domingo, 17 de janeiro de 2010

Dan Brown e o programa da Revolução Anticristã

Eu vou ser sincero para com vocês: eu nunca acreditei na ingenuidade de Dan Brown. Sempre me diziam: "ah, é só um escritor talentoso, com uma imaginação fértil... seus livros são só romances, e nada mais..." Eu nunca acreditei nisso, a carinha bonitinha do Dan Brown nunca me convenceu do contrário: dan Brown não é nada ingênuo; possui, isto sim, um programa bem elaborado e malicioso para os seus livros, que equivale ao programa da Revolução Anticristã.
Em 12 de Outubro de 1952, o Papa Pio XII [foto abaixo], numa alocução aos homens da Ação Católica Italiana, delineava os traços principais do "inimigo da Igreja":
"Ele se encontra em todo lugar e no meio de todos: sabe ser violento e astuto. Nestes últimos séculos tentou realizar a desagregação intelectual, moral, social, da unidade no organismo misterioso de Cristo. Ele quis a natureza sem a graça, a razão sem a fé; a liberdade sem a autoridade; às vezes a autoridade sem a liberdade. É um “inimigo” que se tornou cada vez mais concreto, com uma ausência de escrúpulos que ainda surpreende: Cristo sim, a Igreja não! Depois: Deus sim, Cristo não! Finalmente o grito ímpio: Deus está morto; e, até, Deus jamais existiu. E eis, agora, a tentativa de edificar a estrutura do mundo sobre bases que não hesitamos em indicar como principais responsáveis pela ameaça que pesa sobre a humanidade: uma economia sem Deus, um Direito sem Deus, uma política sem Deus".

O inimigo de Deus e da Igreja deu, portanto, três "gritos" de revolta contra o Alto, três brados de rebelião: na primeira etapa da Revolução Anticristã, na "Reforma" Protestante, ele gritou: "Cristo, sim; a Igreja, não!"; na segunda etapa da Revolução, com a Revolução Francesa, maçônica e iluminista, gritou o revolucionário deísta: "Deus, sim; Cristo, não!"; na terceira etapa, com o Comunismo ateu e materialista, levanta seu brado contra a prórpia Existência do Criador: "Deus não existe! Deus está morto!".
Há alguns dias escrevi aqui sobre a visão teológica que o grande teólogo e sacerdote argentino, o Pe. Julio Meinvielle, dava da história do homem e da Revolução Anticristã, falando sobre a derrocada gradual do ser humano, que nas três etapas da Revolução rejeitou um aspecto de si: primeiro que era um ser religioso, depois que era um ser racional e, ainda, que era um ser sensível. O Padre Meinvielle traça com maestria as três etapas da derrocada do homem em sua rebelião contra Cristo, que são as mesmas três etapas que Pio XII delineia nesta alocuação que citei acima.
E também são as mesmas que Dan Brown segue em seus livros. Não se trata de um mero romancista, de um escritor ingênuo, inocente e seguidor de "modas de mercado". Dan Brown tem um propósito bem definido: inculcar os princípios da Revolução Anticristã por meio de seus romances. O programa de seus livros é o programa da Revolução.
Em Anjos e Demônios, o primeiro livro em que tratou da temática religiosa e também o primeiro com o seu personagem Robert Langdon, Dan Brown [foto] quis tratar de um suposto "conflito" entre ciência e fé - que só os racionalistas podem conceber, pois é princípio católico que a Fé e a Razão não podem contradizer-se, conforme muito bem explica Sto. Tomás de Aquino (cf. Suma Teológica, II-II, c.2, a.10). Mas o plano de fundo do livro inteiro é visível a quem o leia atentamente: a Igreja é uma instituição corrupta, traidora, inimiga da razão e da liberdade e, acima de tudo, uma instituição meramente humana, que nada possui de divina - contra o ensinamento de Cristo. (cf. Mateus XVI,18-19) Em Anjos e Demônios, pois, está o primeiro grito da Revolução: "A Igreja, não!"

