sábado, 6 de fevereiro de 2010

George Orwell e Lula: "Quem controla o passado, controla o futuro"

Meses atrás escrevi uma análise do livro "1984", de George Orwell (Trad. Wilson Velloso. 29 ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005), jornalista e teórico político britânico que denunciou em suas obras literárias os males do totalitarismo; a análise intitulava-se "'Reflexões sobre 1984 de George Orwell' ou 'Eu sou um Ideocriminoso'", e relacionava a obra de Orwell à Revolução que atualmente está em curso no Brasil. Quem leu aquele artigo não deve ter achado estranhas as sandices defendidas pelo Governo no Programa Nacional dos "Esquerdos Desumanos", já que estão no plano petista de sistemática implantação do totalitarismo no Brasil e na linha constante de todos os regimes totalitários, que seguem basicamente os mesmos expedientes; a obra de Orwell é exímia na prova disto.
Há um ponto que hoje quero relembrar. Por que o PT defende no seu PNDH a extinção dos crucifixos? Por que o PT quer uma Comissão "da Verdade" parcial e que por isso mesmo não pode chegar à verdade, dado que esta não se diz pela metade?
A resposta está no que Orwell [foto] denuncia como um dos pilares do totalitarismo: o controle do passado.
Transcrevo o que escrevi naquele texto, meses atrás:
Por fim, um dos mais interessantes meios de controle do Ingsoc em "1984" é, ao mesmo tempo, o pilar do Partido: o controle do passado. O Ingsoc está constantemente reescrevendo os livros e as notícias passadas em seu favor: possui um órgão só para isso, o Ministério da Verdade, onde trabalha o personagem principal, Wiston Smith. O Ministério da Verdade, dia após dia, muda estatísticas de jornais, altera notícias, diz uma coisa e logo depois o contrário, sempre da maneira que o Partido queira; e as pessoas são obrigadas a aceitá-lo, pois é o que está nos registros; se sua memória diz outra coisa, é porque estão loucas; o Passado é de um jeito só: do jeito que o Partido queira. "Quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado", é o ditado do Ingsoc (p.236).
"A realidade só existe no espírito, e em nenhuma outra parte. Não na mente do indivíduo, que pode se enganar, e que logo perece. Só na mente do Partido, que é coletivo e imortal. O que quer que o Partido afirme que é verdade, é verdade. É impossível ver a realidade exceto pelso olhos do Partido" (p.237), dirá um dos personagens a Wiston.
Por que o Partido reescreve o passado para controlar o futuro? Porque o passado é a nossa identidade. É no passado que estão as nossas tradições, nossos valores, transmitidos pelos nossos pais, avôs, gerações que vieram antes de nós, e que nos presentearam com a sua própria experiência para que não nos debatêssemos nas mesmas más situações que eles enfrentaram. A tradição é essencial para a vida do homem. Destruir a tradição de uma sociedade é destruir sua identidade; e destruir sua identidade é deixá-la fraca e expô-la ao controle de quem quer que seja. A crise moral do mundo moderno, esta grande degeneração, é, na verdade, uma crise de tradições: o Modernismo e o Marxismo Cultural estão destruindo todas as tradições, todos os valores que construíram nossa Civilização; estão destruindo o passado, e com ele nossa identidade. E alguém ainda pergunta porque tantos regimes totalitários e tantos crimes em nossa época?

Já escrevi uma vez sobre como o Governo do PT - o nosso Ingsoc
- está numa guerra contra os valores morais e as tradições de nossa nação para destruir sua identidade, levar a sociedade brasileira ao caos e instaurar um regime comunista futuro. E é isso mesmo o que ocorre. No mundo inteiro. Destruição do passado, repúdio das tradições, caos, crise, imbecilização e manipulação dos homens.

Destruir o Cristianismo - como se isto fosse possível... - é um dos passos para tanto: é destruir  o próprio cimento, base ou alicerce da Civilização Ocidental. Por isso todos os grandes totalitaristas eram inimigos do Cristianismo: Hitler - que queria uma nova religião, do sangue e da raça -, Marx, Lenin, Stálin, Fidel, Chávez...

A reescritura do passado se verificou em enorme intensidade na Revolução Francesa e no advento da Idade Moderna. A história da Idade Média Cristã foi toda reescrita, cheia de mentiras e preconceitos, pelos iluministas e, posteriormente, pelos marxistas, para predispor os homens modernos contra o Cristianismo. Reescreveram, pois, o passado para controlar os homens.

É por isso que o Ingsoc controla o passado e o altera a seu bel-prazer: destruir o passado é destruir a identidade dos homens e das sociedades; e então o homem, sem tradição e valores, se torna um instrumento nas mãos de ideólogos e totalitários.

A moderna guerra contra as tradições e os valores morais precisa ser vencida pelo resgate destas mesmas tradições, pois são elas que nos dão significado e força. Só assim não seremos como o povo de Oceania: sem força, sem identidade, sem humanidade.
Fica claro, pois, o sentido da Comissão "da Verdade": esta Comissão pretende uma "verdade pela metade", que por isso mesmo deixa de ser verdade, investigando os militares e "santificando" os terroristas comunistas, que à época também cometeram crimes contra a dignidade humana. Mas "santificar" os terroristas de esquerda é essencial para o controle do passado: é o mesmo controle que exercia o Ingsoc na novela orwelliana, "canonizando" seus crimes por meio da institucionalização da mentira. Há até uma coincidência impressionante, que mostra como a obra de Orwell é profética: o PT quer criar uma Comissão "da Verdade"; o Ingsoc em "1984" tinha um "Ministério da Verdade", responsável por propagar a mentira que fosse conveniente ao Partido. Exatamente a mesma função da Comissão "da Verdade" petista: propagar a mentira conveniente ao Partido.  O Ministério da Verdade de "1984" e a Comissão "da Verdade" do PT são basicamente a mesma coisa. "Quem controla o passado, controla o futuro".
Fica claro também o sentido de repugnância petista aos crucifixos em prédios públicos: é a negação de nossa cultura e das raízes cristãs de nossa nação; é preciso negar esta cultura, negar estas raízes que cimentam o Brasil, que lhe conferem um alicerce, para gerar o caos e instaurar um regime totalitário. É o programa do Marxismo Cultural (leiam "O Governo Lula e o Marxismo Cultural", também neste Blog). Expurgar os crucifixos é um passo a mais para o totalitarismo, na linha do controle do passado denunciado por Orwell como um de seus pilares. É negar nossas tradições para desestabilizar o Brasil: quem sobrevive sem sua identidade? "Quem controla o passado, controla o futuro"
Somente controlando nós mesmos o nosso passado, o que só se pode atingir pela reafirmação corajosa de nossos valores, de nossas tradições e de nossas raízes cristãs, o Brasil poderá fazer frente a esta ofensiva revolucionária e totalitária.
Primeiro eles tiram os curcifixos dos prédios públicos. Então tiram-lhes dos pescoços dos cristãos.
E depois eles arrancam o próprio pescoço dos cristãos.
É um caminho simples, cujos passos já começam a ser dados, como já foram dados em outros lugares.

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