quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

De volta - Alguns comentários sobre o início do Governo Dilma e sobre o que estive fazendo

Caríssimos leitores, estou de volta.

Passei dois meses distante, pensando o que faria com o En Garde. Pensei em acabar com o Blog, deixando suas postagens no ar para quem as quisesse conferir. E quase acabei. Nestes dois meses nada escrevi e apenas estudei. Estudei muito. Nutri-me nas páginas de C.S.Lewis, de Plínio Corrêa de Oliveira, do Magistério da Igreja...

E cá estou eu, revigorado, para retomar o En Garde até onde Deus me permita. Creio que Ele me chama, diante desta nova fase do Governo Revolucionário no Brasil, a unir-me às outras vozes que, nese país, ainda gritam que Cristo é Rei e Senhor de todos nós.

O En Garde vai mudar um pouco de feição este ano. Em 2010 concentrei-me muito na política, mas este ano não vou sentir timidez de escrever sobre filosofia, literatura e religião: tudo isso vai entrar em pé de igualdade com a análise política, sempre que me der na telha escrever sobre.

Pretendo, ainda, dar início a alguns podcasts, talvez comentando sobre notícias ou dando alguma palestra sobre um tema útil. Está em meus projetos, mas precisarei ainda melhorar meu equipamento para isso. Vamos ver o que vai dar.

O importante, contudo, é que o En Garde está de volta. Peço a todos orações e confio esta nova fase de nosso Blog à proteção da Virgem Santíssima Imaculada, minha Rainha e Senhora, a quem consagrei-me no último dia 8 de dezembro pela devoção da santa escravidão a Nossa Senhora, ensinada por S. Luís Maria Grignion de Montfort. Que a Mãe de Deus e da Igreja, minha Rainha, Santa Maria, proteja o En Garde. Sua imagem, de ora em diante, será parte fixa em nosso Blog.

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Algumas palavras sobre o início do Governo Dilma.

Em pouco mais de 10 dias de Governo, já pude perceber algumas coisas, que estive comentando com amigos.

Primeiro, Dilma já começou a trocar farpas com os militares. O General José Elito de Carvalho Siqueira, Ministro-Chefe do Gabineto de Segurança Institucional, o GSI, veio a público afirmar que o desaparecimento de presos políticos durante a ditadura não é uma vergonha ou uma glória, mas apenas um fato histórico. "Nós temos que ver o 31 de março de 1964 como dado histórico de nação, seja com prós e contras, mas como dado histórico de nação. Da mesma forma, os desaparecidos são história da nação, que nós não temos que nos envergonhar ou nos vangloriar. Nós temos que enfrentar, discutir, estudar como fato histórico", foi a fala do General, o que lhe rendeu uma dura repreensão da Presidente, até que fosse obrigado a pedir desculpas. 

A guerrilheira deu o tom com as Forças Armadas. E não é um tom pacífico. Em apenas três dias de Governo deu seu primeiro puxão de orelhas... e foi nas Forças Armadas, da qual guarda ressentimento por não lha terem permitido chegar ao poder pelo terrorismo há 30, 40 anos atrás.

Mas Dilma não se meteu aí com qualquer General. Transcrevo aqui as palavras do Prof. Carlos Ramalhete, em sua Lista de e-mails: 
"E não é um general qualquer: é o encarregado dos serviços de informações, ou seja, o sujeito cuja função é contar pra ela o que está realmente acontecendo no país. Trata-se de alguém com quem ter más relações é má pedida, pq para ele é facílimo simplesmente sonegar informações ou informar com um viés que a leve a fazer mais besteira ainda. É provavelmente o único general que pode prejudicar o governo sem provocar escândalo e sem movimentação de tropas, e sem que o próprio governo saiba que está sendo sabotado. E repare os dois pesos e duas medidas, no fim do artigo. Os milicos não podem 'glorificar' o contra-golpe deles, mas será que vai ser proibido glorificar a subversão armada? Vamos ver o que vai acontecer dia 31 de março, aniversário - logo 'glorificação' - da Gloriosa..."
Em minha terra costuma-se dizer que essa pequena troca de farpas em tão pouco tempo ocorre quando "os santos das pessoas não se batem". E se os santos não se batem, a coisa só tende a piorar.