No seu segundo livro com Robert Langdon, o livro que o "consagrou" para o mundo e se tornou best-seller  mundial, O Código Da Vinci, a perspectiva de Dan Brown é outra: seu objetivo agora é "provar" que Cristo não é Deus; que era apenas um mortal, um sábio, um profeta, mas não Deus - estas são as palavras de Sir Leigh Teabing próximo do fim da história. Para isto, Dan Brown constrói todas aquelas suas sandices inventadas e travestidas de história, como a conversa tosca de que Cristo casou-se com Maria Madalena e que por isso seria um homem como qualquer outro - como se o Matrimônio, que é santo, pudesse modificar sua natureza divina! - e também a historieta mesquinha de que a Divindade de Cristo fora decidida por Constantino no Concílio de Nicéia em 325, d.C. - pouco importou para Brown que houvesse testemunhos escritos, tanto dos Evangelhos quanto dos Padres, desde o século I, falando de Nosso Senhor Jesus Cristo como Deus verdadeiro. Mas em O Código Da Vinci está o segundo brado da Revolução Anticristã: "Cristo, não!"
E agora Brown lançou seu terceiro livro com Robert Langdon, O Símbolo Perdido. A história gira em torno da Maçonaria, de seus segredos e dos Fundadores da América. E qual é o "símbolo perdido"? "O símbolo perdido é este: o homem é divino e pode alterar a realidade com a força do pensamento. Algo que a antiga sabedoria prega há séculos. Robert Langdon precisa salvar os amigos e, de lambuja, o futuro da humanidade.A promessa de Brown é das mais estimulantes: leitor, você também pode ser Deus", diz uma resenha da Revista Época. Brown imagina segredos escondidos na Maçonaria cujo fundo filosófico é esse: o homem é Deus. É o terceiro grito da Revolução Anticristã: "Deus, não! Deus está morto! Eu sou Deus". É o grito orgulhoso da Serpente Diabólica: "Sereis como deuses" (cf. Gênese III,5).
Assim, pois, os livros de Dan Brown seguem um programa bem definido, que é o programa da Revolução Anticristã, em suas três etapas para a derrocada do homem. O autor não é só um romancista ingênuo: sabe muito bem o que quer inculcar, o veneno que quer inocular.
É justamente contra estas serpentes dissmuladas e insuspeitas, travestidas de ingenuidade e inocência, que mais temos de nos precaver. Porque "o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz" (II Coríntios XI,14). E Pio XII muito bem advertiu: "Ele se encontra em todo lugar e no meio de todos: sabe ser violento e astuto. [...] É um 'inimigo' que se tornou cada vez mais concreto, com uma ausência de escrúpulos que ainda surpreende".


6 comentários:

  1. Já gostava da obra do Dan Brown, agora gosto mais ainda! :D

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  2. Muito bom Taiguara!!
    Poucos tem essa coragem de se contrapor ao que o mundo incentiva e promove. E você está fazendo isso muito bem.

    Abraços.

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  3. Grande Harry!
    Que bom te ver por aqui, caríssimo!
    Estamos todos nos opondo à Revolução: eu, tu, o Reino...
    Todos na Contra-Revolução! =D
    Façamos cada vez melhor.

    Abraços!

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  4. o mundo ta perdido o dan brown é um babaca, eu sempre soube disso desde que ele quis difamar a igreja nos seus livros, quando um homem implica com a igreja logo em seguida ele quer dizer que Deus não existe

    o fim está próximo, eles se dizem deuses e querem ser mais do que Deus, belos otários, tenho nojo e pena deles, essa gente que gosta do dan? bah! estão perdidos num mundo de ilusões

    (Ass: uma escritora pouco conhecida) fica aqui minha crítica sincera, até mais! parabéns pelo conteúdo!

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  5. Vocês são ridículos não vêem que são vocês mesmos que promovem conflitos e interpretam tudo sobre uma ótica deturpada causando rancor e revolta nas pessoas...Talvez ele realmente faça o papel de anticristo mas não porque quiz ou quer e sim porque sempre existem aqueles que promovem a guerra, o desacordo, transcrevem a diferença pretendendo se diferenciar e complicar o simples quando somos iguais e inteligentes o suficiente para saber que o caos é precedido por mentes ignorantes que afetam outras mentes ignorantes que não sabem nem o porque de estarem brigando..por favor não invoquem ou citem termos que não conhecem e abram a mente.

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  6. Ah sim sim, concordo plenamente com nosso amigo anônimo aí em cima.

    Acredito que existem aqueles que falam de liberdade, de alguém que liberta... Liberdade? O que é liberdade quando não há o respeito?!

    Bom, o que posso dizer é que fui criado com os valores da Igreja e os carrego dentro de mim, porque sei que me ajudam. Só não concordo com os "lobos em pele de cordeiro" que não sabem respeitar a opinião adversa, e fazem que nem nossa escritora pouco conhecida (( daí sabemos porque ninguém a conhece não é? )), usam de termos ignorantes e ridículos para ofender o que é apenas diferente.

    Não acredito que seja essa a posição da Igreja, que tenha de ser agressiva e desrespeitosa, até porque ela pode olhar para trás e ver o quanto ela também maltratou aqueles a quem jurou proteger. Acredito sim numa Igreja que acredita em seus fiéis, mas que também os dá liberdade de escolher a qual caminho deve seguir. Sempre a tive como objeto e instituição de respeito, e sei que há dentro dela aqueles que fazem honra a esse respeito.

    Parem com chacota, se preocupem com os seus. Não se igualem a ignorantes, pois sei que não são.

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