quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A Igreja contra-ataca! - Notas da Comissão Episcopal para a Vida e a Família condenam o PNDH-3

Vi ontem, mas não tive tempo de postar no En Garde! a respeito. É impressionante como os organismos da CNBB finalmente estão demonstrando ativa contrariedade aos arroubos totalitários do nosso Presidente comunista. Houve aquela Nota da CNBB, sem muito valor, pois muito diplomática, excessivamente branda e caridosa com um Governo que só mete pauldas no Cristianismo. Depois foram os panfletos do Regional Sul 1. Agora é a Comissão Episcopal para a Vida e a Família - a Pastoral Familiar da CNBB - que se manifesta em contrário. E com uma ênfase que me impressionou.
No dia 13 de Janeiro, o Pe. Luiz Antonio Bento [foto], Assessor Nacional da referida Comissão Episcopal - e, segundo informações de amigos que o conhecem, um bom sacerdote, realmente defensor da Vida e da Família - publicou um excelente artigo destrinchando ponto por ponto o Programa Nacional dos "Esquerdos Desumanos" do Lula, da Dilma e terroristas associados.
Segundo o Pe. Luiz Bento, o PNDH-3 foi lançado "na penumbra da noite", o que é qualificado como "intransigência e desrespeito para com o povo brasileiro", motivo pelo que a Comissão "espressa firmemente seu repúdio". Em seguida o Pe. Bento enumera as "graves ofensas à sociedade" que o Programa propõe: a legalização do aborto, da união civil de homossexuais e da adoção de crianças por duplas homossexuais, além de outras regalias a gays, travestis e transsexuais; o reconhecimento da prostituição como uma "profissão"; a medida laicista e atéia de exclusão dos símbolos religiosos das repartições públicas; o ensino "com destaque para as religiões africanas" nas escolas; a investigação parcial dos crimes cometidos durante o regime militar, onde os terroristas de esquerda  - muitos dos quais hoje no Governo Lula, inclusive a Sr.a Dilma Rousseff e o Sr. Paulo Vanucchi, que gestaram, junto ao Lula, este projeto aberrante - são santificados.
Rebate, então, o Pe. Luiz Bento:
"Convém explicitar que o povo brasileiro quer ser reconhecido como promotor e defensor da vida e da dignidade do nascituro e tem o direito de assim ser apresentado sem o temor de por este motivo ser considerado subdesenvolvido. Os problemas socioeconômicos como o desemprego, a fome, a pobreza não se resolve com a liberação do aborto. Adicionalmente, sabe-se, cientificamente, que o aborto provocado aumenta o risco para as mães, a morbidade a curto, médio e longo prazo."
E sugere ao Governo medidas mais corajosas para com as mulheres, ao invés destas medidas fáceis, como a legalização do aborto, e que só geram mais problemas: dever-se-ia, no lugar disto, criar "uma política familiar corajosa; atenção à saúde da mulher; melhoria da situação de pobreza; proteção às pessoas nascidas com deficiência; [...] tentar superar a mentalidade inaceitável da hodierna sociedade, de modo particular a cultura sexual que quer separar o uso genital da procriação; [...] ajudar as mulheres grávidas; instituições que apoiem as mães, os filhos e os casais e centros de acolhida à vida", por exemplo, entre outras medidas, que o Governo Lula, abortista e adepto de "soluções" mais fáceis e problemáticas, que nada resolvem, evidentemente não está disposto a adotar.
Quanto à regulamentação da união civil de homossexuais, o Pe. Luiz Bento adverte que esta lei vai contra a normalidade e "estaria criando uma espécie privilegiada de cidadãos", já que a normalidade sexual é a união de homem e mulher. Assim, com uma tal lei institucionalizando o homossexualismo - que, não é demais reconhecê-lo, vai contra a natureza -, alerta o Pe. Luiz Bento que "[a população] poderia tornar-se como que refém e passível de opressão por uma minoria, que, a qualquer momento, poderia alegar suposto preconceito ou discriminação (em razão de prática e atitude sexual que se reprovasse) para fins de aplicação dos dispositivos de lei com trágicas e inteiramente desproporcionais consequências para sua vida pessoal, profissional e familiar".

E, evidentemente, é isto que o Governo Lula pretende fazer, como já demonstrou inúmeras vezes: perseguir aqueles que se opõem à institucionalização da prática homossexual e à elevação das uniões homossexuais ao status de família, quando todos sabem que uma família é formada efetivamente por pai, mãe e seus filhos. O Projeto da Lei da Mordaça Gay que o Lula queria aprovar no país, criminalizando todos os que se opusessem à destruição da família e do matrimônio - bases da sociedade -, é mostra disso; agora vem o PNDH-3 com a mesma idéia, amordaçando os defensores da família e do matrimônio tal como devem ser. Leis como essa - da qual o Governo comunista atual é um vivo entusiasta - só tornam a população reféns de uma minoria e promovem a perseguição religiosa.

