quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Honduras se mantém firme em seus valores! Lula tombou em sua dubiedade e incoerência.

- Porfirio Lobo toma posse; Zelaya deixa a Embaixada do Brasil e Honduras: "Porfirio 'Pepe' Lobo tomou posse nesta quarta-feira como novo presidente de Honduras, mais de seis meses após o então líder Manuel Zelaya ser deposto do cargo. [...] Duas horas após o novo dirigente ter recebido a faixa presidencial, Zelaya deixou a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa por volta das 15h (19h de Brasília), onde passara os últimos 128 dias [...] Em seu primeiro discurso como presidente, Lobo apelou a uma "necessária e indispensável" reconciliação com a comunidade internacional. Agradeceu ao presidente da Costa Rica, Óscar Arias, 'por ter se interessado (...) numa solução justa e pacífica' para a crise; [...] [d]isse, ainda, que seu mandato durará quatro anos, 'nem um dia a mais, nem um dia a menos'. - Acabamos de sair da pior crise política de nossa história democrática, mas conseguimos evitar todos os grandes perigos que afrontavam nossa nação - disse Lobo". Como comentara no En Garde! no início de Dezembro, o Governo Brasileiro ficou sozinho, junto dos decadentes Governos de Venezuela e Bolívia, na sua sustentação do caudilhismo de Zelaya. O Lula, num acesso de loucura revolucionária, se opôs à legítima aspiração do povo hondurenho de defender sua Constituição, depondo Zelaya - aspirante a Chavez - e elegendo Porfirio Lobo. Mas Honduras se manteve de pé, se manteve firme. O Governo Brasileiro saiu enfraquecido na sua atuação megalomaníaca contra o povo hondurenho. E Honduras nos deu uma lição: não devemos ceder ao totalitarismo; devemos resisti-lo, enfrentá-lo bravamente, contra todos os que querem a derrocada da nação. É uma importante lição esta de Honduras para o Brasil de hoje, governado por um megalomaníaco que se mostra cada vez mais totalitário.

- Brasil age diferente em Honduras e na Venezuela: Excelente a matéria jornalística do Jornal Nacional, comparando a atuação dúbia do Brasil na Venezuela e em Honduras: "Na escalada autoritária de Hugo Chávez na Venezuela e na crise da deposição de Zelaya em Honduras, o governo brasileiro deu sinais contraditórios. Na crise hondurenha, o Brasil teve um comportamento enfático, se declarou contra a deposição do presidente Manuel Zelaya e deu abrigo a ele na embaixada brasileira. Condenou as eleições e não reconhece o novo presidente Porfírio Lobo. Já na atual crise na Venezuela, o Brasil preferiu não se envolver. O país mantém distância mesmo depois que o presidente Hugo Chávez adotou medidas consideradas autoritárias, como a suspensão do sinal de seis televisões a cabo e controle de preços. Antes dessa crise, em várias oportunidades o presidente Lula defendeu Chávez. 'Inventem uma coisa para criticar o Chávez, mas por falta de democracia não é', disse Lula em novembro de 2007".
Ora, a atuação dúbia do Governo Brasileiro é justificável, se considerarmos que o Partido Totalitário é coerente com sue próprio totalitarismo; para entendê-la corretamente, tracemos o seguinte cenário:
- Na Venezuela temos um caudilho louco que se perpetua no poder ad infinitum, matando e calando quem se lhe oponha;
- Em Honduras tínhamos um fã incondicional do maluco venezuelano, querendo ser igual a ele, mas que, graças à virilidade do povo hondurenho, não logrou êxito em seu plano maquiavélico;
- No Brasil temos um amigo do louco venezuelano e que quer fazer aqui o mesmo que o chapeludo hondurenho queria fazer em Honduras - e está tentando fazer;
Nesta linha de raciocínio, é fácil entender.
Lula se opôs à queda de Zelaya porque apoiava o seu projeto totalitário; para isso, usava como pretexto a conversinha de que "não se pode tolerar ofensas à democracia", como se o caudilhismo de Zelaya fosse democrático!
Ao mesmo tempo, Lula tolera demais as ofensas contra a democracia perpetradas por Chavez na Venezuela; não fala nada sobre elas. Pelo contrário, diz que ninguém pode criticar Chavez por falta de democracia! mas não era Lula que criticava a queda de Zelaya como uma ofensa à democracia? O mesmo Lula que defende o refime chavista como democrático! Que incoerente!

Incoerente, sim; mas lógico, dentro da lógica totalitária: o projeto de Chavez e de Zelaya é o mesmo, um projeto revolucionário e totalitário. E Lula é também adepto deste projeto. Logo, defende a ambos, Chavez e Zelaya, usando de argumentos falaciosos e prosturas incoerentes: é o "totalitarismo custe o que custar" dos revolucionários.
A postura de Lula é dúbia e relativística, mas essencial ao seu projeto revolucionário. Lula não podia tolerar que Zelaya caísse, como não pode tolerar a queda de Chavez: o essencial é manter o maior número de países nas mãos dos comunistas, para trazer a URSS para cá. E o Brasil no meio disso.
Com uma postura imoral e dúbida como essa, indago: é este "duas caras" - que usa da "democracia" para defender um totalitário aqui e outro ali - que deixaremos continuar à frente do país?
A matéria do Jornal Nacional, mostrando a dubiedade do Brasil no trato com a Venezuela e com Honduras, é excelente. Pode ser assistida neste link.

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