quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Medidas de Dilma mostram que há uma crise ameaçando o Brasil (posso dizer "eu avisei"?)

Quando eu dizia ano passado, em discussões que me envolvi, que não existe nenhuma galinha dos ovos de ouro infinita que sustente, de uma vez só, a maior burocracia estatal do mundo (uma infinidade de funcionários públicos, numa infinidade de Ministérios e repartições, que cuidam até de cogumelos e passarinhos), que sustente também uma dívida pública de quase R$ 2 trilhões (1,6 tri em 2010, com previsão de 2,3 tri para 2011), além de uma outra infinidade de programas de esmola, alguns diziam que não era bem assim...

Quando eu dizia que em breve o Governo teria de fazer um corte drástico nos gastos, que Dilma pegaria uma bomba-relógio preparada pelo Lula, entraria num governo cheio de dívidas e de funcionários a pagar sabe-se lá com que dinheiro, me diziam que eu estava doido e só desejando mal (ahh, esse péssimo costume de confundir realismo com "rogar pragas"...).

E quando eu falava que a farra dos concursos públicos promovida pelo Lula (que lançava concursos como quem trocava figurinhas) ia acabar em breve, aí a coisa piorava e me diziam que eu estava pirado (mexeu com o único plano profissional de boa parte da juventude, mexeu com a vida!).

Pois bem, saiu hoje a notícia do novo orçamento, com um corte de R$ 50 bi e a suspensão dos concursos públicos, auditoria nos pagamentos dos servidores públicos (já que são muitos e quase não se tem dinheiro para todos, melhor ver se se está pagando tudo direitinho, não é?), entre outras medidas para redução drástica de gastos. Afinal, o cidadão brasileiro não é uma fonte infinita de impostos...

Acertei em tudo que eu disse.

Ah, e a inflação está alta, e vocês sabem que inflação é um dos primeiros sinais de crise econômica (e ano passado eu dizia a estes meus oponentes de debate que uma viria em breve para nós; mas me diziam que eu só era um "profeta de desgraças" que torcia contra o Governo; não, meus caros, sou apenas alguém que observa os sinais dos tempos e consegue prever com algum grau de acerto o que acontecerá; e está aí a inflação alta como sintoma da crise que eu disse; será controlada? Veremos...). 

Além de que o dólar está caindo (pois a Obama acha que produzir papel-moeda é o mesmo que produzir riqueza, gente!), e - como eu dizia a estes oponentes de debate que me taxavam de doido varrido - é o dólar alto que sustenta os preços bons de nossos produtos lá fora:  resumindo, dólar baixo é igual a produto mais barato que é igual a menos dinheiro. Acaba a galinha dos ovos lá fora, como acaba a daqui de dentro...

A Presidente está tomando a únicas medidas [corretas, aliás; alguma hora teriam que fazer, não é?] que pode tomar para amenizar a explosão desta bomba-relógio, há muito preparada por uma política estatólatra e irresponsável, que só agigantou o Estado e nos retira todo ano 5-7 meses de salário para impostos; política da qual, aliás, ela mesma fez parte. Que colha os frutos agora...

Vejam a notícia:

Governo anuncia corte de R$ 50 bilhões no orçamento de 2011

A redução de gastos atinge todos os ministérios, mas preserva os programas sociais e obras do Programa de Aceleração do Crescimento.

Um dia depois de o Brasil tomar conhecimento de que a inflação de janeiro foi a maior dos últimos oito anos, o governo anunciou um corte bilionário no orçamento de 2011. A redução de gastos atinge todos os ministérios, mas preserva os programas sociais e obras do Programa de Aceleração do Crescimento.

O anúncio dos cortes no orçamento foi feito pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior. O corte total será de R$ 50 bilhões, em todos os ministérios. Será feita uma auditoria na folha de pagamento para verificar irregularidades. Concursos públicos estão suspensos. Nomeações de quem já foi aprovado, também. Serão reduzidas ainda as despesas com energia, água, telefone e material de consumo.

Na semana que vem, a presidente Dilma Rousseff vai publicar um decreto determinando a redução, pela metade, da despesa com passagens e diárias de funcionários. O decreto também vai proibir a compra, reforma e aluguel de novos imóveis para o governo e suspender a compra de carros. As emendas dos parlamentares também vão sofrer cortes.

Os ministros ressaltaram que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os programas sociais serão mantidos e que o governo fez todos os cálculos tendo em conta um salário mínimo de R$ 545.

Para o economista Simão Davi Silber, o governo tem que cortar agora, porque gastou demais nos anos anteriores. “No final de 2008, o governo achou que tinha licença para gastar de uma maneira desbragada. O país saiu da crise, e o governo continuou gastando. Agora está chegando a hora da verdade. Vai ter que colocar o pé no breque”, declarou.

Com o corte de gastos públicos, diminui o dinheiro em circulação na economia. Isso ajuda a reduzir a inflação, que é a maior preocupação do governo neste momento.

“Nós vamos continuar perseguindo a meta inflacionária, não vamos permitir que a inflação extrapole, supere os limites da meta que está estabelecida. E a maior ação que estamos fazendo agora é reduzindo os gastos do governo, que caminharão nessa direção”, declarou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

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