dos índios, que eles querem segregar em reservas num autêntico apartheid racial.
Outra coisa que ressalta a notícia é que os geoglifos em questão só podem ter sido feitos num ambiente onde não havia florestas: "Tanto no Acre quanto no Amazonas, as marcas só foram descobertas por causa do desmatamento, que 'limpou' o terreno e tornou os desenhos visíveis. Como as estruturas são profundas – os sulcos chegam a ter 12 metros de largura e quatro de profundidade -, acredita-se que ali, pelo menos sobre os geoglifos, houve um período em que não havia floresta. 'Será que era realmente floresta [quando se construiu os desenhos] ou eles ocuparam essa área em um momento de crise climática, como essa de 2005?', conjectura Ranzi".
E disso tiramos duas possibilidades, que vão de encontro aos chavões modernos tão divulgados mídia afora:
1) os índios desmataram para gravar seus desenhos no solo, o que mais uma vez contraria o mito do "bom selvagem" ecologista e panteísta que não toca na floresta para nada;
2) os desenhos foram gravados lá num momento de crise climática que foi capaz de deixar a Amazônia sem árvores; e isto, por sua vez, vai de encontro ao catastofrismo moderno que vê no Aquecimento Global o fim do mundo e a punição a todas os pecados dessa "sociedade industrial e consumista"; este dado prova o que sempre soubemos: que crises climáticas sempre existiram na história da humanidade e esta de agora não será nem a primeira, nem a última; e mais: os índios sobreviveram àquela crise climática em condições bem menos favoráveis que nós - em termos de teconologia, p. ex.; ou seja, é hora de derrubar-se esta farsa do Aquecimento Global (a propósito, aconselho a leitura DESTE ARTIGO do Olavo de Carvalho), cujo único objetivo e criar um alarde catastrofista para a instauração do autoritarismo no mundo inteiro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário