sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Repercussão extraordinária do discurso de Sua Santidade aos Bispos do Brasil

O discurso de Sua Santidade teve uma das maiores repercussões da história, no Brasil e no exterior. Na história recente da Igreja, é umas das primeiras vezes que um Papa é tão explicito à população católica de um país sobre que posição devem tomar - única posição coerente com a doutrina católica, aliás: contra o aborto, contra o totalitarismo, em favor da vida e da liberdade.

Também é uma das primeiras vezes em que o discurso de um Papa foi chamada em todos os grandes jornais do país. Foi manchete na Folha de S. Paulo, no Estadão, no Jornal Nacional e n'O Globo; saiu também no IG, na Veja, no Reinaldo Azevedo (AQUI e AQUI). Fora do país, repercussão no El País, da Espanha, e até o jornal dos comunistas da Itália, L'Unità - fundado por Gramsci! -, fez uma avaliação positiva, como um convite do Papa à coerência.  No Twitter, o Papa esteve em primeiro lugar pela manhã nos TT Global.

Mas o furo mesmo foi da Gazeta do Povo. A matéria de Márcio Antônio Campos e Rogério Galindo trouxe o discurso do Papa no dia mesmo em que foi proferido, dando o estalo inicial para que todos os outros jornais repercutissem as palavras do Supremo Pastor. Parabéns à Gazeta do Povo e a Márcio A. Campos  e Rogério Galindo pelo trabalho.

Foram cobradas posições de Dilma e Lula. A candidata soltou a infeliz frase - mais uma! - de afirmar que o que disse Sua Santidade - nada mais que repetindo a Doutrina da Igreja - era "a crença do Papa". Não, Dilma! É a crença do Papa e de mais de um bilhão de pessoas no mundo, das quais ele é Pastor! O Papa só repetiu e cobrou coerência com o ensino bimilenar da Igreja. Já Lula, pela primeira vez, disse algo que prestasse: afirmou que as palavras do Papa eram apenas o que a Igreja ensinava há dois mil anos. "Nunca antes na história destepaiz" o Lula tinha dito algo tão correto; desta vez acertou em cheio: Sua Santidade só repetiu o ensinamento da Igreja e cobrou dos Bispos e fiéis coerência com a sua Fé na hora do voto e em toda ação política - e coerência política com a Fé Católica significa repúdio à cultura de morte e ao comunismo, amplamente condenados pela Igreja. Também José Serra manifestou-se, afirmando ser um alento ouvir as palavras do Papa em defesa da vida.

Mesmo a CNBB - agora posta contra a parede - veio em defesa do discurso do Papa e agora esclarece que todo Bispo tem o direito - e o dever! - de orientar seus fiéis, mesmo em questões políticas.

D. Demétrio Valentini e aqueles outros Bispos que rasgavam as vestes contra D. Luiz Gonzaga Bergonzini, Dom Aldo Pagotto e Dom Beni, entre outros, agora se calaram. E não é para menos: depois de ontem, a moral está - como sempre esteve, e agora mais do que nunca - com Dom Bergonzini e seus irmãos que lhe apoiaram.

Um viva a D. Luíz Gonzaga Bergonzini e aos Bispos corajosos deste país!

Um viva maior ainda a Sua Santidade, o Papa Bento XVI, pela coragem e firmeza, pelo alento que nos prestou nesta hora tão dramática de nossa história.

Mais do que nunca, hoje posso dizer: o Papa é meu pai.

Um comentário:

  1. Além de dizer que era a crença do Papa, ela afirmou em alto e bom som que não é favor de prender quem comete o aborto, portanto, é a favor da sua descriminalização.

    Abraços
    Alexandre

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