E, embora devamos reconhecer, evidentemente, todos os direitos que uma pessoa com tendências homossexuais possua enquanto pessoa humana que é - não enquanto gay,  o que é uma tendência desregrada particular sua, mas enquanto pessoa humana, como já escrevi num dos primeiros textos deste Blog - esclarece o Pe. Luiz Bento que "não há fundamento para privilegiar comportamentos sexuais dissonantes do padrão social usualmente aceito, com graves e inadmissíveis restrições à liberdade de crença, opinião e correspondentes atitudes dos demais" (a propósito, leiam esse outro texto do En Garde!).
"A Sagrada Escritura abre-se com a criação do homem e da mulher à imagem e semelhança de Deus (Gn 1,26-27; Ef 5,31-32) e fecha com as 'núpcias do Cordeiro' (Ap 19,7.9). O matrimônio é uma união indissolúvel entre homem e mulher, instituído por Deus desde a criação do mundo, e sobre esta vontade divina que rege a moral conjugal não pode estar nenhuma lei humana. Por esta razão, a Igreja se opõe, terminantemente, à eliminação de um elo essencial dessa unidade. Por sua vez, a Igreja assegura, convictamente, que a criança tem direito de ser educada na família constituída pelo pai e pela mãe. É através da referência segura e reconhecida dos próprios pais que a criança pode descobrir a própria identidade e amadurecer a própria formação humana. Salientamos que não se trata de discriminação negar às pessoas do mesmo sexo a possibilidade de se casarem, mas de reconhecer e defender o matrimônio como instituição essencialmente heterossexual", ressalta o Pe. Bento.
Por fim, encerrando, seu artigo, o Pe. Luiz Bento afirma que "[o] Programa de Direitos Humanos, do Presidente da República, trata-se de iniciativas que se manifestam em atitudes antiéticas, arbitrárias, agressivas, antidemocráticas, intolerantes, preconceituosas, um atentado à justiça e uma violação à Constituição Federal".

Excelentes palavras as do Pe. Luiz Bento!
Em corolário ao seu enfático artigo, a Comissão Episcopal para a Vida e a Família, por meio de seu Presidente, Dom Orlando Brandes [foto], Arcebispo de Londrina (PR), divulgou uma Nota oficial onde "manifesta sua discordância, indignação ética e repudio às propostas do Programa Nacional de Direitos Humanos" e acusa o PNDH-3 de ser um "retrocesso democrático e de caráter autoritário".
Na Nota, a Comissão é taxativa:
"A dimensão ética defendida pelo Programa, impõe a ditadura da laicidade, não respeita a nação brasileira que é religiosa, fere a lei natural, manipula a autêntica  visão dos Direitos Humanos, transformando-os em direitos arbitrários. Repudiamos toda lei ou doutrina que em nome dos Direitos Humanos, defende o aborto, destrói a família, desrespeita o direito natural e impõe o pensamento de uma minoria. O povo brasileiro já se manifestou em sérias pesquisas, contrário ao aborto, ao casamento de pessoas homossexuais, e elegeu a família como maior bem social.  A democracia e a ética foram gravemente lesadas neste lamentável episódio".
Por fim, a Nota acusa a revisão que foi feita no PNDH na questão dos militares como tendo "interesses eleitoreiros" e afirma que "o que deve ser revista é a ética laicista e contrária a vida, ao matrimônio e à família, defendida neste Programa. Não se pode em nome dos Direitos Humanos defender o direito de matar e de destruir o matrimonio e a família".

Sem dúvidas! O Lula revisou a questão dos militares porque ela não era a mais urgente. O Programa continua ofendendo o matrimônio, a família, a vida humana, a liberdade de expressão e de religião, já que é mais urgente - na linha do marxismo cultural gramsciano - destruir os valores de uma nação, para levá-la ao caos e assim poder implantar um regime autoritário comunista (leiam esse outro texto também).

Minhas mais sinceras felicitações às corajosas intervenções da Comissão Episcopal para a Vida e a Família. Quem quiser escrever à Comissão, felicitando-lhe pela coragem na defesa dos valores de nossa nação, do Evangelho e da liberdade, poderá fazê-lo pelos endereços que se encontram no site da Pastoral Familiar.

Compartilho, contudo, do mesmo espanto que o Jorge Ferraz teve ao não encontrar no site oficial da CNBB - mas apenas no site da Comissão Episcopal para a Vida e a Família, que é um dos organismo da Conferência - estas importantes e enfáticas notas que aqui comentei. Esperemos que a CNBB possa adotar atitudes ainda mais enérgicas na defesa da Vida, da Família e da liberdade de nossa Santa Madre Igreja!
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Clique aqui para ler na íntegra o artigo "O Brasil é pego de surpresa pelo Programa Nacional de Direitos Humanos do Presidente", do Padre Luiz Antonio Bento, Assessor Nacional da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB.


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