terça-feira, 10 de agosto de 2010

A Hegemonia Política - O "Desafio Histórico" do PT

A luta pela construção de hegemonia política para sustentação de nosso projeto é um dos desafios históricos do PT como um partido que tem como horizonte o socialismo democrático.
Não, a frase não é de nenhum dos meus textos. Também não é de Olavo de Carvalho ou de qualquer outro opositor do Partido dos Trabalhadores comumente acusado de teórico da conspiração ao dizer que o Brasil caminha para um regime totalitário.

A frase, meus amigos, é do próprio PT, em seu 4º Congresso Nacional, realizado este ano. É a frase inicial do documento Resolução sobre Tática e Política de Alianças.

Está aí o próprio Partido dos Trabalhadores a confirmar o que venho denunciando continuamente ao chamar-lhes de Partido Totalitário: o PT não quer democracia, não quer debate democrático; quer, isso sim - como, aliás, os taxados teóricos da conspiração denunciam há anos - a "hegemonia política" total para seus objetivos políticos.

Haverá ainda quem queira realizar malabarismos para justificar a confissão do totalitarismo pelo PT. Basta, contra estes, analisar a própria frase.

O PT fala em "construção de hegemonia política". Hegemonia, como qualquer Dicionário que se preze vai esclarecer, é "supremacia, domínio, preponderância, proeminência" (está aqui, no Aurélio). É dominar plenamente, integralmente, sem espaço para outros vozes - qualquer outra voz. É ter poder sobre tudo e todos. E o PT fala em hegemonia. Mais que isso, em hegemonia política. O PT não quer democracia ou o pluralismo partidário da Constituição, não quer debate democrático: quer hegemonia política, quer ser o Partido supremo sobre todos os outros partidos, poderes ou instituições. Quer ser o único poder. O Partido Único.

O PT fala que essa hegemonia é para sustentar o seu projeto político. E qual o seu projeto político? O do Comunismo, pois o Partido, como se sabe, afirma-se expressamente comunista. Vale, a propósito, dar uma olhada no livro Instituições Políticas do Socialismo, onde José Dirceu, Tarso Genro e Edmilson Rodrigues expõem exatamente que o projeto político do PT - esse para o qual eles querem a hegemonia política - é o projeto socialista. E nos seus Congressos e Encontros Nacionais é o que têm dito continuamente: seu projeto é comunista; basta ler as atas do PT e do Foro de São Paulo. E, vale lembrar, onde esse mesmo "projeto político" foi implantado, implantou-se com um Partido Único que detem, justamente, hegemonia política sobre tudo e todos. Os exemplos estão aí: Cuba, a extinta URSS, Coréia do Norte, China...

E o PT fala ainda que a luta pela construção dessa hegemonia "é um dos desafios históricos do PT". Quer dizer, eles lutam por isso desde sempre, não é de hoje; é desafio histórico, é o que eles sempre quiseram. E para isso, ao longo de 30 anos, foram ocupando as Universidades, o funcionalismo público, todos os sindicatos de trabalhadores... e o Governo. 30 anos. E o seu desafio histórico foi sempre um só: a construção da hegemonia política.

Diante do teor da frase, a palavra "democrático" ao fim soa tímida, sem aquela fortaleza que normalmente costuma ter. "Democrático", ao fim da frase, chega a ser um mero formalismo. E é isso mesmo. Porque a democracia, na linha do marxismo gramsciano, é só uma ferramenta para se conseguir a instauração do totalitarismo comunista: usam-se as eleições como meio formal de chegar-se ao poder; após a tomada do poder mediante esta Revolução lenta e gradual, por meio da via eleitoral, instaura-se o totalitarismo comunista. A democracia, pois, é mera formalidade para a fase atual do marxismo, uma ferramenta a ser utilizada para outro objetivo. Exatamente como o "democrático" ao fim do textinho do PT: é formalismo, palavra usada por mero usar, sem muito significado após o discurso da hegemonia política.

O que se quer no Brasil hoje, portanto, é a construção de uma hegemonia política, de um poder supremo. E poder supremo de um Partido: o Partido dos Trabalhadores. Quer-se hegemonia: Partido hegemônico, único, total. É o fim da liberdade política e da democracia.
A luta pela construção de hegemonia política para sustentação de nosso projeto é um dos desafios históricos do PT.
Isso não é democracia. É a exata definição de totalitarismo, de Partido Único.

Está aí o próprio PT, no seu Congresso desse ano - ano eleitoral! - a afirmá-lo. E suas boas companhias - como as das fotos que ilustram este texto - estão aí para ratificá-lo.

Quem é o teórico da conspiração agora, hein?

2 comentários:

  1. Você é um grande comediante. Se fosse assim, Lula seria candidato. O PT faria igual ao Chavez na Venezuela. Um candidato com 80% de aprovação poderia dar o tal golpe tranquilamente.
    Articule-se melhor.

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  2. Anônimo, por que Lula seria candidato nesse momento, tirando sua máscara de democrata? Se ele pode atingir os mesmos objetivos indiretamente através de Dilma Rousseff, através do 'jogo democrático".

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