quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Honduras: Lula vai acabar sozinho...

Ocorreram as Eleições em Honduras domingo passado (30/11), como já foi amplamente noticiado. Ganhou o conservador Porfirio Lobo. Já no dia 27 de Novembro "o Parlamento alemão decidiu reconhecer as eleições hondurenhas e ao Presidente que surja delas, ao mesmo tempo em que rechaçou a atitude 'chavista e antidemocrática' do governante deposto Manuel Zelaya" (AQUI). Neste mesmo dia, o Presidente da Costa Rica, Oscar Arias, o mediador da crise hondurenha, afirmou que reconheceria o ganhador das eleições. O Peru também já anunciara o reconhecimento: "Se vamos reconhecê-las? Por que não?", disse o chanceler peruano, José García Belaunde. No dia seguinte às Eleições, na segunda-feira (1/12), os Estados Unidos também reconheceram a eleição de Porfirio Lobo. Vale lembrar que muito antes a Biblioteca do Congresso norte-americano já concluíra que em Honduras não houvera golpe de Estado algum, que foi tudo plenamente constitucional.  A Colômbia reconheceu também o novo governo e Uribe afirmou que as eleições de Honduras foram "um processo democrático, de alta participação, sem fraude, inatacável" (AQUI). Além destes, também Panamá, Taiwan e Canadá deram reconhecimento prévio.
Não obstante a manifestação de todas estas nações democráticas contra as fantasias do caudilho hondurenho e em favor da restauração da ordem em Honduras e da normalidade constitucional, Lula insiste em meter o bedelho onde não lhe convém, insiste em não reconhecer que o que ocorre em Honduras é democrático e constitucional. E a justificativa: "Porque não é possível a gente aceitar um golpe, seja ele militar, seja ele disfarçado de civil, como foi o golpe de Honduras".
Que golpe, Presidente? O golpe que Zelaya daria e foi evitado, é isso? Por que o que ocorreu em Honduras foi só o que pedia a defesa da Constituição daquele país. Lula vai acabar sozinho... e manchando o nome do Brasil junto. Que se manche sozinho, mas não ao nome do meu país!
Agora o mais importante de tudo isso é o exemplo de Honduras: não cedeu ao totalitarismo, não cedeu às intervenções espúrias dos marxistas exteriores (Chávez, Morales...) nem à intervenção violenta do aspirante a caudilho brasileiro, o Lula. Honduras deu-nos um exemplo tremendo: que a integridade de uma nação vale suportar incompreensões, intervenções asquerosas, gritos e calúnias; mas nunca ceder ao totalitarismo, nunca ceder ao caudilhismo, nunca ceder ao marxismo devastador e mundano. A integridade vale a própria vida. Era o ensinamento dos mártires cristãos dos primeiros séculos. Honduras se arriscou, se arriscou muito; e deixou-nos um grande ensinamento, para estas épocas em que o comunismo levanta seus tentáculos tenebrosos sobre nossa nação: não ceder!
Por último, aconselho - para quem não viu ainda - ler o comentário do Reinaldo Azevedo sobre as eleições em Honduras (AQUI).  Como sempre, o Reinaldo nos presenteia com um comentário magistral.

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