Por outro lado, imagino que vá piorar para as Forças Armadas, que terão de engolir o sapo da Presidente guerrilheira que um dia combateram e que agora manda neles. E não poderão fazer nada, pois uma Contra-Revolução tal como se deu em 1964 só pode ocorrer nas circunstâncias de 1964, isto é, com o povo clamando, praticamente implorando às Forças Armadas que livrem o Brasil da ameaça comunista.

Graças ao domínio intelectual do marxismo nos dias atuais - permitido e, diria eu, até incentivado pela omissão dos militares em travar guerra cultural e sua ação, durante do Governo Castelo Branco, de entreguismo das universidades aos comunas - um clamor popular contra o domínio do marxismo é quase impossível. E se os militares intervissem sem este clamor, a coisa seria ainda pior: os comunas voltariam carregados nos braços do povo, como se deu na Venezuela; e o Chávez pinta e borda por lá até hoje, com muito mais autoridade após vencido o contra-golpe militar.

A situação dos militares será difícil, mas foi pedida e construída por eles próprios. O regime militar, que começou como um contra-golpe legítimo e pedido pelo povo, desandou após a morte da Castelo Branco para um fogo cruzado entre os milicos e a guerrilha, enquanto se deixava o campo da intelectualidade e da cultura livre para o domínio esquerdista. E aí a guerra foi perdida. Agora os militares estarão apenas engolindo o sapo que eles próprios não conseguiram cozinhar.
Ruim para eles, mas muito pior para nós.

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Mas Dilma não trocou só farpas com o Exército. Trocou também com o próprio Senhor dos Exércitos. ;) 

Já em sua primeira semana, a Presidente atéia mostra que Cristo não tem lugar no Palácio do Planalto e que não está disposta a dividir com ele o seu poder. Retirou do gabinete o crucifixo - que esteve lá desde o Governo de Itamar Franco - e a Bíblia da mesa. Sem Cristo na parede, para que não possa olhar o inocente entregue à morte e assim não se lembre de governar com justiça: está retirado qualquer freio moral, aberta a porta para o autoritarismo. Sem a Sagrada Escritura na mesa: imaginem os documentos que lá serão assinados!

Dilma começa pelo gabinete o que pretende fazer em todo o Brasil: a extirpação do Cristianismo e sua substituição pelo Dragão Vermelho. Felizmente, arrancar Cristo Rei e a Virgem Santíssima do coração do povo brasileiro é bem mais difícil do que tirá-lo da parede de um prédio horrendo, símbolo de uma republiqueta falida, onde os burocratas comem-se uns aos outros como os herodianos na época em que o Senhor foi posto na Cruz... Mas fica o desafio à Presidente. Vamos ver até onde ela vai contra o Rei dos Reis. ;) 

Aos inimigos deste Rei, diz o Salmo 71, está reservado "lamber o pó". Lamber o pó. Vamos ver até onde vão os terroristas vermelhos que se regozijam de ter o poder político, como se tivessem alguma autoridade que não fosse dada do Alto.

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Semana passada estive em Vitória da Conquista, BA, onde dei um Curso sobre Doutrina Social da Igreja, com o tema "O Reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo o Magistério vivo da Igreja", como anunciei no Twitter. O curso foi promovido pela Associação Anticorpos, entre cujos membros já tinha alguns amigos e, durante minha estadia lá, fiz novos.

Semana que vem devo lançar os áudios das 5 aulas no Blog. Aguardem!

É um excelente tema para estudo e reflexão, especialmente neste momento, em que o Governo Revolucionário marcha contra o Senhor dos Senhores, Cristo, nuestro Rey - tal qual diziam os Cristeros contra os seus governantes revolucionários - como se contra este Senhor grande e poderoso houvesse alguma possibilidade de vitória...

Só sinto pena por suas almas, às quais o Rei já dissera previamente: "Afastai-vos de mim, malditos!" (Mateus 25,41). "E estes irão para o castigo eterno, e os justos para a vida eterna", termina o Senhor (v.46).

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